Galera, estou tão envolvida com o outro blog e com tantas ideiazinhas para lá, que até esqueço de vir postar aqui. Por esse motivo é que tenho vindo pouco.
O fato é que estou com poucos assuntos pra dividir com vcs AQUI. Mas tb é verdade que aqui é meu lugar seguro. Lá eu falo muito (mas muito mesmo!) de diversas coisas, mas quase todas são ligadas a emagrecimento. E aqui tem algumas coisas que eu gosto de falar e que não têm a ver com emagrecimento, como por exemplo... Homens de cabelo comprido (em especial, o meu). Calça jeans. Maquiagem. Esmalte. Desenho animado!
Mas eu ando sem idéia pra postar, gente. Eu volto, devagarinho mas volto.
Não esqueçam de acessar o site da Turma da Mônica Jovem, aí vão entender qual é a da "divosa"!!!
30 May 2011
25 May 2011
Estou odiando a classe trabalhadora, neste exclusivo minuto
Explico, antes de ser taxada como antissocial (é assim que escreve agora?); preconceituosa; politicamente incorreta; grosseira e exploradora de massas: é neste exato minuto, coisa que provavelmente vai passar em breve, que estou odiando com todas as forças das minhas entranhas a fucking classe trabalhadora específica, agora. Sério.
Pessoua vem aqui no escritório uma vez por sumana, fazer seu trabalhinho, até no máximo as 3 da tarde. Eu não tenho nada contra essa pessoua, nem contra seu trabalho, nem QUASE nada que tem a ver com ela. Ela faz o trabalho dela, eu faço o meu, e ficamos todos felizes e contentes, cada qual recebendo pelo seu no dia certo.
Acho que cada um é livre pra expressar várias coisas de várias formas. Expressar seu amor às batatas fritas; ao trabalho; às pessoas que gravitam em torno de uma órbita helicoidal; e também a Deus. Até aí, normal. Eu sou católica, meu lovinho é kardecista, tenho amigos evangélicos. Se bobear, tenho até amigos envolvidos com outras formas de espiritualidade. Mas tem uma coisa: eu não obrigo ninguém a ouvir Padre Marcelo ou Padre Fábio de Mello quando estou por perto. Nem obrigo a ouvir Kiss, Aerosmith, Detonautas, Bee Gees... pq ODEIO qd estou num lugar e começo a ouvir coisas q não gosto, não aprecio, não simpatizo, não suporto, acho que deviam ser extirpadas do Universo como um todo.
Aí, vem a pessoua no escritório, e se bota a cantar e ouvir em um volume audível em outra sala (acho q dá uns 50 metros de distância de onde estou) essa porcaria de música gospel q eu não gosto, não aturo, ainda mais no meu ambiente de trabalho.
Não ouço minhas músicas favoritas pra não tirar a concentração dos meus colegas; nem pra atrapalhar ninguém no telefone. Minha mãe sempre ensinou a abaixar o volume da TV sempre que o telefone toca (faço isso um pouco tb pela fofoca, mas não sou perfeita, sou só divosa). Pq ATRAPALHA vc falar com uma pessoa enqto tem outra ouvindo uma porcaria em volume alto.
Se a pessoua em questã quer ouvir suas gospelzices, que ouça. Não sou contra isso, não. Sou contra ela me OBRIGAR a tb ouvir isso, SEM QUE EU QUEIRA. Não contente em ouvir no fone de ouvido, ela CANTA a coisa PERTO DA MINHA JANELA!!! Cara, isso é muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito irritante.
Tirando isso, nem odeio ela tanto assim. Só neste exato momento, que parece que ela escolheu para não apenas ouvir em um volume audível em todo o escritório, mas também para cantar.
Pessoua vem aqui no escritório uma vez por sumana, fazer seu trabalhinho, até no máximo as 3 da tarde. Eu não tenho nada contra essa pessoua, nem contra seu trabalho, nem QUASE nada que tem a ver com ela. Ela faz o trabalho dela, eu faço o meu, e ficamos todos felizes e contentes, cada qual recebendo pelo seu no dia certo.
Acho que cada um é livre pra expressar várias coisas de várias formas. Expressar seu amor às batatas fritas; ao trabalho; às pessoas que gravitam em torno de uma órbita helicoidal; e também a Deus. Até aí, normal. Eu sou católica, meu lovinho é kardecista, tenho amigos evangélicos. Se bobear, tenho até amigos envolvidos com outras formas de espiritualidade. Mas tem uma coisa: eu não obrigo ninguém a ouvir Padre Marcelo ou Padre Fábio de Mello quando estou por perto. Nem obrigo a ouvir Kiss, Aerosmith, Detonautas, Bee Gees... pq ODEIO qd estou num lugar e começo a ouvir coisas q não gosto, não aprecio, não simpatizo, não suporto, acho que deviam ser extirpadas do Universo como um todo.
Aí, vem a pessoua no escritório, e se bota a cantar e ouvir em um volume audível em outra sala (acho q dá uns 50 metros de distância de onde estou) essa porcaria de música gospel q eu não gosto, não aturo, ainda mais no meu ambiente de trabalho.
Não ouço minhas músicas favoritas pra não tirar a concentração dos meus colegas; nem pra atrapalhar ninguém no telefone. Minha mãe sempre ensinou a abaixar o volume da TV sempre que o telefone toca (faço isso um pouco tb pela fofoca, mas não sou perfeita, sou só divosa). Pq ATRAPALHA vc falar com uma pessoa enqto tem outra ouvindo uma porcaria em volume alto.
Se a pessoua em questã quer ouvir suas gospelzices, que ouça. Não sou contra isso, não. Sou contra ela me OBRIGAR a tb ouvir isso, SEM QUE EU QUEIRA. Não contente em ouvir no fone de ouvido, ela CANTA a coisa PERTO DA MINHA JANELA!!! Cara, isso é muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito irritante.
Tirando isso, nem odeio ela tanto assim. Só neste exato momento, que parece que ela escolheu para não apenas ouvir em um volume audível em todo o escritório, mas também para cantar.
20 May 2011
Descoberta Científica-Murphyana da Máxima Relevância
Café é atraído para suas roupas na proporção inversa e direta à cor e amor que você tenha à peça em questão.
Resumindo: peguei uma p0#%a dum copo descartável para tomar um café no escritório que tinha o fundo quase todo furado... Mas não me liguei pro fato, até tentar beber o dito líquido e derramar metade SOBRE A MINHA CAMISA BRANCA FAVORITA!
Resumindo: peguei uma p0#%a dum copo descartável para tomar um café no escritório que tinha o fundo quase todo furado... Mas não me liguei pro fato, até tentar beber o dito líquido e derramar metade SOBRE A MINHA CAMISA BRANCA FAVORITA!
Deus me disse...
... "Desce e Arrasa. Mas ó: vc ainda vai se f0* muito antes de arrasar. Mesmo assim, DESCE E ARRAAAAASA" (sim, a frase ficou meio gay, mas a intenção de God foi a melhor).
Meu problema é que, via de regra, eu "lembrava" só da parte do "vc ainda vai se f0* muito". E me esquecia de arrasar.
Aí, quando voltei da médica, vim pensando em como eu ando chorandomuito "à toa", ultimamente mas a culpa por qualquer enchente que ocorrer não é minha. E me lembrei do que Deus me disse antes de eu nascer. Fiquei uns booooooons 15 minutos enfiando na minha cabeça que Ele me mandou ARRASAR, e não me f0*. Ou seja, se é para arrasar, vamos fazer a coisa bem feita.
Na real, Deus deve dizer isso pra cada um. Tipo, "Desce e arrasa". A frase seguinte é que ferra todo o esquema. No meu caso, foi "vc ainda vai se f0* muito antes de arrasar". Mas a ordem celeste foi clara: DESCE E ARRASA! E, gente, tou sentindo que, logo logo, Deus vai virar pra mim e dizer Eu não mandei vc descer e arrasar, P0#%A? Não fez isso ainda POR QUE?.
Antes de que Deus me fale isso com voz de trovão, vou fazer o que Ele mandou...
Meu problema é que, via de regra, eu "lembrava" só da parte do "vc ainda vai se f0* muito". E me esquecia de arrasar.
Aí, quando voltei da médica, vim pensando em como eu ando chorando
Na real, Deus deve dizer isso pra cada um. Tipo, "Desce e arrasa". A frase seguinte é que ferra todo o esquema. No meu caso, foi "vc ainda vai se f0* muito antes de arrasar". Mas a ordem celeste foi clara: DESCE E ARRASA! E, gente, tou sentindo que, logo logo, Deus vai virar pra mim e dizer Eu não mandei vc descer e arrasar, P0#%A? Não fez isso ainda POR QUE?.
Antes de que Deus me fale isso com voz de trovão, vou fazer o que Ele mandou...
12 May 2011
O Fantástico Mundo Corporativo
Trabalhar podia ser pior. Ou melhor, depende da situação. Hoje tive CERTEZA de algo que eu já desconfiava há tempos. Não dá mesmo pra confiar em certos colegas de trabalho.
Mania da gente ficar tentando ser amiguinho de colega de trabalho. É aquilo que a minha mãe sempre me disse: "colega é colega, amigo é amigo, e amigo vc conta nos dedos". Eu diria mais: nos dedos de uma mão. Com esforço, nas duas.
Vamos ao fato. Acontecido há poucos minutos. O meu dia não começou bem, hoje, em razão de um maldito engarrafamento acontecido na rua em que passa o meu ônibus. O que me fez perder preciosos 15 minutos esperando para chegar ao ponto em que desço (em dias normais, o mesmo percurso dura entre 5 e 10 minutos). Ou seja, lógico que cheguei MUITO atrasada no escritório. Assim que pus os pés no local de trabalho, vi um sorrisinho maroto de pura satisfação em olhar o horário em que adentrei na empresa... e o que EFETIVAMENTE eu deveria adentrar. Como eu já estava irritada o suficiente, na hora não me toquei nem me irritei - mas pensando bem, agora, estou começando a me irritar (o que me faz praticamente torturar o teclado metralhar letras).
Sem problemas. Irritadíssima, resolvi descarregar toda a minha raiva na digitação e pesquisa na internet para fazer uma petição que tenho prazo pra entregar ao chefe hoje (sim, eu mesma me estipulei esse prazo). Não é um processinho fácil, sabem. Depende de toda a minha concentração, a qual resolveu tirar férias por tempo indeterminado e manda lembranças da gaveta de meias.
Enfim. Agora há pouco, vi que essa colega não estava em seu posto de trabalho habitual, embora estivesse trabalhando. O telefone tocou, e não vi nada demais em puxar a ligação. Atendi o cliente (como normalmente faria), desliguei o telefone, beleza. Teria um recado para passar ao BB (Big Boss) quando ele retornasse ao escritório. Nada fora do controle, concordam?
Foi aí que o cliente, sabe-se lá porque cargas d'água resolveu ligar de novo. Pra perguntar a mesma coisa. A pessôua em questã falou para o cliente que ele havia sido atendido por mim, pois ela viu a hora em que eu puxei a ligação pra minha mesa. Acontece que, menos de 10 minutos depois da ligação do cliente, o BB chegou. Normal, tranquilo, e ela se limitou a falar que o cliente havia ligado perguntando da audiência. Não mencionou que eu havia atendido o cliente, nem nada.
Não tinha problema nenhum em ela ter dado o recado de que atendeu o cliente. O que me deixou possessa é que ela não mencionou que ele havia ligado antes e que eu havia atendido! Se ela falasse isso, não ia ficar chato, feio, irresponsável ou pouco competente da parte dela. Ia parecer que ela passou a ligação pra mim.
Ela não rouba meus clientes (até porque nossos trabalhos/profissões/atribuições são diversas). Não fico chateada por isso, por não ter dado o recado inteiro. O caso é que ela simples e totalmente DESCONSIDEROU a minha atuação profissional, mesmo sabendo que eu havia atendido o cliente! E isso conta muito onde estou. Atender clientes faz parte da profissão, às vezes eu dou perdido neles (quando estou no meio de uma puta petição), mas atendo todos de boa vontade e educação mínima.
Enfim. Além disso, a pessôua em questã também se "aliou" a outro "cuco" do lugar, que é conhecido por ser um FDP que só quer se dar bem por ser parente do BB. A gente sabe bem que, qdo isso acontece no local de trabalho, não resulta em boa coisa.
Ou seja, se antes eu tinha um certo receio, distanciamento, com a pessoa em questão, agora já tá ficando na cara. Pode isso? Quem me garante que essa pessoa é efetivamente confiável?
Sinto falta da minha amiga que ocupava esse posto...
Mania da gente ficar tentando ser amiguinho de colega de trabalho. É aquilo que a minha mãe sempre me disse: "colega é colega, amigo é amigo, e amigo vc conta nos dedos". Eu diria mais: nos dedos de uma mão. Com esforço, nas duas.
Vamos ao fato. Acontecido há poucos minutos. O meu dia não começou bem, hoje, em razão de um maldito engarrafamento acontecido na rua em que passa o meu ônibus. O que me fez perder preciosos 15 minutos esperando para chegar ao ponto em que desço (em dias normais, o mesmo percurso dura entre 5 e 10 minutos). Ou seja, lógico que cheguei MUITO atrasada no escritório. Assim que pus os pés no local de trabalho, vi um sorrisinho maroto de pura satisfação em olhar o horário em que adentrei na empresa... e o que EFETIVAMENTE eu deveria adentrar. Como eu já estava irritada o suficiente, na hora não me toquei nem me irritei - mas pensando bem, agora, estou começando a me irritar (o que me faz praticamente torturar o teclado metralhar letras).
Sem problemas. Irritadíssima, resolvi descarregar toda a minha raiva na digitação e pesquisa na internet para fazer uma petição que tenho prazo pra entregar ao chefe hoje (sim, eu mesma me estipulei esse prazo). Não é um processinho fácil, sabem. Depende de toda a minha concentração, a qual resolveu tirar férias por tempo indeterminado e manda lembranças da gaveta de meias.
Enfim. Agora há pouco, vi que essa colega não estava em seu posto de trabalho habitual, embora estivesse trabalhando. O telefone tocou, e não vi nada demais em puxar a ligação. Atendi o cliente (como normalmente faria), desliguei o telefone, beleza. Teria um recado para passar ao BB (Big Boss) quando ele retornasse ao escritório. Nada fora do controle, concordam?
Foi aí que o cliente, sabe-se lá porque cargas d'água resolveu ligar de novo. Pra perguntar a mesma coisa. A pessôua em questã falou para o cliente que ele havia sido atendido por mim, pois ela viu a hora em que eu puxei a ligação pra minha mesa. Acontece que, menos de 10 minutos depois da ligação do cliente, o BB chegou. Normal, tranquilo, e ela se limitou a falar que o cliente havia ligado perguntando da audiência. Não mencionou que eu havia atendido o cliente, nem nada.
Não tinha problema nenhum em ela ter dado o recado de que atendeu o cliente. O que me deixou possessa é que ela não mencionou que ele havia ligado antes e que eu havia atendido! Se ela falasse isso, não ia ficar chato, feio, irresponsável ou pouco competente da parte dela. Ia parecer que ela passou a ligação pra mim.
Ela não rouba meus clientes (até porque nossos trabalhos/profissões/atribuições são diversas). Não fico chateada por isso, por não ter dado o recado inteiro. O caso é que ela simples e totalmente DESCONSIDEROU a minha atuação profissional, mesmo sabendo que eu havia atendido o cliente! E isso conta muito onde estou. Atender clientes faz parte da profissão, às vezes eu dou perdido neles (quando estou no meio de uma puta petição), mas atendo todos de boa vontade e educação mínima.
Enfim. Além disso, a pessôua em questã também se "aliou" a outro "cuco" do lugar, que é conhecido por ser um FDP que só quer se dar bem por ser parente do BB. A gente sabe bem que, qdo isso acontece no local de trabalho, não resulta em boa coisa.
Ou seja, se antes eu tinha um certo receio, distanciamento, com a pessoa em questão, agora já tá ficando na cara. Pode isso? Quem me garante que essa pessoa é efetivamente confiável?
Sinto falta da minha amiga que ocupava esse posto...
11 April 2011
Hoje eu acordei...
Hoje eu acordei no horário que permite me arrumar e vir pro trabalho, sem atropelos e com folga. Mas, por algum motivo mágico que eu realmente desconheço, não consegui levantar. Fiquei naquela de "mais 5 minutinhos, mais 5 minutinhos" e acordei no horário de sempre. Ou seja, fui a última a chegar.
Eu nem queria vir hoje pro escritório, e nem era por não ter nada pra fazer - até pq, nesses casos, eu acho algo pra fazer. Mas a questão é que a minha cabeça ficava martelando lá dentro "não quero ir, não quero ir, não quero ir", até que meu senso de responsabilidade para com minhas contas falou mais alto e me tirou da cama.
Aí, me arrumei, tomei café e vim pro escritório. Fiquei pensando uma porção de coisas, mas continuo sem vontade de estar aqui, sabe? Preferia ter ficado em casa, na minha cama, com o meu Luque, vendo TV. Tive pesadelos à noite, não lembro como eram, mas certamente eram pesadelos. É como se eu estivesse precisando de um tempo pra pensar.
Eu podia dizer que estou cansada de tudo, mas não estou: gosto da minha vida, das pessoas que estão nela, da academia e tudo o mais. Pensei em dar um tempo na academia por esta semana, mas como a semana q vem já é feriado, vou deixar pra matar academia semana q vem. EU PRECISO NÃO IR PRA ACADEMIA POR UNS DIAS. E nem é pq eu não goste, é que realmente preciso me afastar um pouco.
Acho tb que está na hora de eu seguir meu caminho profissional sozinha, arranjar uns clientes meus, talz. A forma como são conduzidas as coisas em 2 escritórios não me agradou, e isso me faz mal, pq eu acabo trabalhando como se o escritório fosse meu - e não é. Os clientes não são meus, eu não recebo honorários por trabalho realizado.
Talvez seja isso que me incomode. Acho que eu precisava era ter alguém pra desabafar tudo, tudo, tudo, com calma, de preferência na hora do almoço. Só que não tenho esse alguém tão disponível assim, embora tenha vários "alguéns" que se disponibilizariam, de boa vontade, simplesmente pq gostam de mim.
É, o jeito é voltar a trabalhar.
Eu nem queria vir hoje pro escritório, e nem era por não ter nada pra fazer - até pq, nesses casos, eu acho algo pra fazer. Mas a questão é que a minha cabeça ficava martelando lá dentro "não quero ir, não quero ir, não quero ir", até que meu senso de responsabilidade para com minhas contas falou mais alto e me tirou da cama.
Aí, me arrumei, tomei café e vim pro escritório. Fiquei pensando uma porção de coisas, mas continuo sem vontade de estar aqui, sabe? Preferia ter ficado em casa, na minha cama, com o meu Luque, vendo TV. Tive pesadelos à noite, não lembro como eram, mas certamente eram pesadelos. É como se eu estivesse precisando de um tempo pra pensar.
Eu podia dizer que estou cansada de tudo, mas não estou: gosto da minha vida, das pessoas que estão nela, da academia e tudo o mais. Pensei em dar um tempo na academia por esta semana, mas como a semana q vem já é feriado, vou deixar pra matar academia semana q vem. EU PRECISO NÃO IR PRA ACADEMIA POR UNS DIAS. E nem é pq eu não goste, é que realmente preciso me afastar um pouco.
Acho tb que está na hora de eu seguir meu caminho profissional sozinha, arranjar uns clientes meus, talz. A forma como são conduzidas as coisas em 2 escritórios não me agradou, e isso me faz mal, pq eu acabo trabalhando como se o escritório fosse meu - e não é. Os clientes não são meus, eu não recebo honorários por trabalho realizado.
Talvez seja isso que me incomode. Acho que eu precisava era ter alguém pra desabafar tudo, tudo, tudo, com calma, de preferência na hora do almoço. Só que não tenho esse alguém tão disponível assim, embora tenha vários "alguéns" que se disponibilizariam, de boa vontade, simplesmente pq gostam de mim.
É, o jeito é voltar a trabalhar.
07 April 2011
Cansei
Pois é, cansei de tentar ser amiguinha de todo mundo - fracasso total para uma libriana, como diz meu amor. Esse negócio de tentar ser amiguinha de todo mundo, o tempo todo, é cansativo, inútil e inevitavelmente fadado ao fracasso.
Explico porque(b***a de nova ortografia, eu não sei mais qdo acentuar o "porque") é tão cansativo isso. Vc precisa, o tempo todo, ficar sendo alguém que não seja vc mesmo, já que a outra pessoa não está esperando isso - mas sim, alguém que ela espera que vc seja. Complicado? Eu não acho.
E sabe pq isso acontece? Pelo mesmo motivo pelo qual todos tentamos ser únicos: cada pessoa é DIFERENTE e ÚNICA, com sua personalidade própria, seus sonhos, desejos, qualidades, defeitos e chatices únicos.
Tava pensando nisso hoje de manhã, enquanto vinha pro escritório. Depois de uma reuniãozinha básica, onde foi claramente solicitado pelo BB (Big Boss) que chegássemos todos no horário (a despeito de não morarmos todos no centro, onde o escritório está localizado), começou uma espécie de "gincana" entre nós (todos adultos e bem-resolvidos): o último a chegar é quem passa o dia sendo o "bad guy" do escritório. Para que vcs entendam: não, nós não batemos ponto. Por isso, quem chega por último, acaba sendo meio que mal-visto, pois os demais chegaram antes.
Passei por isso, fui a "bad girl" por uma semana, e agora procuro acordar mais cedo (aaaaaaaaaaaaargggggggggghhhh) para não estar na berlinda da vez. A competição ficou braba, meu amigo. E nem é uma competição agradável, algo que te faz crescer, te instiga a seguir em frente e melhorar seu desempenho. É o tipo de competição que faz vc só querer esfregar na cara do colega da sala ao lado ou em frente que "é melhor que ele/ela". Poutz, onde é que eu fui me enfiar!
Outra coisa ruim de tentar ser amiguinho o tempo todo é que vc espera que os demais façam isso por ti, tb. E se isso não acontece, é mega-frustrante. Vc se sente um nada, dá uma insegurança (que leva ao ciúme e à inveja, assumo), qdo aquela pessoa a quem vc se dispôs ser "amiguinho" não te retribui da maneira esperada. Por incrível que pareça, eu vivo isso. E é um saco. Até vc se recuperar, demora, e até lá, vc convive pensando se é uma pessoa tão ruim assim pra que não gostem de vc.
Mas eu tb tenho minhas pequenas e felizes compensaçõezinhas. Uma delas é a minha nova cunhadinha, namo do meu irmão do meio, que tem sido uma fofa comigo e com o resto da família. É uma pessoa que, se eu conhecesse ANTES do meu irmão, com certeza iria querer que fosse minha amiga e não ia querer que namorasse o meu irmão. Sorte dele que foi ele quem a conheceu primeiro. Enfim.
Minha nova cunhadinha é beeeeeeeeeeeeeeem parecida comigo, tanto é que neste domingo vamos sair juntas, as duas, SEM ELE. Sem namos. Coisa fofa, né? Total "girl program".
Pois é, galera. Vou nessa, que ainda não comecei a trabalhar... E, se eu não trabalho, não recebo o minguado $$$$$. E quer saber? Não preciso ser amiguinha de ninguém aqui, não. Mania de querer ser boazinha! Bonzinho só se f**e no mundo corporativo!
Explico porque(b***a de nova ortografia, eu não sei mais qdo acentuar o "porque") é tão cansativo isso. Vc precisa, o tempo todo, ficar sendo alguém que não seja vc mesmo, já que a outra pessoa não está esperando isso - mas sim, alguém que ela espera que vc seja. Complicado? Eu não acho.
E sabe pq isso acontece? Pelo mesmo motivo pelo qual todos tentamos ser únicos: cada pessoa é DIFERENTE e ÚNICA, com sua personalidade própria, seus sonhos, desejos, qualidades, defeitos e chatices únicos.
Tava pensando nisso hoje de manhã, enquanto vinha pro escritório. Depois de uma reuniãozinha básica, onde foi claramente solicitado pelo BB (Big Boss) que chegássemos todos no horário (a despeito de não morarmos todos no centro, onde o escritório está localizado), começou uma espécie de "gincana" entre nós (todos adultos e bem-resolvidos): o último a chegar é quem passa o dia sendo o "bad guy" do escritório. Para que vcs entendam: não, nós não batemos ponto. Por isso, quem chega por último, acaba sendo meio que mal-visto, pois os demais chegaram antes.
Passei por isso, fui a "bad girl" por uma semana, e agora procuro acordar mais cedo (aaaaaaaaaaaaargggggggggghhhh) para não estar na berlinda da vez. A competição ficou braba, meu amigo. E nem é uma competição agradável, algo que te faz crescer, te instiga a seguir em frente e melhorar seu desempenho. É o tipo de competição que faz vc só querer esfregar na cara do colega da sala ao lado ou em frente que "é melhor que ele/ela". Poutz, onde é que eu fui me enfiar!
Outra coisa ruim de tentar ser amiguinho o tempo todo é que vc espera que os demais façam isso por ti, tb. E se isso não acontece, é mega-frustrante. Vc se sente um nada, dá uma insegurança (que leva ao ciúme e à inveja, assumo), qdo aquela pessoa a quem vc se dispôs ser "amiguinho" não te retribui da maneira esperada. Por incrível que pareça, eu vivo isso. E é um saco. Até vc se recuperar, demora, e até lá, vc convive pensando se é uma pessoa tão ruim assim pra que não gostem de vc.
Mas eu tb tenho minhas pequenas e felizes compensaçõezinhas. Uma delas é a minha nova cunhadinha, namo do meu irmão do meio, que tem sido uma fofa comigo e com o resto da família. É uma pessoa que, se eu conhecesse ANTES do meu irmão, com certeza iria querer que fosse minha amiga e não ia querer que namorasse o meu irmão. Sorte dele que foi ele quem a conheceu primeiro. Enfim.
Minha nova cunhadinha é beeeeeeeeeeeeeeem parecida comigo, tanto é que neste domingo vamos sair juntas, as duas, SEM ELE. Sem namos. Coisa fofa, né? Total "girl program".
Pois é, galera. Vou nessa, que ainda não comecei a trabalhar... E, se eu não trabalho, não recebo o minguado $$$$$. E quer saber? Não preciso ser amiguinha de ninguém aqui, não. Mania de querer ser boazinha! Bonzinho só se f**e no mundo corporativo!
19 August 2010
Jogos
Jogos entre pessoas sempre são uma demonstração de poder. De qualquer tipo de poder. Qdo vc finge que não está a fim de alguém, mesmo estando, é uma forma de poder. Poder no estilo "te-trago-pra-mim-a-hora-que-EU-quiser". Qdo finge não se importar com as coisas que as pessoas fazem, pra que elas te contem o que vc quer/precisa saber, é uma forma de poder.
Eu nunca soube fazer esses joguinhos. Era uma desgraça, qdo caía de amores por alguém, babava total. Não conseguia parar de olhar, não conseguia me fazer de difícil, não conseguia ficar só amiga, não conseguia disfarçar. Nem pra dar gelo em alguém, pra que essa pessoa passe a me valorizar, eu sou boa. Não sei o que é isso. Talvez, o famoso "sincericídio" (imortalizado pela "Fazenda" da Record).
Quando conheci o Fabiano, de cara fiquei doida por ele. Sério. Não consegui fazer charme, não consegui esperar até o segundo encontro pra nada: eu queria beijar, andar de mãos dadas, abraçar ele naquele dia, naquele momento. Até que, na hora de me despedir, falei a real: que queria um beijo dele. Fui atirada, meeeeeeeeeeeeeeerrrrrrrrrrrrrmo. Resultado: quase 5 anos de namoro.
Com as pessoas que quero manter amizade, relacionamento, convivência, também prefiro que seja assim: não gostei, f**a-se, vamos resolver logo. Detesto ter que ficar tentando adivinhar o que passa pela cabeça do outro, o que levou a agir assim ou assado, etc. Esse negócio de "bate-assopra" pra mim é uma perda de tempo, queria que as pessoas parassem com esse negócio de falar pra mulherada se fazer de difícil pq homem gosta é de conquistar. E também que parassem de falar pro machario que mulher quer ser conquistada, se ela ceder muito fácil, é pq não presta, vai com todos, etc.
Tem uma diferencinha básica entre se valorizar e se fazer de difícil: se valorizar, na minha modesta, humilde (e por módico preço) opinião, é vc saber o que quer, e não aceitar qqer coisa/ qqer um só por não se encaixar no padrão que vc mesmo escolheu. Tipo, é fã de morenos de olhos verdes e cabelos compridos encaracolados; mas só aparecem loiros de olhos azuis totalmente mauricinhos. Aí, vc aceita ficar com o último tipo, e assim vai... Ser difícil, pra mim, é a típica atitude que te faz perder tempo: vc tá lá, conversando com o cara, louca pra agarrar, beijar, fazer sabe-se-lá-o-que, mas... vai enrolando, pra ver se ele fica com mais vontade que vc. Criar um mistério é legal, mas ficar dificultando, dificultando, dificultando, me parece perda de tempo. Se o cara é legal, te trata bem, dá inequívocos sinais de que tá a fim, e vc tá a fim tb, vai em frente. Se vc não tá tão a fim assim, chega e fala com jeitinho, pra não perder o amigo. Mas não fica enrolando.
O ruim, pra mim, é quando esses joguinhos acontecem justamente em relações em que não deveriam acontecer. Tipo, pai/mãe/filho; irmão/irmã; namorados; amigos... Quando vc tenta falar as coisas, não deixa o outro pular fora. Pq aí começam os jogos de vingança (eu sei, também faço. Não devia, mas faço). Aquela coisa, "vc me judiou, agora vai ver só". Triste. Mesmo.
Ainda vou tomar jeito, quem sabe deva aprender a fazer esses joguinhos, tb.
Eu nunca soube fazer esses joguinhos. Era uma desgraça, qdo caía de amores por alguém, babava total. Não conseguia parar de olhar, não conseguia me fazer de difícil, não conseguia ficar só amiga, não conseguia disfarçar. Nem pra dar gelo em alguém, pra que essa pessoa passe a me valorizar, eu sou boa. Não sei o que é isso. Talvez, o famoso "sincericídio" (imortalizado pela "Fazenda" da Record).
Quando conheci o Fabiano, de cara fiquei doida por ele. Sério. Não consegui fazer charme, não consegui esperar até o segundo encontro pra nada: eu queria beijar, andar de mãos dadas, abraçar ele naquele dia, naquele momento. Até que, na hora de me despedir, falei a real: que queria um beijo dele. Fui atirada, meeeeeeeeeeeeeeerrrrrrrrrrrrrmo. Resultado: quase 5 anos de namoro.
Com as pessoas que quero manter amizade, relacionamento, convivência, também prefiro que seja assim: não gostei, f**a-se, vamos resolver logo. Detesto ter que ficar tentando adivinhar o que passa pela cabeça do outro, o que levou a agir assim ou assado, etc. Esse negócio de "bate-assopra" pra mim é uma perda de tempo, queria que as pessoas parassem com esse negócio de falar pra mulherada se fazer de difícil pq homem gosta é de conquistar. E também que parassem de falar pro machario que mulher quer ser conquistada, se ela ceder muito fácil, é pq não presta, vai com todos, etc.
Tem uma diferencinha básica entre se valorizar e se fazer de difícil: se valorizar, na minha modesta, humilde (e por módico preço) opinião, é vc saber o que quer, e não aceitar qqer coisa/ qqer um só por não se encaixar no padrão que vc mesmo escolheu. Tipo, é fã de morenos de olhos verdes e cabelos compridos encaracolados; mas só aparecem loiros de olhos azuis totalmente mauricinhos. Aí, vc aceita ficar com o último tipo, e assim vai... Ser difícil, pra mim, é a típica atitude que te faz perder tempo: vc tá lá, conversando com o cara, louca pra agarrar, beijar, fazer sabe-se-lá-o-que, mas... vai enrolando, pra ver se ele fica com mais vontade que vc. Criar um mistério é legal, mas ficar dificultando, dificultando, dificultando, me parece perda de tempo. Se o cara é legal, te trata bem, dá inequívocos sinais de que tá a fim, e vc tá a fim tb, vai em frente. Se vc não tá tão a fim assim, chega e fala com jeitinho, pra não perder o amigo. Mas não fica enrolando.
O ruim, pra mim, é quando esses joguinhos acontecem justamente em relações em que não deveriam acontecer. Tipo, pai/mãe/filho; irmão/irmã; namorados; amigos... Quando vc tenta falar as coisas, não deixa o outro pular fora. Pq aí começam os jogos de vingança (eu sei, também faço. Não devia, mas faço). Aquela coisa, "vc me judiou, agora vai ver só". Triste. Mesmo.
Ainda vou tomar jeito, quem sabe deva aprender a fazer esses joguinhos, tb.
05 August 2010
Tem horas q eu não entendo...
Não entendo a mim, não entendo os outros, que dirá as situações. Digamos que o momento esteja difícil. Para ambos. E que ambos comecem a se dar bem, a conversar...
Um dia, ambos verificam que do jeito que está, a situação não vai durar e nem prestar. Se assustam mutuamente. Ambos estão confortáveis com a situação, mas se assustam mesmo assim. Resolvem continuar.
Num belo dia, ou não tão belo assim, começa a surgir uma tensão entre ambos. Algo inexplicável. Algo que somente pode ser vivenciado. Pensamentos (pelo menos, na cabeça de um) surgem. Dúvidas surgem. Ponderações surgem.
E, eis que do nada, sem aviso prévio, a situação é resolvida unilateralmente. Não é uma situação agradável,confortável, bonita. A solução adotada não traz felicidade a ambos. As indagações surgem, mas mudam de foco: por que isso, por que aquilo? O que eu fiz de errado? O que eu fiz de mais? O que eu fiz de menos?
O pior de tudo isso é a insegurança gerada para e por ambos: como será o tratamento no futuro? Qual será o protocolo que deve ser adotado? Como deverão agir em frente aos demais? E entre si, usarão de gentilezas ou voltarão a como era no princípio?
Quero voltar e deixar como estava. Estava bom. Não ia passar daquilo. Mas estava bom. Era uma forma de alívio - pelo menos, para um...
Um dia, ambos verificam que do jeito que está, a situação não vai durar e nem prestar. Se assustam mutuamente. Ambos estão confortáveis com a situação, mas se assustam mesmo assim. Resolvem continuar.
Num belo dia, ou não tão belo assim, começa a surgir uma tensão entre ambos. Algo inexplicável. Algo que somente pode ser vivenciado. Pensamentos (pelo menos, na cabeça de um) surgem. Dúvidas surgem. Ponderações surgem.
E, eis que do nada, sem aviso prévio, a situação é resolvida unilateralmente. Não é uma situação agradável,confortável, bonita. A solução adotada não traz felicidade a ambos. As indagações surgem, mas mudam de foco: por que isso, por que aquilo? O que eu fiz de errado? O que eu fiz de mais? O que eu fiz de menos?
O pior de tudo isso é a insegurança gerada para e por ambos: como será o tratamento no futuro? Qual será o protocolo que deve ser adotado? Como deverão agir em frente aos demais? E entre si, usarão de gentilezas ou voltarão a como era no princípio?
Quero voltar e deixar como estava. Estava bom. Não ia passar daquilo. Mas estava bom. Era uma forma de alívio - pelo menos, para um...
04 May 2010
A nossa vida pelos outros
Todo mundo acha que sabe o que é melhor pros outros. Menos, é óbvio, a gente mesmo. Qualquer coisa que não corresponda à expectativa dos outros sobre a nossa vida, já é motivo de crítica, reclamação, chacota... O pior é quando vem de alguém que respeitamos, amamos, consideramos e, sobretudo, ouvimos.
Aí ficamos pensando se as nossas escolhas estão realmente nos levando para o caminho da felicidade; e se tomarmos o caminho indicado pelos outros, estaremos melhor... Eu juro que fico pensando nessas besteiras.
Aí eu descubro, depois de muito pensar - e, é óbvio, forçar enormemente meus globos oculares a fim de não chorar feito um bezerro desmamado e com MUITA fome - que eu sei exatamente o que quero pra mim, pra minha vida, e que certamente serei a pessoa mais triste, rabugenta e gorda deste lado de cá do mundo caso abra mão do que quero.
Se mais pra frente não der certo, sei lá, vou vender pamonha na praia. Imaginem que linda cena: eu, na praia, um sol que com certeza foi o capeta quem colocou, gorda feito uma boia de baleia (aquelas de Free Willy), vendendo pamonha num isopor encardido e gritando "pamonha, pamonha, pamonha! Pamonhas doce e salgada! Curau e doce de milho verde". Freaking nightmare!
Não, não, é melhor voltar pra realidade, e seguir em frente como sou, de onde estou, sempre acreditando que as MINHAS escolhas, por mais que não pareçam, ainda são as melhores pra mim.
Aí ficamos pensando se as nossas escolhas estão realmente nos levando para o caminho da felicidade; e se tomarmos o caminho indicado pelos outros, estaremos melhor... Eu juro que fico pensando nessas besteiras.
Aí eu descubro, depois de muito pensar - e, é óbvio, forçar enormemente meus globos oculares a fim de não chorar feito um bezerro desmamado e com MUITA fome - que eu sei exatamente o que quero pra mim, pra minha vida, e que certamente serei a pessoa mais triste, rabugenta e gorda deste lado de cá do mundo caso abra mão do que quero.
Se mais pra frente não der certo, sei lá, vou vender pamonha na praia. Imaginem que linda cena: eu, na praia, um sol que com certeza foi o capeta quem colocou, gorda feito uma boia de baleia (aquelas de Free Willy), vendendo pamonha num isopor encardido e gritando "pamonha, pamonha, pamonha! Pamonhas doce e salgada! Curau e doce de milho verde". Freaking nightmare!
Não, não, é melhor voltar pra realidade, e seguir em frente como sou, de onde estou, sempre acreditando que as MINHAS escolhas, por mais que não pareçam, ainda são as melhores pra mim.
30 April 2010
Mas então...
Eu podia estar peticionando, podia estar estudando, falando com algum cliente, mas estou aqui, lendo os arquivos dos dois blogs mais engraçados que eu já li, o "Homem é tudo Palhaço" (www.tudopalhaco.blogspot.com) e o "Ninguém lê esta Porcaria" (www.vidabizarra.blogspot.com). O pior é que eu já tentei me afastar do vício e não consigo.
Prometo que vou só ler mais uma página de arquivo e volto a trabalhar, juro...
Prometo que vou só ler mais uma página de arquivo e volto a trabalhar, juro...
29 November 2009
Hooligans Brasileiros, Paranaenses, Curitibanos
Eu curto futebol. Curto ir ao estádio ver meu time jogar. Até curto assistir, uma vez ou outra, mesa redonda na TV. Torço, assisto jogo, vibro, em uma época cheguei a VIVENCIAR o futebol. Ainda pretendo, algum dia, advogar para algum clube de futebol - principalmente, se esse clube for o Paraná Clube (PrC).
Então, você deve estar se perguntando, por que o título de Hooligans? E eu explico: sexta-feira, dia 27/11, vi de perto, no terminal do Capão Raso, em torno das 7 ou 7 e meia da noite, uma cena típica daqueles marginais que se dizem torcedores: os hooligans.
Quando eu era pequena, ouvia diversas histórias sobre as brigas que aconteciam nos Atletibas. Não eram lendas urbanas, sempre alguém conhecia alguém que tinha sofrido uma violência por torcer para outro time. Tudo era motivo: ser coxa, ser atleticano, estar com uniforme da organizada, ter o adesivo do time colado na pasta do colégio, falar que torcia para um ou para outro time... Tudo era motivo. Eu tinha medo. Até hoje tenho de, por um azar do destino, passar perto de algum louco varrido que não torça pro PrC e, por eu estar vestindo as cores erradas, me dar mal.
No último dia 27/11, fiquei indignada e revoltada por conta de uma "suposta" briga de torcidas. O que mais me chamou a atenção e enojou foi o fato de que não eram torcidas adversárias: as duas torcidas que se enfrentavam abertamente no terminal do Capão Raso torciam para o meu time, o Paraná Clube.
Eram mais ou menos seis e vinte quando peguei o Circular Sul no terminal do Boqueirão, e em uma determinada altura, entrou um rapaz com o uniforme do Paraná. Intimamente, eu sorri. Acho que até pensei "que bom, um paranista". Continuei no ônibus, e mais ou menos na altura do terminal do Portão, esse paranista pegou o celular, e perguntou para um amigo onde "ia ser o fervo". Aí, me toquei de que provavelmente teria jogo do Tricolor naquele dia.
Chegando ao terminal no Capão Raso, ouvi um foguetório e, quando desci do ônibus, me assustei com a quantidade de torcedores paranistas lá. Mas mesmo assim, me senti tranquila, afinal, eu também sou paranista. Enquanto eu andava para o tubo onde pegaria o Colombo/CIC, notei alguns seguranças correndo pelo terminal, gritando, apontando para determinada direção... E vi que, do outro lado do terminal, estavam mais alguns torcedores do PrC.
Não, amigos, não eram poucos torcedores. Era uma MASSA de torcedores. Dos dois lados, o que eu estava e o outro lado. Foi quando me bateu o medo. Medo de ser paranista e ser confundida com eles. Medo de ser paranista e eles acharem que eu NÃO ERA paranista. Medo de apanhar. Medo de sofrer alguma violência. Isso porque as duas torcidas (pelo que eu pude entender, "Zona Norte" e "Zona Sul") estavam se provocando mutuamente.
Para isso eu nunca tinha me preparado psicologicamente. Quando há torcidas do Coritiba e do Atlético em um mesmo terminal, em dia de jogo, eu sei o que fazer: fico na minha, não provoco, não olho diretamente para eles, não uso o meu ar de desafio. E, se o pau começar a comer, dou um jeito de fugir. Mas, o principal, é que nunca, em tempo algum, nem sob tortura, eu falo que sou paranista, nesse caso.
Agora, quando são duas torcidas que deveriam apoiar o MESMO time, se provocando, chamando pra briga (porque era o que eles estavam fazendo), eu juro que não sabia o que fazer: além de fugir, o que eu faço? Falo que também sou paranista ou deixo pensarem que torço pra qualquer outro time (sei lá, o América e o XV de Piracicaba seriam boas opções)? Não me entra na cabeça, por nenhuma lógica torta que seja, esse tipo de rivalidade.
Aliás, tenho em mente algumas sugestões para tentar acabar de vez com essas brigas: ficha na polícia para os desordeiros, e punição com multa pros clubes e jogadores toda vez que isso acontecer. Mas não qualquer multa: além de uma multa braba, as torcidas dos clubes que se envolverem em briga antes e depois do jogo estarão PROIBIDAS de assistirem aos próximos 5 jogos do time nos estádios, mesmo que não seja seu o mando de campo. Perdem as torcidas, perdem os clubes, perdem os jogadores, perde o futebol... mas salvam-se vidas, integridades físicas, tranquilidade, tudo mais.
Fiquei revoltada porque vi no Capão Raso, gente assustada com as torcidas se enfrentando, e tendo que ser contidas com cassetetes por seguranças. Era gente que não tinha nada a ver com o pato; que estavam voltando do trabalho (como eu); que voltavam com seus filhos; que voltavam (ou iam) para a aula; gente idosa... Todos na mesma situação: assustados com a possibilidade de apanhar, de ser agredidos, de sofrer qualquer dano. E isso, gente, não tem como as torcidas remediarem.
Por isso, peço a você, que está lendo este texto agora, que abrace mais uma causa em favor da não-violência: chega de brigas intra-torcidas. Chega de guerras entre torcidas. Chega de tentar mostrar no grito e no braço que seu time é melhor; que sua torcida é melhor e domina. Se não por você, por algum conhecido seu. Já ouvi diversas histórias escabrosas, que não foram divulgadas na TV, por conta dessas gangues que se fantasiam de torcedores, e se escondem sob uma máscara de torcida organizada.
Peço aos dirigentes de torcidas organizadas que realmente ORGANIZEM as torcidas. Para que ninguém, dentro ou fora delas, seja atingido por meia dúzia de marginais que pode até ser que torçam pelo mesmo time que vocês, mas que com certeza, estendem sua fama de desordeiros ao resto de uma "organização" que faz com que o futebol se torne um espetáculo mais bonito.
E se você conhece um cara que ama encontrar com a torcida organizada pra brigar... o que eu posso dizer? Esse aí só vai se mancar que briga de torcida não faz o time crescer quando ver alguém próximo (amigo, parente, vizinho) morrer de uma maneira estúpida, justamente por conta de uma discussão no bar sobre o jogo do último final de semana...
Então, você deve estar se perguntando, por que o título de Hooligans? E eu explico: sexta-feira, dia 27/11, vi de perto, no terminal do Capão Raso, em torno das 7 ou 7 e meia da noite, uma cena típica daqueles marginais que se dizem torcedores: os hooligans.
Quando eu era pequena, ouvia diversas histórias sobre as brigas que aconteciam nos Atletibas. Não eram lendas urbanas, sempre alguém conhecia alguém que tinha sofrido uma violência por torcer para outro time. Tudo era motivo: ser coxa, ser atleticano, estar com uniforme da organizada, ter o adesivo do time colado na pasta do colégio, falar que torcia para um ou para outro time... Tudo era motivo. Eu tinha medo. Até hoje tenho de, por um azar do destino, passar perto de algum louco varrido que não torça pro PrC e, por eu estar vestindo as cores erradas, me dar mal.
No último dia 27/11, fiquei indignada e revoltada por conta de uma "suposta" briga de torcidas. O que mais me chamou a atenção e enojou foi o fato de que não eram torcidas adversárias: as duas torcidas que se enfrentavam abertamente no terminal do Capão Raso torciam para o meu time, o Paraná Clube.
Eram mais ou menos seis e vinte quando peguei o Circular Sul no terminal do Boqueirão, e em uma determinada altura, entrou um rapaz com o uniforme do Paraná. Intimamente, eu sorri. Acho que até pensei "que bom, um paranista". Continuei no ônibus, e mais ou menos na altura do terminal do Portão, esse paranista pegou o celular, e perguntou para um amigo onde "ia ser o fervo". Aí, me toquei de que provavelmente teria jogo do Tricolor naquele dia.
Chegando ao terminal no Capão Raso, ouvi um foguetório e, quando desci do ônibus, me assustei com a quantidade de torcedores paranistas lá. Mas mesmo assim, me senti tranquila, afinal, eu também sou paranista. Enquanto eu andava para o tubo onde pegaria o Colombo/CIC, notei alguns seguranças correndo pelo terminal, gritando, apontando para determinada direção... E vi que, do outro lado do terminal, estavam mais alguns torcedores do PrC.
Não, amigos, não eram poucos torcedores. Era uma MASSA de torcedores. Dos dois lados, o que eu estava e o outro lado. Foi quando me bateu o medo. Medo de ser paranista e ser confundida com eles. Medo de ser paranista e eles acharem que eu NÃO ERA paranista. Medo de apanhar. Medo de sofrer alguma violência. Isso porque as duas torcidas (pelo que eu pude entender, "Zona Norte" e "Zona Sul") estavam se provocando mutuamente.
Para isso eu nunca tinha me preparado psicologicamente. Quando há torcidas do Coritiba e do Atlético em um mesmo terminal, em dia de jogo, eu sei o que fazer: fico na minha, não provoco, não olho diretamente para eles, não uso o meu ar de desafio. E, se o pau começar a comer, dou um jeito de fugir. Mas, o principal, é que nunca, em tempo algum, nem sob tortura, eu falo que sou paranista, nesse caso.
Agora, quando são duas torcidas que deveriam apoiar o MESMO time, se provocando, chamando pra briga (porque era o que eles estavam fazendo), eu juro que não sabia o que fazer: além de fugir, o que eu faço? Falo que também sou paranista ou deixo pensarem que torço pra qualquer outro time (sei lá, o América e o XV de Piracicaba seriam boas opções)? Não me entra na cabeça, por nenhuma lógica torta que seja, esse tipo de rivalidade.
Aliás, tenho em mente algumas sugestões para tentar acabar de vez com essas brigas: ficha na polícia para os desordeiros, e punição com multa pros clubes e jogadores toda vez que isso acontecer. Mas não qualquer multa: além de uma multa braba, as torcidas dos clubes que se envolverem em briga antes e depois do jogo estarão PROIBIDAS de assistirem aos próximos 5 jogos do time nos estádios, mesmo que não seja seu o mando de campo. Perdem as torcidas, perdem os clubes, perdem os jogadores, perde o futebol... mas salvam-se vidas, integridades físicas, tranquilidade, tudo mais.
Fiquei revoltada porque vi no Capão Raso, gente assustada com as torcidas se enfrentando, e tendo que ser contidas com cassetetes por seguranças. Era gente que não tinha nada a ver com o pato; que estavam voltando do trabalho (como eu); que voltavam com seus filhos; que voltavam (ou iam) para a aula; gente idosa... Todos na mesma situação: assustados com a possibilidade de apanhar, de ser agredidos, de sofrer qualquer dano. E isso, gente, não tem como as torcidas remediarem.
Por isso, peço a você, que está lendo este texto agora, que abrace mais uma causa em favor da não-violência: chega de brigas intra-torcidas. Chega de guerras entre torcidas. Chega de tentar mostrar no grito e no braço que seu time é melhor; que sua torcida é melhor e domina. Se não por você, por algum conhecido seu. Já ouvi diversas histórias escabrosas, que não foram divulgadas na TV, por conta dessas gangues que se fantasiam de torcedores, e se escondem sob uma máscara de torcida organizada.
Peço aos dirigentes de torcidas organizadas que realmente ORGANIZEM as torcidas. Para que ninguém, dentro ou fora delas, seja atingido por meia dúzia de marginais que pode até ser que torçam pelo mesmo time que vocês, mas que com certeza, estendem sua fama de desordeiros ao resto de uma "organização" que faz com que o futebol se torne um espetáculo mais bonito.
E se você conhece um cara que ama encontrar com a torcida organizada pra brigar... o que eu posso dizer? Esse aí só vai se mancar que briga de torcida não faz o time crescer quando ver alguém próximo (amigo, parente, vizinho) morrer de uma maneira estúpida, justamente por conta de uma discussão no bar sobre o jogo do último final de semana...
05 October 2009
Quando o Bloqueio é uma M...
Acho ridícula essa história de bloquear sites nos locais de trabalho. Tudo bem em relação a bloquear sites pornográficos - tem cara sem noção do quanto é constrangedor ir na mesa do colega para falar de algum projeto e dar de cara com uma bunda que ocupa quase toda a tela. Mas daí a bloquear sites, blogs, MSN, tudo que não esteja relacionado ao trabalho... Acho besteira mesmo.
E acho isso por acreditar que, com uma boa conversa - até uma boa lavada - tudo se resolve. Ou seja, deixando claro desde o início que a visitação a sites não relacionados ao trabalho da empresa é permitido, porém, não se tolera que tais visitas atrapalhem o fluxo produtivo do funcionário, vale muito mais a pena não bloquear.
Principalmente se era permitido e passou a ser bloqueado. Ninguém, em tempo algum, consegue passar as 8 (ou 6, ou 10, sei lá) horas do dia sem dar uma desanuviada na mente. Eu sou assim. Às vezes, estou mega concentrada em uma coisa. De repente, o cérebro dá uma pane total. Do nada. Isso começou a acontecer com uma frequência tal que passei a notar que, nessas horas, as idéias precisam passear no bosque enquanto seu lobo não vem. Pq depois do passeio no bosque, as idéias ficam muito, mas muito melhores e mais rápidas.
Eu notei que, em apenas uma semana de bloqueio, meu pensamento já não está mais tão rápido, ligeiro e certeiro quanto na época de acesso livre a todo e qualquer site. Sério.
Porque, quanto mais eu foco no trabalho, pura e simplesmente, mais minha mente se nega terminantemente a terminar o que começou. Pra meu desespero.
Ou seja, eu preciso de uma válvula de escape para poder produzir melhor. Pode até parecer conversa de quem mata trabalho, mas eu sei como funciono. E acho que muita gente poderia trabalhar bem melhor se fosse adotada a política "Vcs são adultos, estão aqui a trabalho, mas eu sei que não são máquinas e por isso podem acessar os outros sites; mas não abusem".
Por isso, sou favorável ao não bloqueio de sites. Sou a favor de, se isso atrapalhar o bom rendimento do funcionário, colocar limites - mas não proibir geral. Isso não só não adianta, como tb deixa o funcionário desmotivado pra continuar trabalhando. Experiência própria.
07 July 2009
Estou lendo "Moonwalk"...
...E, só para constar, é incrível como uma única imagem consegue transmitir tantos sentimentos. Falei da imagem no clipe "You're not Alone", em que o Michael parecia demonstrar uma solidão quase palpável (tá, não falei bonito asssim, mas foi essa a idéia que a imagem sempre me passou).
Acabei de ler duas passagens do livro Moonwalk (não, eu não tinha lido o livro ainda) e coincidentemente metade das coisas que escrevi hoje, antes do seu funeral, estavam no livro. É como se eu soubesse de antemão o que ele sentia.
Gostaria de poder ter conhecido Michael Joseph. Sério. Por cada olhar que ele transmitiu em entrevistas; por cada demonstração de força em seus passos de dança; por cada expressão de sua vida em suas músicas.
Infelizmente, não deu tempo. Mas com certeza, algum dia, iremos nos encontrar, Michael. Porque vc sempre estará, de alguma forma, perto de nós - e nós estaremos perto de você.
Acabei de ler duas passagens do livro Moonwalk (não, eu não tinha lido o livro ainda) e coincidentemente metade das coisas que escrevi hoje, antes do seu funeral, estavam no livro. É como se eu soubesse de antemão o que ele sentia.
Gostaria de poder ter conhecido Michael Joseph. Sério. Por cada olhar que ele transmitiu em entrevistas; por cada demonstração de força em seus passos de dança; por cada expressão de sua vida em suas músicas.
Infelizmente, não deu tempo. Mas com certeza, algum dia, iremos nos encontrar, Michael. Porque vc sempre estará, de alguma forma, perto de nós - e nós estaremos perto de você.
Tributo a Michael Jackson (1958-2009)
Eu sei que parece batido, que é óbvio e que milhões de outros fãs (a maioria, bem mais fãs do que eu), irão fazer a mesma coisa em seus sites, blogs, orkuts, twitters e mesas de bar, pelo mundo inteiro. Inclusive, muito melhor do que eu - que não acompanhei a carreira de Michael Jackson desde o início.
E nem tinha como eu fazer isso, já que não era nem nascida na época; e nunca me interessei em fazer o "túnel do tempo" de Michael Jackson. Pra mim, ele existia, era o máximo, ponto. Fim de conversa.
A lembrança mais remota de MJ em minha vida é também a mais óbvia: o videoclip de "Thriller", sendo exibido pela 1ª vez em TV aberta no Brasil. Lembro como se fosse hoje: domingo à noite, Fantástico rolando na TV, e o tradicional videoclip que encerraria o programa. Naquele domingo em especial, meus pais deixaram que eu fosse dormir fora do horário, para ver o clip - apesar da minha mãe achar que eu me assustaria e teria pesadelos à noite. Eu tinha entre 6 e 8 anos.
Fiquei impaciente durante o programa todo, e quanto mais chamadas do clipe eram feitas, mais eu queria vê-lo. Esse videoclipe me marcou muito, muito mesmo: fiquei assustada, devo ter tido pesadelos; e até hoje, quase 30 anos depois, só consigo assistir a "Thriller" com a luz acesa (certo, ataque de risos merecidos).
Mas, infelizmente, ele se foi. Quero dizer, não exatamente "ele". Falo da parte física, palpável; pois os inúmeros shows, músicas, polêmicas, entrevistas, etc, vão mantê-lo perto e bem vivo - enquanto houver uma única pessoa que se lembrar do artista, do performer fantástico que ele foi/é.
E hoje, quase 2 semanas após sua partida, com toda a repercussão, a cobertura pela mídia, e até mesmo com as atitudes de algumas das pessoas próximas a MJ (talvez, alguns familiares); fico me perguntando: se Michael estivesse aqui, ao nosso lado, fisicamente, ao lado de cada um de seus fãs, o que nos diria sobre tudo isso?
Talvez ele olhasse para tudo, para o memorial que está sendo transmitido neste momento, sentisse o carinho e o real pesar de seus fãs (se é que não está realmente vendo e sentindo!), e pensasse: "OK, that's just another show, let's go!". Mas só se ele considerasse esse único fato, isoladamente.
Eu acho realmente que Michael não iria ver nada isoladamente. Não parecia ser uma coisa típica dele, ver cada ponto isoladamente. Com certeza, ele iria ver o que estão fazendo com seu corpo, com seus filhos, com sua morte... e dizer: "Stop it! Stop it now! They're my children, it's my body, it's my pain! Oh, God, Oh God, Oh God... Don't let them do it to me, to my family! Please, protect my kids, protect my family, protect myself...".
Michael pediria para respeitarem sua dor em deixar sua família e seus fãs assim; para respeitarem a dor dos fãs; para respeitarem sua morte. Será que seria isso que ele diria?
Será que todo esse circo era o que a pessoa Michael Jackson queria em torno de sua morte, de seu funeral, enfim, em torno de tudo que ele construiu? Porque o que se passa é digno do performer Michael Jackson. E do homem Michael Joseph Jackson? Seria esse seu desejo?
A imagem que tenho dele (tanto faz, o ídolo ou o homem), ao mesmo tempo que é bonita visualmente, é triste essencialmente. Sabe aquela música "You're Not Alone"? Lembra do clip, que ele filmou quando estava casado com a Lisa Marie Presley? Tem uma cena em que ele passa andando, com a camisa preta aberta, em frente a vários fotógrafos, com flashes espocando.
E MJ ali, aparentemente sem se dar conta dos flashes, transmitindo uma sensação incrível de solidão, sem ninguém.
Essa imagem parece transmitir toda a vida dele, desde que começou com os The Jacksons (pensei que eles sempre haviam sido os Jackson 5, mas não). A impressão que tive quando vi essa cena pela primeira vez, o pensamento que me passou pela cabeça foi "Meu Deus, ele sempre viveu assim". Sério.
Mesmo com milhares de pessoas o rodeando, querendo chegar perto dele (seja lá por qual motivo fosse); e ele ali, sentindo-se só, como se não tivesse um porto seguro, um local só dele, um colo onde chorar, um abraço para onde voltar.
Espero, sinceramente, Michael, que você encontre após sua morte, a paz, a segurança, a felicidade que talvez não tenha encontrado em vida.
"Rest in Peace".
E nem tinha como eu fazer isso, já que não era nem nascida na época; e nunca me interessei em fazer o "túnel do tempo" de Michael Jackson. Pra mim, ele existia, era o máximo, ponto. Fim de conversa.
A lembrança mais remota de MJ em minha vida é também a mais óbvia: o videoclip de "Thriller", sendo exibido pela 1ª vez em TV aberta no Brasil. Lembro como se fosse hoje: domingo à noite, Fantástico rolando na TV, e o tradicional videoclip que encerraria o programa. Naquele domingo em especial, meus pais deixaram que eu fosse dormir fora do horário, para ver o clip - apesar da minha mãe achar que eu me assustaria e teria pesadelos à noite. Eu tinha entre 6 e 8 anos.
Fiquei impaciente durante o programa todo, e quanto mais chamadas do clipe eram feitas, mais eu queria vê-lo. Esse videoclipe me marcou muito, muito mesmo: fiquei assustada, devo ter tido pesadelos; e até hoje, quase 30 anos depois, só consigo assistir a "Thriller" com a luz acesa (certo, ataque de risos merecidos).
Mas, infelizmente, ele se foi. Quero dizer, não exatamente "ele". Falo da parte física, palpável; pois os inúmeros shows, músicas, polêmicas, entrevistas, etc, vão mantê-lo perto e bem vivo - enquanto houver uma única pessoa que se lembrar do artista, do performer fantástico que ele foi/é.
E hoje, quase 2 semanas após sua partida, com toda a repercussão, a cobertura pela mídia, e até mesmo com as atitudes de algumas das pessoas próximas a MJ (talvez, alguns familiares); fico me perguntando: se Michael estivesse aqui, ao nosso lado, fisicamente, ao lado de cada um de seus fãs, o que nos diria sobre tudo isso?
Talvez ele olhasse para tudo, para o memorial que está sendo transmitido neste momento, sentisse o carinho e o real pesar de seus fãs (se é que não está realmente vendo e sentindo!), e pensasse: "OK, that's just another show, let's go!". Mas só se ele considerasse esse único fato, isoladamente.
Eu acho realmente que Michael não iria ver nada isoladamente. Não parecia ser uma coisa típica dele, ver cada ponto isoladamente. Com certeza, ele iria ver o que estão fazendo com seu corpo, com seus filhos, com sua morte... e dizer: "Stop it! Stop it now! They're my children, it's my body, it's my pain! Oh, God, Oh God, Oh God... Don't let them do it to me, to my family! Please, protect my kids, protect my family, protect myself...".
Michael pediria para respeitarem sua dor em deixar sua família e seus fãs assim; para respeitarem a dor dos fãs; para respeitarem sua morte. Será que seria isso que ele diria?
Será que todo esse circo era o que a pessoa Michael Jackson queria em torno de sua morte, de seu funeral, enfim, em torno de tudo que ele construiu? Porque o que se passa é digno do performer Michael Jackson. E do homem Michael Joseph Jackson? Seria esse seu desejo?
A imagem que tenho dele (tanto faz, o ídolo ou o homem), ao mesmo tempo que é bonita visualmente, é triste essencialmente. Sabe aquela música "You're Not Alone"? Lembra do clip, que ele filmou quando estava casado com a Lisa Marie Presley? Tem uma cena em que ele passa andando, com a camisa preta aberta, em frente a vários fotógrafos, com flashes espocando.
E MJ ali, aparentemente sem se dar conta dos flashes, transmitindo uma sensação incrível de solidão, sem ninguém.
Essa imagem parece transmitir toda a vida dele, desde que começou com os The Jacksons (pensei que eles sempre haviam sido os Jackson 5, mas não). A impressão que tive quando vi essa cena pela primeira vez, o pensamento que me passou pela cabeça foi "Meu Deus, ele sempre viveu assim". Sério.
Mesmo com milhares de pessoas o rodeando, querendo chegar perto dele (seja lá por qual motivo fosse); e ele ali, sentindo-se só, como se não tivesse um porto seguro, um local só dele, um colo onde chorar, um abraço para onde voltar.
Espero, sinceramente, Michael, que você encontre após sua morte, a paz, a segurança, a felicidade que talvez não tenha encontrado em vida.
"Rest in Peace".
27 March 2009
Ambientalistas...
Eu sou a favor do meio-ambiente, pra que ele não se torne apenas meio. Sou favorável à reciclagem do lixo; da economia de luz e água; da pesquisa de veículos menos poluentes; de menos agrotóxicos na comida - e, por consequência, no solo e nas águas; sou contra o desmatamento ilegal; sou contra a matança desenfreada de animais; adoro orgânicos (embora sejam caros para o meu bolso); tudo isso.
Só não entendo muitos ambientalistas. Juro. Estava lembrando do que minha mãe falou, há uns dias/semanas atrás: "antes, quando os pacotes de mercado eram de papel, a gente precisava mudar pras sacolas de plástico para economizar as árvores. Agora, que as sacolas de mercado são de plástico, a gente precisa usar pacotes de papel pra evitar o desmatamento. Vai entender essa gente". Parece realmente um descompasso, um contra-senso, uma contradição.
Antes, a gente deixava de usar pacotes de papel (que, aliás, rasgavam facilmente e eram uma porcaria de carregar) para evitar o desmatamento, pois uma árvore só poderia geral "x" pacotes de mercado e, para atender a demanda dos mercados, era preciso derrubar X (elevado à 20ª potência) árvores. E olha que eram pacotes de papel pardo, sem passar por todo aquele processo que deixa o papel branquinho, bonitinho, etc.
Depois disso, passou-se a usar as sacolas plásticas nossas conhecidas, que são bastante úteis, diga-se de passagem (e enquanto ambientalistas fanáticos não vêm me trucidar). Mas, de um tempo pra cá, as nossas amiguinhas são acusadas de ajudar na degredação do meio ambiente; já que demoram mais tempo (agora eu não lembro exatamente o lapso temporal) que o papel para se decompor na natureza. E voltamos à campanha do "usem sacolas de papel"; que por sinal, não aguentam o peso de duas garrafas pet de 2 litros de refrigerante (também vilões na luta pelo meio ambiente).
Daí vem vc me dizer "por que razão, então, não utilizamos aquelas sacolas de algodão? Práticas, duradouras, bonitinhas, e ecologicamente corretas?". Eu te dou uma excelente razão para não comprá-las.
O caso é que, para mim, está parecendo que querem te induzir a consumir cada vez mais. Ou seja, antes, lááá atrás, quando a pessoa ia à mercearia, ao mercadinho, à bodega, ia já com a sua sacolinha que levava de casa. Depois, para que as pessoas vissem como não precisariam carregar "só" o que coubesse na sacola, passaram a fornecer os pacotes de mercado; daí pras sacolas plásticas foi um pulo e - voltamos aos nossos tempos ecologicamente corretos. Afinal, é difícil encontrar, nos dias de hoje (embora não impossível) quem ainda tenha em casa as sacolas próprias para mercearia... E como as sacolas de algodão "ecologicamente corretas" estão ali, na mão, mesmo... O que são R$ 2,00 a mais no total da compra, não é mesmo?
A questão é que, pelo menos por enquanto, vc vai descarregar as compras do carro, vai tirar a sacola e NÃO VAI lembrar, imediatamente, de recolocá-la no carro. O que vai te levar, nas próximas compras, a dar um tapa na cabeça, na fila do mercado, e falar "putz, esqueci a sacola em casa!". E aí, o que vc faz? Compra NOVA sacola "ecologicamente correta" para guardar as compras da vez, acrescentando "apenas" mais R$ 2,00 na conta da semana.
Agora, imagina isso por mês. São em média R$ 8,00 em sacolas que vc gastou. Imagina mais 10 pessoas na mesma situação que vc (só dez, não quero ser chata). São R$ 80,00 a mais pro mercado... Pra eles R$ 80,00 não faz diferença em um mês. Agora imagina esses R$ 80,00 em um ano!!! E imagina que tem mais de 1000 mercados em uma cidade como Curitiba! Olha só a economia que as sacolas "ecologicamente corretas" geraram!
Se vc opta pelas sacolas ecologicamente corretas, sou a favor. Mas tenha em mente que não é apenas o meio ambiente que elas estão procurando salvar.
Só não entendo muitos ambientalistas. Juro. Estava lembrando do que minha mãe falou, há uns dias/semanas atrás: "antes, quando os pacotes de mercado eram de papel, a gente precisava mudar pras sacolas de plástico para economizar as árvores. Agora, que as sacolas de mercado são de plástico, a gente precisa usar pacotes de papel pra evitar o desmatamento. Vai entender essa gente". Parece realmente um descompasso, um contra-senso, uma contradição.
Antes, a gente deixava de usar pacotes de papel (que, aliás, rasgavam facilmente e eram uma porcaria de carregar) para evitar o desmatamento, pois uma árvore só poderia geral "x" pacotes de mercado e, para atender a demanda dos mercados, era preciso derrubar X (elevado à 20ª potência) árvores. E olha que eram pacotes de papel pardo, sem passar por todo aquele processo que deixa o papel branquinho, bonitinho, etc.
Depois disso, passou-se a usar as sacolas plásticas nossas conhecidas, que são bastante úteis, diga-se de passagem (e enquanto ambientalistas fanáticos não vêm me trucidar). Mas, de um tempo pra cá, as nossas amiguinhas são acusadas de ajudar na degredação do meio ambiente; já que demoram mais tempo (agora eu não lembro exatamente o lapso temporal) que o papel para se decompor na natureza. E voltamos à campanha do "usem sacolas de papel"; que por sinal, não aguentam o peso de duas garrafas pet de 2 litros de refrigerante (também vilões na luta pelo meio ambiente).
Daí vem vc me dizer "por que razão, então, não utilizamos aquelas sacolas de algodão? Práticas, duradouras, bonitinhas, e ecologicamente corretas?". Eu te dou uma excelente razão para não comprá-las.
O caso é que, para mim, está parecendo que querem te induzir a consumir cada vez mais. Ou seja, antes, lááá atrás, quando a pessoa ia à mercearia, ao mercadinho, à bodega, ia já com a sua sacolinha que levava de casa. Depois, para que as pessoas vissem como não precisariam carregar "só" o que coubesse na sacola, passaram a fornecer os pacotes de mercado; daí pras sacolas plásticas foi um pulo e - voltamos aos nossos tempos ecologicamente corretos. Afinal, é difícil encontrar, nos dias de hoje (embora não impossível) quem ainda tenha em casa as sacolas próprias para mercearia... E como as sacolas de algodão "ecologicamente corretas" estão ali, na mão, mesmo... O que são R$ 2,00 a mais no total da compra, não é mesmo?
A questão é que, pelo menos por enquanto, vc vai descarregar as compras do carro, vai tirar a sacola e NÃO VAI lembrar, imediatamente, de recolocá-la no carro. O que vai te levar, nas próximas compras, a dar um tapa na cabeça, na fila do mercado, e falar "putz, esqueci a sacola em casa!". E aí, o que vc faz? Compra NOVA sacola "ecologicamente correta" para guardar as compras da vez, acrescentando "apenas" mais R$ 2,00 na conta da semana.
Agora, imagina isso por mês. São em média R$ 8,00 em sacolas que vc gastou. Imagina mais 10 pessoas na mesma situação que vc (só dez, não quero ser chata). São R$ 80,00 a mais pro mercado... Pra eles R$ 80,00 não faz diferença em um mês. Agora imagina esses R$ 80,00 em um ano!!! E imagina que tem mais de 1000 mercados em uma cidade como Curitiba! Olha só a economia que as sacolas "ecologicamente corretas" geraram!
Se vc opta pelas sacolas ecologicamente corretas, sou a favor. Mas tenha em mente que não é apenas o meio ambiente que elas estão procurando salvar.
01 March 2009
Terapia Doidasticamente Feita em Frente ao Computador
Quando a gente é criança, não tem muito essa de guardar sentimentos. E eu era assim: se sentia raiva, explodia mesmo, até chorava; se estava feliz, ria, contava pra todo mundo, achava todo mundo bonito e legal; se estava triste, me trancava no quarto chorando, tentando colocar pra fora toda a tristeza que me abatia. Mas nunca tentava entender esses sentimentos.
À medida que se vai crescendo, começa a história de guardar sentimentos, de não querer que alguns saibam o que estamos sentindo, de tentar entender o que se passa conosco... E é justamente aí quando começam os problemas. Não por tentar entender ou guardar os sentimentos, mas por não expressá-los da maneira correta e na hora correta. E isso ninguém nos ensina.
É perfeitamente aceitável (e até esperado) que, quando morre uma pessoa querida, a gente fique triste e derrame algumas lágrimas. O que os outros não aceitam é que, passado um tempo (sejam semanas, meses ou anos) de vez em quando bata aquela saudade, e vc comece a chorar sem muita explicação.
Vou te contar... Isso é a coisa mais idiota na face da terra que a humanidade já inventou. E conto o pq: em 2006, uma tia minha, de quem eu gostava muito (mas muito MESMO), morreu de repente. Do nada. E até hoje eu sinto a falta dela, por um motivo muito simples: por mais que eu errasse, por mais besteiras que eu fizesse, por mais que eu a magoasse (e, Deus do céu, eu sei que fiz isso), ela sempre estava lá. De braços abertos, sempre pronta pra me abrir aquele sorriso, e me aceitar e gostar de mim, me achando uma das pessoas mais importantes da vida dela, por ser exatamente do jeitinho que sou. Ela não achava que eu era perfeita, e acho que não se incomodava muito com isso. Mas o ponto crucial para mim é que, mesmo eu sabendo disso tudo, ela ainda assim demonstrava o quanto eu era importante pra ela.
A gente sabe que mãe e pai querem o nosso bem. Sabe que eles nos aceitam, mesmo tendo consciência de todos os nossos defeitos, e que somos talvez as pessoas mais importantes que eles têm na vida. Mas eu sempre senti falta dessa demonstração que a minha tia me dava. Eu sei bem o quanto eles me querem bem e o quanto querem que eu seja uma pessoa feliz, importante, bem colocada... Mas acho que já estou tão magoada, tão triste, que não consigo enxergar as demonstrações que, mesmo não sendo perfeita, não tem importância.
Vcs vão pensar que eu estou sendo criança, que estou sendo imatura e mimada por essa minha atitude. Mas uma coisa é certa: estou começando a ficar muito cansada, mas cansada mesmo, de tentar demonstrar o quanto eu posso ser uma pessoa legal, bem sucedida, e feliz, e quando faço algo com que os meus pais não concordem, não aceitem, achem errado, parece que cometi um crime federal, sem direito a indulto. Me sinto julgada por uma ação, e não pela pessoa que eu sou.
Me sinto sempre no fio da navalha: não posso dar um deslize. Não posso tomar uma atitude que os contrarie. Não posso usar um corte de cabelo que eles não aprovem. Não posso gostar de pessoas que eles não considerem perfeitas. Na verdade, muitas vezes sinto que não posso tomar minhas próprias decisões.
Eu guardo, guardo, guardo e guardo cada vez mais esses sentimentos, e isso vai crescendo dentro de mim. Ao invés de explodir, eu guardo. Não quero demonstrar que sou fraca e que às vezes eu quero um colo pra chorar, chorar, chorar e continuar chorando até o peito doer. Mas não quero que ninguém me dê resposta alguma, eu quero simplesmente que a pessoa me escute e fique lá, esteja lá, demonstrando que gosta de mim e que não tem problema nenhum eu chorar. Que não tem problema nenhum eu não ser perfeita, que tudo bem eu errar às vezes e que uma vez ou outra eu vou fazer escolhas erradas, mas que vou me levantar, seguir em frente e tudo vai se ajeitar. De um jeito ou de outro.
Mas eu sempre sinto que tenho que ser a Srta Perfeição, tenho que ser bonita, magra, elegante, bem articulada, discreta, bem colocada profissionalmente em um concurso público, mesmo sem gostar do que faço (pq ganho bem, e isso deve bastar), ter uma pessoa ao meu lado que me sustente financeiramente - ou até não ter ninguém, o que deve ser melhor; chegar em casa no horário, não sair, não conversar com ninguém (pq ninguém nesse mundo é digno de confiança); usar roupas chiques mas que custem pouco; falar pouco, quase nada, fazer piadas na hora certa, e o principal, não dar trabalho para ninguém.
Chorar no ombro ou no colo implica em dar trabalho para alguém. Então não sou perfeita. A impressão que tenho é que basta um errinho mínimo para que tudo o que eu faça, todos os dias (e que nunca é o suficiente) perca todo o seu valor. Basta eu comer um pouquinho a mais, para me tornar uma pessoa digna apenas e tão-somente de pena por ser esganada e balofona. Basta gastar com uma bobagenzinha que eu queria, pra que me torne uma gastadeira irrecuperável e caloteira em potencial. Basta eu chorar de tristeza ou saudade ou raiva para ser um fardo pesado na vida de todos.
Às vezes eu acho que não deveria ter nascido, que vim foi de teimosa. Ainda me lembro das palavras ditas uma vez, quando eu tinha uns 15 anos: "Fui burra de engravidar, e quando fiquei sabendo, a burra aqui ainda ficou feliz". Isso me machuca tanto, tanto, que todos os dias eu penso se sou um erro da natureza (não com essas palavras); e também que não quero ter filhos para não passar toda essa carga errada adiante.
Estou tão cansada da minha vida, tão cansada de viver, que não tenho mais ânimo para sair, me divertir, comer, sei lá. Tudo me cansa. Tudo me deprime. Não vejo graça em mais nada, estou voltando ao automático: acordar, me arrumar, ir para o trabalho, trabalhar com carinha feliz, voltar para casa, fazer carinha feliz, comer qualquer coisa, ouvir reclamação, tomar banho, dormir. Estou voltando ao automático. Hoje também vou estar no automático: sair, comer, ver as coisas, conversar um pouco, voltar pra casa, tomar banho, ver o BBB e dormir. E amanhã começa tudo outra vez...
À medida que se vai crescendo, começa a história de guardar sentimentos, de não querer que alguns saibam o que estamos sentindo, de tentar entender o que se passa conosco... E é justamente aí quando começam os problemas. Não por tentar entender ou guardar os sentimentos, mas por não expressá-los da maneira correta e na hora correta. E isso ninguém nos ensina.
É perfeitamente aceitável (e até esperado) que, quando morre uma pessoa querida, a gente fique triste e derrame algumas lágrimas. O que os outros não aceitam é que, passado um tempo (sejam semanas, meses ou anos) de vez em quando bata aquela saudade, e vc comece a chorar sem muita explicação.
Vou te contar... Isso é a coisa mais idiota na face da terra que a humanidade já inventou. E conto o pq: em 2006, uma tia minha, de quem eu gostava muito (mas muito MESMO), morreu de repente. Do nada. E até hoje eu sinto a falta dela, por um motivo muito simples: por mais que eu errasse, por mais besteiras que eu fizesse, por mais que eu a magoasse (e, Deus do céu, eu sei que fiz isso), ela sempre estava lá. De braços abertos, sempre pronta pra me abrir aquele sorriso, e me aceitar e gostar de mim, me achando uma das pessoas mais importantes da vida dela, por ser exatamente do jeitinho que sou. Ela não achava que eu era perfeita, e acho que não se incomodava muito com isso. Mas o ponto crucial para mim é que, mesmo eu sabendo disso tudo, ela ainda assim demonstrava o quanto eu era importante pra ela.
A gente sabe que mãe e pai querem o nosso bem. Sabe que eles nos aceitam, mesmo tendo consciência de todos os nossos defeitos, e que somos talvez as pessoas mais importantes que eles têm na vida. Mas eu sempre senti falta dessa demonstração que a minha tia me dava. Eu sei bem o quanto eles me querem bem e o quanto querem que eu seja uma pessoa feliz, importante, bem colocada... Mas acho que já estou tão magoada, tão triste, que não consigo enxergar as demonstrações que, mesmo não sendo perfeita, não tem importância.
Vcs vão pensar que eu estou sendo criança, que estou sendo imatura e mimada por essa minha atitude. Mas uma coisa é certa: estou começando a ficar muito cansada, mas cansada mesmo, de tentar demonstrar o quanto eu posso ser uma pessoa legal, bem sucedida, e feliz, e quando faço algo com que os meus pais não concordem, não aceitem, achem errado, parece que cometi um crime federal, sem direito a indulto. Me sinto julgada por uma ação, e não pela pessoa que eu sou.
Me sinto sempre no fio da navalha: não posso dar um deslize. Não posso tomar uma atitude que os contrarie. Não posso usar um corte de cabelo que eles não aprovem. Não posso gostar de pessoas que eles não considerem perfeitas. Na verdade, muitas vezes sinto que não posso tomar minhas próprias decisões.
Eu guardo, guardo, guardo e guardo cada vez mais esses sentimentos, e isso vai crescendo dentro de mim. Ao invés de explodir, eu guardo. Não quero demonstrar que sou fraca e que às vezes eu quero um colo pra chorar, chorar, chorar e continuar chorando até o peito doer. Mas não quero que ninguém me dê resposta alguma, eu quero simplesmente que a pessoa me escute e fique lá, esteja lá, demonstrando que gosta de mim e que não tem problema nenhum eu chorar. Que não tem problema nenhum eu não ser perfeita, que tudo bem eu errar às vezes e que uma vez ou outra eu vou fazer escolhas erradas, mas que vou me levantar, seguir em frente e tudo vai se ajeitar. De um jeito ou de outro.
Mas eu sempre sinto que tenho que ser a Srta Perfeição, tenho que ser bonita, magra, elegante, bem articulada, discreta, bem colocada profissionalmente em um concurso público, mesmo sem gostar do que faço (pq ganho bem, e isso deve bastar), ter uma pessoa ao meu lado que me sustente financeiramente - ou até não ter ninguém, o que deve ser melhor; chegar em casa no horário, não sair, não conversar com ninguém (pq ninguém nesse mundo é digno de confiança); usar roupas chiques mas que custem pouco; falar pouco, quase nada, fazer piadas na hora certa, e o principal, não dar trabalho para ninguém.
Chorar no ombro ou no colo implica em dar trabalho para alguém. Então não sou perfeita. A impressão que tenho é que basta um errinho mínimo para que tudo o que eu faça, todos os dias (e que nunca é o suficiente) perca todo o seu valor. Basta eu comer um pouquinho a mais, para me tornar uma pessoa digna apenas e tão-somente de pena por ser esganada e balofona. Basta gastar com uma bobagenzinha que eu queria, pra que me torne uma gastadeira irrecuperável e caloteira em potencial. Basta eu chorar de tristeza ou saudade ou raiva para ser um fardo pesado na vida de todos.
Às vezes eu acho que não deveria ter nascido, que vim foi de teimosa. Ainda me lembro das palavras ditas uma vez, quando eu tinha uns 15 anos: "Fui burra de engravidar, e quando fiquei sabendo, a burra aqui ainda ficou feliz". Isso me machuca tanto, tanto, que todos os dias eu penso se sou um erro da natureza (não com essas palavras); e também que não quero ter filhos para não passar toda essa carga errada adiante.
Estou tão cansada da minha vida, tão cansada de viver, que não tenho mais ânimo para sair, me divertir, comer, sei lá. Tudo me cansa. Tudo me deprime. Não vejo graça em mais nada, estou voltando ao automático: acordar, me arrumar, ir para o trabalho, trabalhar com carinha feliz, voltar para casa, fazer carinha feliz, comer qualquer coisa, ouvir reclamação, tomar banho, dormir. Estou voltando ao automático. Hoje também vou estar no automático: sair, comer, ver as coisas, conversar um pouco, voltar pra casa, tomar banho, ver o BBB e dormir. E amanhã começa tudo outra vez...
17 February 2009
Enquanto isso, numa internet próxima de vc...
É engraçado como a internet, o e-mail, o orkut e tantas outras coisas mudam a vida da gente.
Antes eu não conseguia passar um dia sem ler, responder e encaminhar meus e-mails; não podia passar um dia (que dirá uma semana!) sem ver meu orkut; e deixar de postar no meu blog, deixar de visitar meus sites e blogs favoritos...
E isso foi perdendo espaço e importância de três - digo, dois anos pra cá. Os emails bonitinhos começaram a ser repetitivos, ou seja: cada vez que vejo um e-mail com o assunto "Lindo", "Vc vai amar", "Muito Fofo", é a senha para eu ligar o automático e deletar o e-mail, sem dó nem piedade - e, via de regra, sem ler. Já li tantas vezes que Jesus me ama; que o menino sabia que ia morrer e disse isso aos pais e irmãos; que o cachorrinho era manco e foi comprado por um menino manco, que isso já não me atinge mais.
Agora, só passo adiante uma ou outra piada; um ou outro vídeo; uma ou outra mensagem. E tudo no CCO, para evitar que algum e-mail mal-intencionado invada minha conta, azede o leite e queime o HD. Duros tempos, duros tempos...
Antigamente (putz, antigamente eu falava antigamente quando algo tinha mais de DEEEEZ ANOS), não ler o e-mail de alguém significava quase uma ofensa pessoal: a pessoa tirava uma parcela do próprio tempo, pesquisando nos próprios e-mails uma belíssima e construtiva mensagem sobre a miséria no mundo, e eu retribuía simplesmente deletando a mensagem??? Não, meus amigos: eu também entupia as caixas de e-mail dos meus contatos (sim, porque quando eu abri a minha primeira conta de e-mail, tinha vários contatos!) com mensagens edificantes, belíssimas e extremamente carregadas.
Hoje em dia, dou uma rápida olhada na página do Hotmail: tem o clipezinho indicando anexo? Dependendo do assunto, eu não leio, não abro, não encaminho, deleto e não me sinto culpada por isso. Ou seja, não me estresso mais com isso.
Orkut tb já teve papel mais importante na minha vida. Cheguei a entrar em quase 300 comunidades, das mais bizarras às mais sérias. Agora, não. Metade das quase 150 são bizarras, e uma boa parte é séria - mas todas revelam um pouco do que sou.
Hoje em dia, o Orkut não é nada mais do que mais um modo de saber notícias de amigos e parentes distantes. Ainda fico decepcionada quando não tem uma quantidade enoooooooooorme de recados na minha página, e não tem comentários nas fotos, mas mesmo assim, não me estresso. Aquela coisa de "quer saber? Já foi".
Quando diziam que a internet ia dominar o mundo, eu juro que acreditava: era site de tudo, blog de todo jeito, tudoaomesmotempoagora. Agora estou vendo que não é bem assim, já que uso a internet mais pra trabalhar e comunicação (realmente!) do que para me divertir.
Foi a mesma coisa quando surgiu a televisão: diziam que o cinema ia acabar. A internet ia acabar com os livros. A internet ia manter todos muito mais em casa. E quer saber? Nada disso acontece realmente. Pq todo mundo convive muito bem, hoje em dia, com a sua vida real e a sua vida virtual - até mesmo os que são bitolados em internet... Até mesmo os viciados em computador.
Só sinto falta mesmo do micro, da internet, quando estou no ônibus: infelizmente, as minhas melhores idéias para textos surgem justamente enquanto estou me equilibrando para me manter em pé.
Antes eu não conseguia passar um dia sem ler, responder e encaminhar meus e-mails; não podia passar um dia (que dirá uma semana!) sem ver meu orkut; e deixar de postar no meu blog, deixar de visitar meus sites e blogs favoritos...
E isso foi perdendo espaço e importância de três - digo, dois anos pra cá. Os emails bonitinhos começaram a ser repetitivos, ou seja: cada vez que vejo um e-mail com o assunto "Lindo", "Vc vai amar", "Muito Fofo", é a senha para eu ligar o automático e deletar o e-mail, sem dó nem piedade - e, via de regra, sem ler. Já li tantas vezes que Jesus me ama; que o menino sabia que ia morrer e disse isso aos pais e irmãos; que o cachorrinho era manco e foi comprado por um menino manco, que isso já não me atinge mais.
Agora, só passo adiante uma ou outra piada; um ou outro vídeo; uma ou outra mensagem. E tudo no CCO, para evitar que algum e-mail mal-intencionado invada minha conta, azede o leite e queime o HD. Duros tempos, duros tempos...
Antigamente (putz, antigamente eu falava antigamente quando algo tinha mais de DEEEEZ ANOS), não ler o e-mail de alguém significava quase uma ofensa pessoal: a pessoa tirava uma parcela do próprio tempo, pesquisando nos próprios e-mails uma belíssima e construtiva mensagem sobre a miséria no mundo, e eu retribuía simplesmente deletando a mensagem??? Não, meus amigos: eu também entupia as caixas de e-mail dos meus contatos (sim, porque quando eu abri a minha primeira conta de e-mail, tinha vários contatos!) com mensagens edificantes, belíssimas e extremamente carregadas.
Hoje em dia, dou uma rápida olhada na página do Hotmail: tem o clipezinho indicando anexo? Dependendo do assunto, eu não leio, não abro, não encaminho, deleto e não me sinto culpada por isso. Ou seja, não me estresso mais com isso.
Orkut tb já teve papel mais importante na minha vida. Cheguei a entrar em quase 300 comunidades, das mais bizarras às mais sérias. Agora, não. Metade das quase 150 são bizarras, e uma boa parte é séria - mas todas revelam um pouco do que sou.
Hoje em dia, o Orkut não é nada mais do que mais um modo de saber notícias de amigos e parentes distantes. Ainda fico decepcionada quando não tem uma quantidade enoooooooooorme de recados na minha página, e não tem comentários nas fotos, mas mesmo assim, não me estresso. Aquela coisa de "quer saber? Já foi".
Quando diziam que a internet ia dominar o mundo, eu juro que acreditava: era site de tudo, blog de todo jeito, tudoaomesmotempoagora. Agora estou vendo que não é bem assim, já que uso a internet mais pra trabalhar e comunicação (realmente!) do que para me divertir.
Foi a mesma coisa quando surgiu a televisão: diziam que o cinema ia acabar. A internet ia acabar com os livros. A internet ia manter todos muito mais em casa. E quer saber? Nada disso acontece realmente. Pq todo mundo convive muito bem, hoje em dia, com a sua vida real e a sua vida virtual - até mesmo os que são bitolados em internet... Até mesmo os viciados em computador.
Só sinto falta mesmo do micro, da internet, quando estou no ônibus: infelizmente, as minhas melhores idéias para textos surgem justamente enquanto estou me equilibrando para me manter em pé.
18 August 2007
Quando a bola não é redonda...
Achei o texto abaixo nos arquivos (em março de 2005) do blog "Homem é Tudo Palhaço" (www.tudopalhaco.blogspot.com), e aí não resisti: copiei, colo abaixo e comentários na seqüência...
Palhaço boleiro
O Corinthians anunciou esta noite a demissao do tecnico Tite. O nome do substituto nao foi imediatamente definido. O time perdeu para o Sao Paulo no domingo por um a zero. O tecnico carregou na culpa da Juiza ('Mulher nao pode apitar jogo de futebol de alto nivel')
O time joga mal, perde o segundo clássico seguido e o malandro põe a culpa na pobre árbitra.
Assim é mole.
Pior: não só culpa (porque isso eles fazem com todo árbitro) como me sai com esta pérola filosófica do alto de seu profundo conhecimento sobre a condição-feminina-enquanto-assopradora-de-apito.
A imprensa não deu muita bola, mas devia. Comentários como esse revelam a verdadeira natureza das pessoas.
Porque vamos lá ... quando o time vai mal, perde jogos, cai pra segundona ou apresenta um futebol medíocre ou é burocraticamente escalado por um técnico ... bem .. quando isso acontece (e acontece SEMPRE), não vemos nenhum comentarita ou entendido de futebol sair por aí dizendo .. "homens não deviam comandar times de futebol de alto nível".
Compreenderam a diferença?
E antes que chovam críticas .. eu vi o jogo e a árbitra não interferiu no resultado da partida.
Palhaçada execrada por Narinha
O comentário vai para a opinião da dileta Narinha: quando um técnico ou jogador começa a fazer feio em campeonato de futebol, efetivamente, não vemos ngm dizendo HOMENS NÃO DEVIAM COMANDAR TIMES/JOGAR FUTEBOL EM TIMES DE FUTEBOL DE ALTO NÍVEL. Até pq ultimamente, vou te contar, meu amigo - alto nível, mesmo, eu vejo é no vôlei masculino, no futebol feminino, no vôlei de praia, no tênis de mesa, na ginástica artística e na GRD.
Maniazinha irritante de achar que mulher no futebol é coisa de outro mundo. Car****, qdo é q vão perceber q mulher TB pode ser boa no futebol, como jogadora, como árbitra, como bandeirinha, como técnica? Imagina a cena... Uma mulher, na beira do gramado, de rabo-de-cavalo e roupa elegantemente confortável, gritando com os jogadores. Chamando a atenção, avisando que a defesa tá aberta, que o meio-de-campo tá uma m***a, e gritando pro ataque "vai, vai, vai, VAI, CAR****!!!". Impensável? Putz, agora, o Dunga, o Parreira, o Felipão, o Tite, o Zé-da-Esquina, td mundo visualiza... Esquisito, não?
Esquisito, na verdade, é a galera não parar pra pensar q não há limitações entre homens e mulheres. Apenas coisas FISICAMENTE improváveis de uma mulher fazer, e coisas FISICAMENTE improváveis de um homem fazer.
Palhaço boleiro
O Corinthians anunciou esta noite a demissao do tecnico Tite. O nome do substituto nao foi imediatamente definido. O time perdeu para o Sao Paulo no domingo por um a zero. O tecnico carregou na culpa da Juiza ('Mulher nao pode apitar jogo de futebol de alto nivel')
O time joga mal, perde o segundo clássico seguido e o malandro põe a culpa na pobre árbitra.
Assim é mole.
Pior: não só culpa (porque isso eles fazem com todo árbitro) como me sai com esta pérola filosófica do alto de seu profundo conhecimento sobre a condição-feminina-enquanto-assopradora-de-apito.
A imprensa não deu muita bola, mas devia. Comentários como esse revelam a verdadeira natureza das pessoas.
Porque vamos lá ... quando o time vai mal, perde jogos, cai pra segundona ou apresenta um futebol medíocre ou é burocraticamente escalado por um técnico ... bem .. quando isso acontece (e acontece SEMPRE), não vemos nenhum comentarita ou entendido de futebol sair por aí dizendo .. "homens não deviam comandar times de futebol de alto nível".
Compreenderam a diferença?
E antes que chovam críticas .. eu vi o jogo e a árbitra não interferiu no resultado da partida.
Palhaçada execrada por Narinha
O comentário vai para a opinião da dileta Narinha: quando um técnico ou jogador começa a fazer feio em campeonato de futebol, efetivamente, não vemos ngm dizendo HOMENS NÃO DEVIAM COMANDAR TIMES/JOGAR FUTEBOL EM TIMES DE FUTEBOL DE ALTO NÍVEL. Até pq ultimamente, vou te contar, meu amigo - alto nível, mesmo, eu vejo é no vôlei masculino, no futebol feminino, no vôlei de praia, no tênis de mesa, na ginástica artística e na GRD.
Maniazinha irritante de achar que mulher no futebol é coisa de outro mundo. Car****, qdo é q vão perceber q mulher TB pode ser boa no futebol, como jogadora, como árbitra, como bandeirinha, como técnica? Imagina a cena... Uma mulher, na beira do gramado, de rabo-de-cavalo e roupa elegantemente confortável, gritando com os jogadores. Chamando a atenção, avisando que a defesa tá aberta, que o meio-de-campo tá uma m***a, e gritando pro ataque "vai, vai, vai, VAI, CAR****!!!". Impensável? Putz, agora, o Dunga, o Parreira, o Felipão, o Tite, o Zé-da-Esquina, td mundo visualiza... Esquisito, não?
Esquisito, na verdade, é a galera não parar pra pensar q não há limitações entre homens e mulheres. Apenas coisas FISICAMENTE improváveis de uma mulher fazer, e coisas FISICAMENTE improváveis de um homem fazer.
14 June 2007
A Princesa e o Dragão
Texto muito bom, muito engraçado, que eu li na comunidade do Orkut "Cabeludos de Curitiba - Festas":
"No alto do castelo, há uma linda princesa - muito carente - que foi ali
trancada, e é guardada por um grande e terrível dragão"...
** HEAVY METAL:
O protagonista chega no castelo numa Harley Davidson, mata o dragão, enche
a cara de cerveja com a princesa e depois transa com ela.
** METAL MELÓDICO:
O protagonista chega no castelo num cavalo alado branco, escapa do dragão,
salva a princesa, fogem para longe e fazem amor.
** THRASH METAL:
O protagonista chega no castelo, duela com o dragão, salva a princesa e
transa com ela.
** POWER METAL:
O protagonista chega brandindo sua espada e trava uma batalha gloriosa
contra o dragão. O dragão sucumbe enquanto ele permanece em pé, banhado
pelo sangue de seu inimigo, sinal de seu triunfo. Resgata a princesa.
Esgota a paciência dela com auto-elogios e transa com ela.
** FOLK METAL:
O protagonista chega acompanhado de vários amigos e duendes tocando
acordeon, alaúde, viola e outros instrumentos estranhos. Fazem o dragão
dormir depois de tanto dançar, e vão embora, sem a princesa, pois a
floresta está cheia de ninfas, elfas e fadas.
** VIKING METAL:
O protagonista chega em um navio, mata o dragão com um machado, assa e
come. Estupra a princesa, pilha o castelo e toca fogo em tudo antes de ir
embora.
** DEATH METAL:
O protagonista chega, mata o dragão, transa com a princesa, mata a princesa
e vai embora.
** BLACK METAL:
Chega de madrugada, dentro da neblina. Mata o dragão e empala em frente ao
castelo. Sodomiza a princesa, a corta com uma faca e bebe o seu sangue em
um ritual até matá-la. Depois descobre que ela não era mais virgem e a
empala junto com o dragão.
** GORE:
Chega, mata o dragão. Sobe no castelo, transa com a princesa e a mata.
Depois transa com ela de novo. Queima o corpo da princesa e transa com ele
de novo.
** SPLATTER:
Chega, mata o dragão, abre-o com um bisturi. Sodomiza a princesa com as
tripas do dragão. Abre buracos nela com o bisturi e estupra cada um dos
buracos. Tira os globos oculares da princesa e estupra as órbitas. Depois
mata a princesa, faz uma autópsia, tira fotos, e lança um album cuja capa é
uma das fotos.
** DOOM METAL:
Chega no castelo, olha o tamanho do dragão, fica deprimido e se mata. O
dragão come o cadáver do protagonista e depois come a princesa.
** WHITE METAL:
Chega no castelo, exorciza o dragão, converte a princesa e usa o castelo
para sediar mais uma "Igreja Universal do Reino de Deus".
** NEW METAL:
Chega no castelo se achando o bonzão e dizendo o quanto é bom de briga.
Quer provar para todos que também é foda e é capaz de salvar a princesa.
Acha que é capaz de vencer o dragão; perde feio e leva o maior cacete. O
protagonista New Metal toma um prozak e vai gravar um disco "The Best Of".
** GRUNGE:
Chega drogado, escapa do dragão e encontra a princesa. Conta para ela sobre
a sua infância triste. A princesa dá um soco na cara dele e vai procurar o
protagonista Heavy Metal. O protagonista grunge sofre uma overdose de
heroína.
** ROCK N'ROLL CLÁSSICO:
Chega de moto fumando um baseado e oferece para o dragão, que logo fica seu
amigo. Depois acampa com a princesa numa parte mais afastada do jardim e
depois de muito sexo, drogas e rock n roll, tem uma overdose de LSD e morre
sufocado no próprio vômito.
** PUNK ROCK:
Cospe no dragão, joga uma pedra nele e depois foge. Pixa o muro do castelo
com um "A" de anarquia. Faz um moicano na princesa e depois abre uma
barraquinha de fanzines no saguão do castelo.
** EMOCORE:
Chega ao castelo e conta ao dragão o quanto gosta da princesa. O dragão
fica com pena e o deixa passar. Após entrar no castelo ele descobre que a
princesa fugiu com o protagonista Heavy Metal. Escreve uma música de letra
emotiva contando como foi abandonado pela sua amada e como o mundo é
injusto.
** GRUNGE:
Chega no castelo e tem uma overdose de heroína.
** PROGRESSIVO:
Chega, toca um solo virtuoso de guitarra de 26 minutos. O dragão se mata de
tanto tédio. Chega até a princesa e toca outro solo que explora todas as
técnicas de atonalismo em compassos ternários compostos aprendidas no
último ano de conservatório. A princesa foge e vai procurar o protagonista
Heavy Metal.
** HARD ROCK:
Chega em um conversível vermelho, com duas loiras peitudas e tomando Jack
Daniel's. Mata o dragão com uma faca e faz uma orgia com a princesa e as
loiras.
** GLAM ROCK: (esta é a minha preferida...)
Chega no castelo. O dragão rí tanto quando o vê que o deixa passar. Ele
entra no castelo, rouba o hair dresser e o batom da princesa. Depois a
convence a pintar o castelo de rosa e a fazer luzes nos cabelos.
** Agradecimento especial à TATHYANA, que postou o texto na comunidade e, infelizmente, desconhece a autoria... Thanks, Tathy! **
"No alto do castelo, há uma linda princesa - muito carente - que foi ali
trancada, e é guardada por um grande e terrível dragão"...
** HEAVY METAL:
O protagonista chega no castelo numa Harley Davidson, mata o dragão, enche
a cara de cerveja com a princesa e depois transa com ela.
** METAL MELÓDICO:
O protagonista chega no castelo num cavalo alado branco, escapa do dragão,
salva a princesa, fogem para longe e fazem amor.
** THRASH METAL:
O protagonista chega no castelo, duela com o dragão, salva a princesa e
transa com ela.
** POWER METAL:
O protagonista chega brandindo sua espada e trava uma batalha gloriosa
contra o dragão. O dragão sucumbe enquanto ele permanece em pé, banhado
pelo sangue de seu inimigo, sinal de seu triunfo. Resgata a princesa.
Esgota a paciência dela com auto-elogios e transa com ela.
** FOLK METAL:
O protagonista chega acompanhado de vários amigos e duendes tocando
acordeon, alaúde, viola e outros instrumentos estranhos. Fazem o dragão
dormir depois de tanto dançar, e vão embora, sem a princesa, pois a
floresta está cheia de ninfas, elfas e fadas.
** VIKING METAL:
O protagonista chega em um navio, mata o dragão com um machado, assa e
come. Estupra a princesa, pilha o castelo e toca fogo em tudo antes de ir
embora.
** DEATH METAL:
O protagonista chega, mata o dragão, transa com a princesa, mata a princesa
e vai embora.
** BLACK METAL:
Chega de madrugada, dentro da neblina. Mata o dragão e empala em frente ao
castelo. Sodomiza a princesa, a corta com uma faca e bebe o seu sangue em
um ritual até matá-la. Depois descobre que ela não era mais virgem e a
empala junto com o dragão.
** GORE:
Chega, mata o dragão. Sobe no castelo, transa com a princesa e a mata.
Depois transa com ela de novo. Queima o corpo da princesa e transa com ele
de novo.
** SPLATTER:
Chega, mata o dragão, abre-o com um bisturi. Sodomiza a princesa com as
tripas do dragão. Abre buracos nela com o bisturi e estupra cada um dos
buracos. Tira os globos oculares da princesa e estupra as órbitas. Depois
mata a princesa, faz uma autópsia, tira fotos, e lança um album cuja capa é
uma das fotos.
** DOOM METAL:
Chega no castelo, olha o tamanho do dragão, fica deprimido e se mata. O
dragão come o cadáver do protagonista e depois come a princesa.
** WHITE METAL:
Chega no castelo, exorciza o dragão, converte a princesa e usa o castelo
para sediar mais uma "Igreja Universal do Reino de Deus".
** NEW METAL:
Chega no castelo se achando o bonzão e dizendo o quanto é bom de briga.
Quer provar para todos que também é foda e é capaz de salvar a princesa.
Acha que é capaz de vencer o dragão; perde feio e leva o maior cacete. O
protagonista New Metal toma um prozak e vai gravar um disco "The Best Of".
** GRUNGE:
Chega drogado, escapa do dragão e encontra a princesa. Conta para ela sobre
a sua infância triste. A princesa dá um soco na cara dele e vai procurar o
protagonista Heavy Metal. O protagonista grunge sofre uma overdose de
heroína.
** ROCK N'ROLL CLÁSSICO:
Chega de moto fumando um baseado e oferece para o dragão, que logo fica seu
amigo. Depois acampa com a princesa numa parte mais afastada do jardim e
depois de muito sexo, drogas e rock n roll, tem uma overdose de LSD e morre
sufocado no próprio vômito.
** PUNK ROCK:
Cospe no dragão, joga uma pedra nele e depois foge. Pixa o muro do castelo
com um "A" de anarquia. Faz um moicano na princesa e depois abre uma
barraquinha de fanzines no saguão do castelo.
** EMOCORE:
Chega ao castelo e conta ao dragão o quanto gosta da princesa. O dragão
fica com pena e o deixa passar. Após entrar no castelo ele descobre que a
princesa fugiu com o protagonista Heavy Metal. Escreve uma música de letra
emotiva contando como foi abandonado pela sua amada e como o mundo é
injusto.
** GRUNGE:
Chega no castelo e tem uma overdose de heroína.
** PROGRESSIVO:
Chega, toca um solo virtuoso de guitarra de 26 minutos. O dragão se mata de
tanto tédio. Chega até a princesa e toca outro solo que explora todas as
técnicas de atonalismo em compassos ternários compostos aprendidas no
último ano de conservatório. A princesa foge e vai procurar o protagonista
Heavy Metal.
** HARD ROCK:
Chega em um conversível vermelho, com duas loiras peitudas e tomando Jack
Daniel's. Mata o dragão com uma faca e faz uma orgia com a princesa e as
loiras.
** GLAM ROCK: (esta é a minha preferida...)
Chega no castelo. O dragão rí tanto quando o vê que o deixa passar. Ele
entra no castelo, rouba o hair dresser e o batom da princesa. Depois a
convence a pintar o castelo de rosa e a fazer luzes nos cabelos.
** Agradecimento especial à TATHYANA, que postou o texto na comunidade e, infelizmente, desconhece a autoria... Thanks, Tathy! **
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