17 October 2011

O mês de outubro agora é Rosa!

(Campanha pela vida!)


Pode ser empinado, siliconado, pequeno ou separado.
Não importa qual tipo, está todo mundo sujeito a desenvolver o câncer de mama.
O câncer de mama é o mais freqüente, temido e o principal responsável pela morte de pessoas do sexo feminino, correspondendo a 15% das mortes por câncer entre as mulheres.

Porquê do rosa?
O rosa foi utilizado para sensibilizar a população de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em torno de ações voltadas a prevenção do câncer de mama. A cor rosa foi ganhando além de laços, acessórios e roupas, outros destaques. As cidades começaram a se iluminar de rosa, ajudando a divulgar a causa e como forma de lembrar as mulheres que o mês era de conscientização e prática de prevenção.

O que é?
O câncer de mama é o resultado de um processo celular desordenado, que se transforma num tumor maligno na área das mamas.
Quanto mais rápido e precoce o diagnóstico, menor é a chance de comprometimento em outros órgãos e maior a possibilidade de cura da paciente.
Isso significa que é preciso identificar o tumor no início do seu surgimento, o que pode aumentar as chances de cura em 95%. A detecção precoce pode ocorrer através do autoexame e a mamografia, que é um raio-X da área das mamas.

Causas:
A carga genética e o histórico familiar são as principais causas do câncer de mama, mas não são as únicas. Uma alimentação saudável, prática de atividade física e controle do peso corporal podem evitar até 28% dos casos.

A melhor forma de prevenção é divulgar, informar e fazer o seu exame.
Use rosa pink, rosa antigo, rosa claro. Se joga no rosa e previna-se.

Links de divulgação:

Confira os vídeos da campanha: http://www.youtube.com/videosoutubrorosa
Personalize seu avatar no twitter ou facebook clicando aqui: http://twibbon.com/join/Breast-Cancer-Research

04 October 2011

Mas Ela vai Voltar...

Então. Eu volto, gentem, como diria aquele político famoso e muito pouco amado: "Não me deixem só!".


E quem é de Curitiba, e quer fazer contato, é só me e-mailar:graparanista@hotmail.com - A.M.O. fazer novas amizades!

29 September 2011

Estagiários

Volta e meia alguém me pergunta "quais os melhores profissionais com quem vc já trabalhou até hoje?". E eu, volta e meia, respondo "os meus ex-estagiários". Ninguém nunca questiona muito a situação, só costumam olhar de um jeito meio torto, meio rindo, quase um "ah, tá, né?".

Mas é fato. Os melhores profissionais que já trabalhei foram estagiários, e eu gosto muito de trabalhar com eles. Amo, de coração, saber que eles subiram no patamar estagiarístico, que conseguiram empregos legais. Fico muito feliz com isso. E com uma pontinha de orgulho, né, pq eu sou humana e acredito piamente que, de alguma forma, contribuí para que eles subissem um pouquinho na carreira ou na vida. Fico pensando que eles aprenderam comigo, hahahahhaaha.

Pq eu adoro trabalhar com estagiários além do fato de que eles facilitam muito a minha vida e eu sempre quis ter escravos? Normalmente, estagiários são dedicados, prestam atenção quando vc está falando e ralam muito pra mostrar serviço quando querem agradar o chefe. Pelo menos, COMIGO tem sido assim. Gosto tanto dos meus ex-estagiários que até add no Facebook e no em vias de extinção Orkut.
 
Acho que ser legal com estagiário é obrigação de chefe, ter paciência e tolerância também. Porém, incutir o senso de responsabilidade no bichinho não é tarefa de quem supervisiona estagiário, não.Acho que é DEVER do estagiário PRESTAR ATENÇÃO, entregar o serviço em dia, perguntar pro chefe quando tem dúvida (das mais básicas às mais estapafúrdias e bizarras), estar disposto a fazer o trabalho sujo, cansativo, deprimente e tedioso que é reservado à classe.

Eu até nem sou o tipo de "chefe" hahahahahahahaha que pega no pé do estagiário. Prefiro deixar o ser "livre, leve e solto" pra fazer o trabalho que eu passo; ensino sem medo de perder o emprego; gosto que eles aprendam coisas novas; faço piada e conto histórias pessoais (ou não); dou dicas de como fica mais fácil fazer carga; contatos do fórum cível que ajudam naquela hora em que tem mais de 343543483125479001663 estagiários E advogados no balcão pedindo a mesma coisa; compro café, bala e chocolate; respondo dúvidas de Direito quando sei a matéria (se não sei, falo na caradura "Vai estudar que vc descobre")... Mas eu também cobro.

Cobro que as petições sejam protocoladas no dia que eu passei; cobro que LEIAM a porcaria do caderno processual; cobro que TELEFONEM quando surge alguma dúvida; cobro que RESPEITEM PRAZOS; cobro que façam quase o impossível pra tirar um processo em carga; cobro que ESTUDEM; cobro que PRESTEM ATENÇÃO quando estou falando... Enfim, cobrar é comigo mesma. Sou beeeeem chata quando é pra cobrar; mas cara, quando é pra defender estagiário... Faço de tudo pra defender (algumas vezes me estropio, mas tudo bem). Espero um dia ter um escritório legal, e poder levar meus estagiários, já profissionais, pra trabalhar comigo, fazer lanchinho no meio da tarde e dar risada com eles. #SonhadoraModeON

Eu já tive estagiário que ia comprar doce e salgadinho pra mim. Eu já tive estagiário que pegou o dinheiro da vaquinha pro lanche e trouxe mais do que eu pedi (fez milaaaaaaaagre!). Eu já tive estagiário que foi comigo pegar no pesado, literalmente. Eu já tive estagiário desligado, farofa, caxias e descolado. Eu já tive estagiário que considero amigo. E como amigo, eu não perdi o contato com esses.

Eu já assumi a culpa no lugar de estagiário q fez carga de processo errado. Eu já orientei estagiário dentro do fórum, tendo audiência marcada (sem ele saber), e acabei me atrasando quase 10 minutos por isso. Eu já peguei no pé do estagiário que nem professora, falando "lembra do que eu te falei?". Eu já liguei berrando pra estagiário, lembrando OLHA O PRAZOOOOOO, PROTOCOLA HOJEEEEE!!! Eu também quase fiz um estagiário ser atropelado na frente do TJ (lembra desse dia, Alex?). E também já me tranquei no banheiro e chorei escondida do chefe, pq vi ele sendo injusto com estagiário.

Eu já fiz estagiário aprender a fazer carão no fórum; eu já fiz estagiário falar com cliente pra conseguir informação que a gente não tinha (lembra desse dia, Aline?); eu já fiz estagiário aparecer como preposto sem preparo (dá-lhe Nando!); eu já fiz estagiário voltar pro escritório pra entregar um processo e ouvir do chefe "mas esse podia ficar pra amanhã..."; eu já briguei com chefe (de bater boca e gritar!) pra manter o estagiário no escritório; eu já contei história de faculdade que, tipo, era pra ficar NA FACULDADE; eu até já pedi conselho pra estagiário!

Eu já ri com estagiário. Eu já consolei estagiário. Eu já dei conselho pra estagiário. Eu já tive vontade de ir pro bar com estagiário. Eu já ouvi histórias de estagiário. E eu me preocupei muito com o bem-estar de estagiário.

Talvez eu não lembre de todos os estagiários que eu já orientei desde que me formei em Direito e comecei a trabalhar. Mas os principais eu lembro, gente! Posso falar do Di, do Gui, do Alex, da Aline, do Nando, do Luiz... Bom, não foram tantos estagiários assim, né? Fato é que todos, sem excessão, me deram muito orgulho, de um jeito ou de outro.


Coraçãozinho com as mãos pros meus ex e atuais estagiários!
 Cara, meus estagiários eram demaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiissssssssssssssssssssss!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

21 September 2011

Eu Te Agradeço, Meu Deus...

Por ter nos concedido essa benção. Não tenho como expressar minha gratidão.

Obrigada, Senhor!

26 July 2011

Coisas de Menina

Pra vcs verem.

Antes do ano passado (2010), eu nem era tão ligada assim em esmaltes, fazer as unhas, cuidar do cabelo, fazer maquiagem, essas coisas. Eu realmente acreditava que era uma besteira esse negócio de que pra conseguir cliente eu tinha que estar sempre montada. Sempre maquiada, de unhas feitas, depilação em dia e cabelo bem cortado; sem contar a roupa social e os sapatos de salto.

Me lembro que, quando eu era criança, eu gostava de ficar bonita, mas achava um saco - e até hoje acho - ter que me arrumar. Quer dizer, eu gostava só do resultado final.

Eu cresci mas não muito pausa para a sua merecida gargalhada e continuei gostando de estar arrumada, mas não exatamente de me arrumar, me cuidar, etcetcetc. Até hoje eu acho um saaaaaco ficar me arrumando pra vir trabalhar, por exemplo, quando tudo o que eu mais queria era simplesmente botar uma calça jeans, um par de tênis, uma camiseta estampada e passar só um batom (que em batom eu sou viciada desde pitiquitinha). Nesse ponto, ODEIO a minha profissão, que me obriga a estar sempre... "montada". E pra mim, toda a preparação matutina é deveras cansativa.


Mas desde que entrei no escritório onde estou trabalhando atualmente (e que praticamente EXIGE boa aparência no dia-a-dia profissional), que comecei a me cuidar mais. Sério. Estou A.P.A.I.X.O.N.A.D.A por fazer as unhas toda semana (às vezes, até 2x na semana)! É um festival de esmalte lá em casa. Mesmo não podendo usar TODAS as cores que eu gostaria (verdes e azuis nessa lista); ainda assim A.M.O. fazer as unhas!


Também gosto de me maquiar. Gosto de batom e rímel e delineador. Mas fazer isso TODA SANTA MANHÃ meio que me dá nos nervos. Não o passar rímel e batom, mas TODA a produção: hidratante-base-blush-pó-delineador/lápis-rímel incolor-rímel preto-batom. Tá certo que quando vou pra balada, a lista fica bem maior, e eu levo pelo menos MEIA HORA pra me maquiar... Mas aí são outros 500.

O fato é que fiquei tão viciada em cositas para estética que cheguei ao LUXO de comprar esmaltes pela internet (como vcs puderam ler nesse post aqui). O legal é que a loja que comercializou se deu ao trabalho de ler o meu post (excelente técnica de marketing, conseguiram fidelizar uma cliente!); e responderam por e-mail.

A resposta e as avaliações do e-mail eu pretendo postar aqui, também. Mas não AGORA, AGORA, AGORA.

Pra fechar o post sobre coisas de menina, não custa nada relembrar dos tempos de infância/adolescência e colocar um quest que roubei do meu outro blog. Óbvio que as respostas serão diferentes, já que a data é diferente... Mas vamos lá, não é?

Qual a sua obsessão atual?
Pintar as unhas e comprar esmaltes. Muuuuuuuuuuuuuuuitos esmaltes. E ler os tweets atualizados.

o que você está vestindo agora?
Blusa de lã amarela, blazer bege, calça social marrom, camiseta branca, sapatos pretos - tudo precisando ser substituído e renovado URGENTE.

O que há para o jantar?
Ainda não sei, provavelmente pão com queijo derretido ou sopa.

Qual foi a última coisa que você comprou?
Ruffles Fit sabor peito de peru.

O que você está ouvindo agora?
Conversas no escritório.

O que você acha da pessoa que enviou esse meme?
Ninguém me mandou, não, copiei do meu outro blog. =S

Se você pudesse ter uma casa totalmente decorada em qualquer lugar do mundo, onde seria?
-Assim, do nada, em qualquer lugar? FLORIPA JÁ!

Uma coisa que você gostaria de mudar na sua vida?
Meu peso, pra uns 30kg menos - mas com 20kg menos já tou no lucro.

Se você pudesse estar em qualquer lugar do mundo daqui a uma hora, onde seria?
Em casa, assistindo desenho animado. =P

Que idioma você gostaria de aprender?
Italiano e francês

Qual a sua citação preferida?
Depende do humor, do dia, da pessoa...

Você cozinharia para mim?
Depende de quem é vc.

Qual a maneira correta de evitar pessoas que nos magoam de propósito?
Não permitir que elas saiam impunes na primeira vez que fazem isso.

Do que você tem mais medo?
De galinha! já estou vendo gente se contorcendo de tanto rir quando ler isso...

Quem você gostaria de encontrar nesse exato momento?
O Fá, meus pais, a Bea, a Mi, a Dê, a Alane e a Aninha. E o Gui tb, pq já tem 2 semanas q a gente não conversa.

Qual é a sua cor preferida?
Adevenha? VERMELHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!

Compartilhe três dicas de estilo que funcionam para você:
Calça Jeans reta e de lavagem escura; blazer de couro e esmalte marcante.

Qual seria o seu emprego dos sonhos?
Um que pagasse muuuuuuuuuuuuuuuuuuito e eu tivesse que trabalhar poooooooooooooooouco e não precisasse ficar todo o horário do expediente lá (algo do tipo, "terminou, tá liberada").

Qual a sua revista preferida?
Várias, de TMJ a Playboy. Adoro ler.

Se eu lhe desse 100 dólares, com o que gastaria?
No box do Friends!

O que você considera como sendo o pior fashion faux pas?
Roupas e esmaltes flúor. Parece q o mundo saiu por aí vestindo caneta marca-texto (culpa do Restart, do Cine e do Fiuk).

Quem é o(a) escritor(a) mais supervalorizado do mundo?
A escritora da saga Crepúsculo e o Paulo Coelho.

O que faz você sorrir?
Lembrar das pessoas que amo e do meu cachorro Luque. E também aquelas piadinhas idiotas que só eu entendo.

Sua palavra favorita?
Dormir

Qual o seu corte de cabelo preferido?
Um que não me deixe VELHA!

O que você vai fazer depois de responder a esse questionário?
Provavelmente, enrolar até a hora do almoço.

O que você faz quando está se sentindo para baixo?
Assisto TV comendo porcaria (pipoca, salgadinho, batata frita de pacote, com refrigerante), ligo pro Fá, ligo pros meus amigos, brinco com o Luque.

O que faz você soltar a franga?
Músicas Disco!

Quais são seus filmes favoritos?
Em ordem alfabética, cronológica ou por gênero?

O que inspira você?
Depende do momento, e pra que é essa inspiração.

Como os seus amigos costumam chamar você?
Grasi, Grá.

Prefere café ou chá?
Os dois. Mas o café do escritório me dá azia.

Quais outros blogs você gosta de visitar?
Vários!

Doce ou sobremesa favorito?
Sorvete, brigadeiro, frozen yougurt, o pudim de leite da minha mãe, o bolinho da Bea, a mousse de bis da minha madrinha... Amo sobremesa. Hm, bolo recheado de brigadeiro com sorvete de creme!

Quantas páginas estão abertas no seu browser agora?
6

Quando se olhou no espelho essa manhã, qual foi o seu primeiro pensamento?
Quem é o fdp que está me mandando sms às 6 da madrugada?.

Estação do ano preferida?
Fim do outono, início do inverno.

Um desejo que ainda falta realizar?
Dois: casar de vestido de noiva e ir nas formaturas de faculdade dos meus irmãos.

O que faz o seu coração quebrar?
Nem vou contar, pq eu sou a futura She-ra!

O que você pretende realizar?
Montar uma casinha pra mim (pq depois q eu vi a da Bea, me deu vontade), e como diz o Roberto Carlos: "eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar..."

Mais perguntas? Manda nos comments ou no e-mail graparanista@hotmail.com

11 July 2011

Triiiiiiiiiiiiiiiiiiiiste...


Detesto brigar com quem eu amo. Detesto mesmo.

Aí fica aquela sensação ruim, sabe? De eu não devia ter falado isso, como eu sou ruim; mas também um aliviozinho, pq tinha coisas q eu já tava engasgada há algum tempo e não sabia como falar.

Me perdoa, vai? Detesto brigar com vc, e te amo um tantãããããããããããããããããããããããão assim.


E desta vez nem posso culpar a TPM - embora boa parte do destempero seja, efetivamente, culpa dela.

Esmaltices

Uma das minhas últimas paixões tem sido esmaltes. Das mais variadas cores e marcas. Também me apaixonei pelos adesivinhos para unhas e carimbos de esmalte, tudo para fazer a famosa nail art. Sem contar espátulas e palitos de aço, porta-acetona, vários tipos de alicate, lixas para unha, amolecedor de cutícula e os blogs que falam do assunto.

Depois de tanto ler sobre unhas no Unha bonita, no Loucas por Esmalte, no Esmalte Digital e no Tudo Sobre Esmaltes, comecei a pesquisar mais sobre cores, esmaltes, tendências, e também a ver o que eu gosto e o que eu REALMENTE não gosto "a título de" esmaltes.

Algumas cores ainda me dão nos nervos, outras eu me rendi e me apaixonei... E às vezes, eu sofro decepções nessa área. Foi o que aconteceu (um pouco) com a coleção Contos de Fadas - Bruxas, da parceria Alis Lookeria.

Quando vi este post aqui, falando dessa coleção, juro que me apaixonei. A idéia é bem criativa - aliar cores de esmaltes às personagens más da Disney? Show! Me apaixonei principalmente pelo Rainha Má, da coleção, que ficou IDÊNTICO ao do desenho.

Rainha Má DIVOSO!

Ontem - P.S.: comecei a escrever o post na 5a. feira, dia 07/07; finalmente, chegaram em casa. Fui abrir, toda feliz, o meu pacotinho vindo dos Correios, já que banquei a #loucataradaporesmaltes e comprei o kit completo com 6 esmaltes.

Kit divulgado no site da Lookeria

Mas a forma como a empresa arrumou os esmaltinhos (com bilhetinho personalizado e tudo!) valeu como recompensa, mesmo o laço da bolsinha estando solto. A gente vê nesses pequenos detalhes o cuidado com os clientes.

Primeira Decepção: a bolsinha onde estavam os esmaltes veio rasgada. Tanto perto do fecho quanto no fundo. Infelizmente, não vou ter como guardar a coleção toda junta... Too bad, too bad.

Mas a ansiedade em ver os esmaltinhos ali, juntinho de mim, superou essa decepção. No post do Esmalte Digital, foi mencionado que o Úrsula seria perfumado. Fui na fé, né? Infelizmente, o "perfume", pra mim, parecia cheiro de... esmalte. Mas aí, a decepção não foi com a empresa, nem com o blog. De repente, o esmalte que enviaram pra ela tinha cheiro, mesmo; e o meu não. Acontece - tipo, quando vc quer um sapato na loja e não tem da cor que vc quer.

Segunda Decepção: o pincel do Rainha Má veio quebradinho. Sério, ele tá meio soltinho, nem encaixa direito a tampa no vidro! Dá até medinho de usar, pq vai q quebra de vez, né? O vidrinho é parecido com os da Risqué, pode ser que, assim q um dos meus acabar, eu troque a tampa.

Dito isso, eu não via a hora de usar todos eles. No vidro, amodorei todos, sem distinção. Já nas unhas...

Os esmaltes são mais líquidos que os meus outros da Colorama, da Risqué e da Impala. Eu tenho um sério problema com isso, pq qto mais líquido o esmalte, mais cuidado eu tenho q ter pra não manchar. Especialmente à noite. Mas o Rainha Má está se superando, mesmo sendo bem líquido (na minha concepção, óbeveo), tem uma cobertura boa. Dependendo da quantidade que coloca no pincel, dá pra usar uma única camada sem problema. Passando a segunda camada, a cor fica IGUALZINHA à imagem do desenho. Não achei nenhuma imagem BOA o suficiente pra mostrar as unhas vermelhas da Rainha Má, por isso fica por isso mesmo.

O Malévola me lembrou bastante o Psico da Risqué, da Coleção Sweet Rock'n Roll, qdo passei nas unhas. Tipo um roxo ligeiramente puxado para o metálico, é pra ser usado com atitude!

O Cruela corresponde àquela imagem fashionista e elegante da Cruela: marrom com brilhos, até lembra de longe o Café da Colorama, mas com um toque de brilho.

O Madrasta foi o segundo motivo pelo qual resolvi comprar a coleção: a descrição do site diz "cinza-chumbo fosco", e logo em seguida "com extra-brilho: leves brilhinhos". =S Não entendi nada, Lookeria! Ele é fosco mas tem brilhinhos? Bom, na minha unha, o Madrasta ficou... VERDE! Mas ficou lindo, mesmo assim, vcs não têm LO-ÇÃO do amor q garrei nesse esmalte. Não sei se gasto tudo numa única tacada, ou se economizo pra datas especiais...

Ufa! Chegamos ao Úrsula (pra quem não lembra, Úrsula é a malvada da Pequena Sereia). A cor não poderia ser mais perfeita, é um azul muuuuuuuuito chique, tou até pensando em usar no escritório um dia desses.

Por último, o esmalte que definitivamente eu não gostei. O Grisela e Anastácia (que são as irmãs feias da Cinderela), definitivamente, não fez a minha cabeça. Ele teimava em fugir das minhas unhas, por menos esmalte que eu usasse! Quando finalmente ele resolveu secar, ficou mega-esquisito: um transparente meio furta-cor, que me lembrou o Galáxia, dos tempos que a Colorama fazia vidrinhos retangulares. Ainda não ganhou meu respeito.

Ontem (10/07/2011), resolvi fazer um teste com ele, pra ver se era implicância minha ou não. Passei duas camadas do Grisela e Anastácia em uma unha. Uma camada do Plano Perfeito, da Colorama, com uma camada do Poção Mágica (glitter da Colorama) e uma camada do Grisela e Anastácia em outra; e na terceira unha, passei 1 camada do Plano Perfeito+1 camada do Grisela e Anastácia+outra camada do Plano Perfeito. Aí, sim, deu pra encarar o dito-cujo; pois ele realçou a cor do Plano Perfeito; se fez presente, ficou show. Até ele sozinho, por cima do Plano Perfeito, já dava o toque diferenciado.

Resultado final? Estou com o Rainha Má nas unhas! Se elas estivessem mais compridas, eu iria, com certeza, dar aquela gargalhada maquiavélica da Rainha... HAHAHAHAHHAHAHA!

Em tempo: o Rainha Má sozinho já é uma coisa, mas passando um top coat por cima, ele fica total DIVOSO!!! Recomendo pra todo mundo!

16 June 2011

Imagina quando chegar a Copa...

Essa é a frase mais ouvida pela minha pessoua, de uns tempos pra cá. "Imagina quando chegar a Copa". E olha que nós estamos "só" na metade de 2011.

Merecia até um vídeo no Youtube, com montagem de gente que falou isso na TV. Quantos minutos será que ia dar?

Entrou no ônibus lotado: "se tá assim, imagina quando chegar a Copa". Tem fila pra pegar o ônibus: "se tá assim, imagina quando chegar a Copa". Tem congestionamento na hora do rush: "se tá assim, imagina quando chegar a Copa". Os aeroportos estão uma m&$%@: "se tá assim, imagina quando chegar a Copa". Não tem médico nos postos de saúde E nem no pronto atendimento: "se tá assim, imagina quando chegar a Copa".

Ainda acho que foi besteira o Brasil ter se candidatado a sede da Copa do Mundo em 2014. Pior, acho que Curitiba não tem a menor vocação nem estrutura mínima pra um evento desses. Não tem vocação pq a maioria dos curitibanos não fala com estranhos, e não fala outra língua que não seja português. Querem um exemplo prático? Eu vos forneço.

No ano passado, eu estava no centro (indo para o fórum, provavelmente). Justamente naquele dia, teve uma suspeita de bomba na Biblioteca Pública. Aí foi aquele fuzuê que só brasileiro sabe fazer: juntou uma galera que nada tinha a ver com o pato, querendo saber qual era o babado, pq a rua e a calçada tava interditada e talz.

Assim que me interei do fato, na hora em que eu já estava indo dar a volta na quadra pra me dirigir ao meu destino, vi OUTRA muvuca. Só que no caso, era um cara alto, grande, falando em INGLÊS! Os guardas municipais E da polícia militar que estavam lá não entendiam nada que o rapaz falava, e tentavam explicar em PORTUGUÊS (obviamente, sem sucesso) o que estava acontecendo. E o cara ali, perguntando "are you nuts, man? ARE YOU NUTS? Why cannot I go to my hotel?*" (espero que quem saiba falar inglês melhor que eu não me mate). Quando finalmente entendi o barraco, me prontifiquei a explicar pro nosso amigo gringo porque ele não podia entrar AINDA no hotel.

Depois de uns 5 minutos de conversa em um english muito do capenga (pois é, só fiz um ano, então teoricamente estou no intermediate level, indo pro book 3), o amigo de outro país entendeu, saiu de perto "because the police needs to do the necessary work**" (pelo menos, foi o que eu entendi) e ficou tudo em paz. Tenho certeza de que não xinguei o rapaz. Ah, no final das contas, parece que nem tinha bomba, e nem saiu na TV a notícia. Hunfs.


Cara, se numa situação, digamos, "corriqueira", os caras não conseguem entender o MÍNIMO de inglês... "Imagina quando chegar a Copa".

Além disso, falta estrutura (não só pros jogos, como a maioria tá pensando) no país como um todo.

É de se pensar.

* Você tá louco, cara? VOCÊ TÁ LOUCO? Por que eu não posso ir pro meu hotel?
** Porque a polícia precisa fazer o trabalho necessário

15 June 2011

Educação, Consideração e Bom Senso

Eu sei que tenho que trabalhar e que vou parecer uma reclamona de marca maior. Talvez depois dos 30 a gente fique rabugento, mesmo. Mas o que vou postar aqui, com certeza, tem pouco a ver com rabugice.

Quando eu era criança, lá em casa minha mãe SEMPRE nos ensinou a tirar nossos pratos da mesa. Sempre. Assim, via de regra, lá em casa é assim: comeu, tira o prato da mesa e põe na pia pra lavar. Às vezes acontece de um ou outro estar com pressa ou até mesmo esquecer de tirar o próprio prato, mas é mais exceção do que regra.

Quando íamos comer em algum restaurante self-service, e que tinha espaço para colocar as bandejas, mesmo a gente tendo em volta de 10, 12 anos, minha mãe fazia questão que a gente tirasse as bandejas e pratos da mesa. E nós crescemos assim.

Quando vou com meus pais, meus irmãos, meu namorado, meus amigos, ou até mesmo ao shopping e paro pra comer, é inevitável: terminando de comer, eu olho em volta pra ver se tem alguém precisando da mesa e já vou tirando bandeja, papel, copo, tudo que possa "sujar" a mesa e já vou dando indicação pra pessoa que ela pode ocupar a mesa.

Por isso mesmo, quando fui em um Shopping daqui de Curitiba, pra almoçar correndinho, e me dei conta do quanto tem adolescente mal-educado, sem consideração e sem um pingo de bom senso na cara espinhenta e que não se deram ao trabalho de levantar suas bundas sem celulite da cadeira, pegar a bandeja com os restos mortais de seus sanduíches (e acompanhamentos) e levar até o local reservado - olha só! - especialmente para isso. Além dos adolescentes, também vi jovens universiotários fazendo cara de c@ em relação à mesma situação.

O fato é: nem todo mundo PREFERE almoçar fast food em shopping todo dia. Tem gente que almoça lá porque tem um horário de almoço apertado e o local mais próximo do trabalho é justamente o shopping. Às vezes, é a opção mais barata (considerando o panorama geral).

Essa galera sai do trabalho após as 12h00, deve caminhar em torno de 10, 15 minutos, até chegar na praça de alimentação do shopping. Enfrenta uma fila monstro pra comprar o almoço, pode até passar uns bons 10 minutos esperando pra ser atendido e mais 10 pra receber o pedido (exceto em caso de self-service). Depois, vem a batalha pela mesa (no caso, qualquer mesa), que pode durar até 20 minutos (eu já fiquei mais de 30 em pé, esperando mesa). Por fim, esse pessoal termina de comer, recolhe tudo em sua bandejinha, leva até o local "indicado" - quer dizer, não tem local INDICADO, mas que é de fácil localização; e volta correndo pra passar mais 4 horas (pelo menos) até o fim do seu expediente.

Se o pessoal que espera até 30, 35 minutos pra almoçar e voltar correndo pro trabalho, perde no máximo 3 minutos levando sua bandeja da mesa até o suporte "bandejístico", POR QUE DIABOS E DIABAS COLORIDOS OS ADOLESCENTES (ESPINHENTOS OU NÃO) E OS UNIVERSIOTÁRIOS EM INÍCIO DE GRADUAÇÃO NÃO PODEM FAZER O MESMO? Por que eles são tão "melhores" que não podem pegar em suas mãozinhas tratadas a leite de cabra, creme Monange e Óleo de Amêndoas Paixão uma maldita bandeja que não chega a pesar 500g e levar, numa caminhada que nem é extenuante, ao maldito lugar onde devem ser colocadas as bandejas?

Fiquei observando hoje no Shopping daqui de Curitiba. NENHUM adolescente e/ou universiotário tirou a bandeja usada, o copo vazio, a caixa de sanduíche suja da mesa que estava ocupando. Tudo bem, tem o pessoal da limpeza pra isso. Mas não vai lascar o esmalte tirar a bandeja da mesa. Vc usou, não usou? Foi buscar lá no fast, não foi? CUSTA levar a bandeja de volta? CUSTA colocar o que está em cima dela no lixo e a bandeja sobre a lixeira? CUSTA ser educado?

Eu falo que tirar a bandeja da mesa é também questão de consideração justaNente por causa da galera da classe trabalhadora, e das mamães que vão com seus filhinhos fiasquentos nos shoppings, na hora do rush da alimentação.

A galera trabalhadora à qual me refiro não é só quem vai almoçar lá. Tem o pessoal da limpeza, que só no Shopping aqui de Curitiba deve ter umas 200 mesas pra limpar. E limpar não é só passar o paninho com o sprayzinho e tchuns. Os caras têm que tirar bandeja que nego porco deixou na mesa (muitas vezes, a mesa tá toda lambuzada de sal e ketchup e mostarda e maionese e molho e refrigerante e seilámaisoque), passar paninho, levar até o "bandejódromo", separar copo, canudo, guardanapo sujo, prato, talher... jogar o reciclável na lixeira reciclável, passar esfregão no chão, trocar os sacos plásticos das lixeiras... E isso é só o que a gente vê na praça de alimentação, fora o que a gente não vê. Custa ter consideração por essa galera?

Custa ter consideração com as mamães, papais, vovós e vovôs que levam suas criancinhas barulhentas ao shopping pra fazer um lanchinho e têm que ficar um tempão esperando mesa que os adolescentes espinhentos e não espinhentos (pra não falarem que estou sendo preconceituosa) não liberam - pq tem TROCENTAS mochilas ocupando TODAS as mesas disponíveis enquanto eles ficam em frente a 4 lanchonetes contando as moedas e vendo em qual irão gastar e qual lanche irão pedir.

Sabe, quando eu vejo esse pessoal que não se toca que é falta de educação deixar resto de comida na mesa que outra pessoa irá usar (principalmente entre 12h e 14h); que não se toca que é falta de consideração tanto por essa galera quanto pela galera que vai limpar a praça de alimentação; que não se toca que é falta de BOM SENSO não tirar uma mísera bandeja da mesa depois de terminar de comer... Me dá vontade de chegar presses animais e falar: "escuta aqui, vcs não têm casa? A mãe de vcs não deu educação, não? Vcs acham bonito deixar até 10 pessoas esperando vcs desocuparem uma mesa enquanto batem papo pra decidirem qual o maldito lanche de sempre vão pedir? Vcs gostam de chegar na praça de alimentação e as únicas mesas disponíveis estarem cheias de bandejas e restos de comida dos outros?"... E então esfregar a linda carinha da juventude curitibana criada a leite B nos malditos sachês de mostarda, ketchup e maionese que eles deixam nas mesas, virar os restos de refrigerante que restaram em seus copos com refil grátis de meia hora em cima das camisetas Lee e Cavalera pagas em 29798 prestações SEM JUROS.

Esses últimos eu tenho vontade de fazer porque, se eu simplesmente ficar falando sobre cidadania (e, sim, meus caros, eu acho que é cidadania deixar o local utilizado, seja ele onde for, parque ou shopping, LIMPO e UTILIZÁVEL para os próximos), eles vão me olhar com cara de vaca de presépio e dizer "Mu? Mumumu? Mumu!" e rir da minha cara.

13 June 2011

Alguém empresta aí?

Estou desesperadamente necessitada de um pouco de ânimo pra trabalhar, hoje. Sim, tenho prazos para a próxima semana, tenho análises de processos pra fazer, tenho uma porrada de assuntos pessoais pra resolver... Mas tudo isso vai embora com meia dúzia de palavras proferidas por uma única pessoa.

Não devia ser tão dolorido, não é? Sabe quando vc bate tantas vezes o braço que depois de um tempo batendo nem dói mais? Eu queria que fosse assim, simples. Tipo, que ouvindo essas mesmas reclamações volta e meia, isso parasse de incomodar e eu pudesse levar em frente, sem me importar com as reclamações que virão (pq, certamente, elas virão).

Engraçado como às vezes eu PRECISO ficar sozinha, curtindo minha tristeza, e sinto que não POSSO. Como se eu precisasse ser perfeita o tempo todo. Enche o saco esse negócio de serboafilha/serboairmã/sernamoradaperfeita/serprofissionalcompetente/serbemremunerada/sergatagostosasarada/seramigairmãcamarada/serinteligente/serbemhumorada/estarsempredisponívelpratodomundootempotodo/sabereducarobichodeestimação/comerdireitinhopranãoengordar/nãovirarfanáticadeacademia/nãofaltaracademiaporcausadegripeoudefrio... isso cansa. Deveras.

Eu já estou cansada de tentar ser perfeita em tudo. O tempo todo. Chega final de semana e eu já não estou mais ficando feliz (#fato). Chega 6a.-feira e eu já estou pensando em tudo que tenho pra fazer (ou deveria fazer). E chega na noite do domingo, eu já estou me culpando pq: 1) não consegui fazer nada do que eu havia me programado; 2) não descansei porra nenhuma; 3) acumulei tudo pra próxima semana.

Quer um exemplo? Este final de semana, foi Dia dos Namorados (êêêêêêêêêêêê!). Durante a semana, eu pensei em como me organizar para limpar o quarto, ajudar em casa, arrumar o guarda-roupa, fazer as unhas, fazer depilação, arrumar o presente do meu namorado, dar banho no cachorro e levar ele pra passear, além de estudar um caso pro trabalho. Pergunta: disso tudo, o que eu fiz? NIENTE! Nada.

Uma vez li nãoseionde que, quando a gente está num ritmo muito acelerado, a vida faz a gente parar na marra. O que me aconteceu, então? Acordei com uma GRIPE federal, a mesma que me atacou na semana passada e me fez faltar no serviço E na academia. Mesmo assim, eu levantei (contra a vontade) da cama e me propus a fazer todo o planejado (#NoivaCadáver feelings, "de acordo com o plano"). O mau-humor começou a dar as caras.

Resolvi almoçar no quarto, pq não estava me sentindo NADA bem... Tomei uns 3 comprimidos de antigripal pra aguentar o tranco, que resultaram num sono plácido até aproximadamente 9 da noite (o horário certinho eu não sei)... E como quando estou gripada fico de mau-humor, e sensível por conta da TPM #tudojuntoemisturado, achei melhor não obrigar NINGUÉM a me aturar. Isso tudo resultou em uma aparência monstruosa, fiquei sabendo que acharam que eu estava de birra (pra não falar nada do que ouvi), e só podia dar em m&%#@.

Resultado do final de semana? O pior Dia dos Namorados EVER, um mau-humor do cão, uma impossibilidade psicológica BIG pra trabalhar... E isso que ainda são 10h48m (eu já devia ter começado algum trabalho, e tou aqui, #matandotempo). Nem pra blogar no Eu, 31 Anos, Tentando Emagrecer tive paciência/vontade/ânimo/disposição.

Deviam vender blindagem pro psicológico em farmácia, ia vender horrores.

06 June 2011

Então...

Pois é, e então. Eu estou aqui no escritório, com trabalho até o pescoço, e com uma vontade eloooooooooooorme de sair correndo.

Detesto quando tenho uma porrada de coisas pra postar e não consigo, pq justaNente na hora de digitar, é que as idéias resolvem sair correndo. Tou meio que nem o Tico Santa Cruz: de manhã (às vezes, às 06 da matina, acordo com idéias) enquanto estou sozinha e/ou dentro do ônibus, as melhores idéias, com os melhores posts, estão fervilhando na minha cabeça - e eu não posso postar. Cheguei em frente ao micro, no escritório, em casa, na rua, na fazenda, ou numa casinha de sapê, foi-se o cafezal da viúva, não tem mais como conseguir de novo o post.

Hoje de manhã, por exemplo. Eu estava bem feliz pensando em um post maravilhoso sobre machismo X feminismo, tal e coisa, e em como essa porcaria de guerra dos sexos só atrapalha a nossa vida e convivência pacífica. E também em como o politicamente correto (ou tediosamente correto/politicamente chato) também deixa as pessoas burras, com medo de se manifestarem e podem levar a processos ridículos, desnecessários e totalmente fora de contexto como o desta notícia aqui.

Então, eu cheguei no escritório, depois de 4 dias em casa (5a e 6a por conta da gripe; sábado e domingo por DSR), cheia de coisas pra fazer... Mal pirei no meu outro blog, que fala quase que só de esmagrecimento (às vezes é chato/cansativo/pé no saco, mesmo ter que bater só numa tecla em blog); e aí já viu...

Antes de eu entrar no blog, não tinha idéia do que postar. Agora as idéias tão saindo meio que sem controle, acho que estou precisando de férias, já. Fico chateada com algumas coisas que acontecem no trabalho, em casa, na academia, na vida pessoal e afetiva, mas sempre relevo. Não é fácil comer feijão sentindo cheiro de picanha e fazer de conta que está tudo bem, mas a gente aguenta até onde pode. E vou te contar, viu? A gente aguenta muito mais do que acha que aguenta.

Sempre achei que não ia suportar ficar num trabalho em que eu tivesse que trabalhar com prazos apertados, precisasse limitar a minha criatividade, ficar enfurnada em horário "rígido", e sem férias. Sempre achei que ia ser meio artista, sei lá.

Hoje em dia, eu vejo que até que tem suas vantagens o trabalho que eu realizo: tenho CERTEZA de que depois do dia X, um trabalho feito vai ser entregue, e dificilmente vai me incomodar novamente. Tenho certeza de que irei entrar às X horas, e sair às Y horas, e que dificilmente vão me pedir pra passar do horário. O que me incomoda? O medo de ficar engessada nisso, e não crescer.

Por isso que eu adoro ter blogs. Porque lá/aqui eu me liberto, posso me expressar livremente, na hora que eu quiser, como eu quiser, o tanto que eu quiser. E ninguém vai me encher o saco por isso.

E que venha neguim me dando porrada e processo por isso. Tou louca pra desestressar em cima de alguém acho que preciso de um chocolate e ir ao shopping. A louca!

30 May 2011

Estou sem idéias!

Galera, estou tão envolvida com o outro blog e com tantas ideiazinhas para lá, que até esqueço de vir postar aqui. Por esse motivo é que tenho vindo pouco.

O fato é que estou com poucos assuntos pra dividir com vcs AQUI. Mas tb é verdade que aqui é meu lugar seguro. eu falo muito (mas muito mesmo!) de diversas coisas, mas quase todas são ligadas a emagrecimento. E aqui tem algumas coisas que eu gosto de falar e que não têm a ver com emagrecimento, como por exemplo... Homens de cabelo comprido (em especial, o meu). Calça jeans. Maquiagem. Esmalte. Desenho animado!

Mas eu ando sem idéia pra postar, gente. Eu volto, devagarinho mas volto.

Não esqueçam de acessar o site da Turma da Mônica Jovem, aí vão entender qual é a da "divosa"!!!

25 May 2011

Estou odiando a classe trabalhadora, neste exclusivo minuto

Explico, antes de ser taxada como antissocial (é assim que escreve agora?); preconceituosa; politicamente incorreta; grosseira e exploradora de massas: é neste exato minuto, coisa que provavelmente vai passar em breve, que estou odiando com todas as forças das minhas entranhas a fucking classe trabalhadora específica, agora. Sério.

Pessoua vem aqui no escritório uma vez por sumana, fazer seu trabalhinho, até no máximo as 3 da tarde. Eu não tenho nada contra essa pessoua, nem contra seu trabalho, nem QUASE nada que tem a ver com ela. Ela faz o trabalho dela, eu faço o meu, e ficamos todos felizes e contentes, cada qual recebendo pelo seu no dia certo.

Acho que cada um é livre pra expressar várias coisas de várias formas. Expressar seu amor às batatas fritas; ao trabalho; às pessoas que gravitam em torno de uma órbita helicoidal; e também a Deus. Até aí, normal. Eu sou católica, meu lovinho é kardecista, tenho amigos evangélicos. Se bobear, tenho até amigos envolvidos com outras formas de espiritualidade. Mas tem uma coisa: eu não obrigo ninguém a ouvir Padre Marcelo ou Padre Fábio de Mello quando estou por perto. Nem obrigo a ouvir Kiss, Aerosmith, Detonautas, Bee Gees... pq ODEIO qd estou num lugar e começo a ouvir coisas q não gosto, não aprecio, não simpatizo, não suporto, acho que deviam ser extirpadas do Universo como um todo.

Aí, vem a pessoua no escritório, e se bota a cantar e ouvir em um volume audível em outra sala (acho q dá uns 50 metros de distância de onde estou) essa porcaria de música gospel q eu não gosto, não aturo, ainda mais no meu ambiente de trabalho.

Não ouço minhas músicas favoritas pra não tirar a concentração dos meus colegas; nem pra atrapalhar ninguém no telefone. Minha mãe sempre ensinou a abaixar o volume da TV sempre que o telefone toca (faço isso um pouco tb pela fofoca, mas não sou perfeita, sou só divosa). Pq ATRAPALHA vc falar com uma pessoa enqto tem outra ouvindo uma porcaria em volume alto.

Se a pessoua em questã quer ouvir suas gospelzices, que ouça. Não sou contra isso, não. Sou contra ela me OBRIGAR a tb ouvir isso, SEM QUE EU QUEIRA. Não contente em ouvir no fone de ouvido, ela CANTA a coisa PERTO DA MINHA JANELA!!! Cara, isso é muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito irritante.

Tirando isso, nem odeio ela tanto assim. Só neste exato momento, que parece que ela escolheu para não apenas ouvir em um volume audível em todo o escritório, mas também para cantar.

20 May 2011

Descoberta Científica-Murphyana da Máxima Relevância

Café é atraído para suas roupas na proporção inversa e direta à cor e amor que você tenha à peça em questão.

Resumindo: peguei uma p0#%a dum copo descartável para tomar um café no escritório que tinha o fundo quase todo furado... Mas não me liguei pro fato, até tentar beber o dito líquido e derramar metade SOBRE A MINHA CAMISA BRANCA FAVORITA!

Deus me disse...

... "Desce e Arrasa. Mas ó: vc ainda vai se f0*&# muito antes de arrasar. Mesmo assim, DESCE E ARRAAAAASA" (sim, a frase ficou meio gay, mas a intenção de God foi a melhor).

Meu problema é que, via de regra, eu "lembrava" só da parte do "vc ainda vai se f0*&# muito". E me esquecia de arrasar.

Aí, quando voltei da médica, vim pensando em como eu ando chorando muito "à toa", ultimamente mas a culpa por qualquer enchente que ocorrer não é minha. E me lembrei do que Deus me disse antes de eu nascer. Fiquei uns booooooons 15 minutos enfiando na minha cabeça que Ele me mandou ARRASAR, e não me f0*&#. Ou seja, se é para arrasar, vamos fazer a coisa bem feita.

Na real, Deus deve dizer isso pra cada um. Tipo, "Desce e arrasa". A frase seguinte é que ferra todo o esquema. No meu caso, foi "vc ainda vai se f0*&# muito antes de arrasar". Mas a ordem celeste foi clara: DESCE E ARRASA! E, gente, tou sentindo que, logo logo, Deus vai virar pra mim e dizer Eu não mandei vc descer e arrasar, P0#%A? Não fez isso ainda POR QUE?.

Antes de que Deus me fale isso com voz de trovão, vou fazer o que Ele mandou...

12 May 2011

O Fantástico Mundo Corporativo

Trabalhar podia ser pior. Ou melhor, depende da situação. Hoje tive CERTEZA de algo que eu já desconfiava há tempos. Não dá mesmo pra confiar em certos colegas de trabalho.

Mania da gente ficar tentando ser amiguinho de colega de trabalho. É aquilo que a minha mãe sempre me disse: "colega é colega, amigo é amigo, e amigo vc conta nos dedos". Eu diria mais: nos dedos de uma mão. Com esforço, nas duas.

Vamos ao fato. Acontecido há poucos minutos. O meu dia não começou bem, hoje, em razão de um maldito engarrafamento acontecido na rua em que passa o meu ônibus. O que me fez perder preciosos 15 minutos esperando para chegar ao ponto em que desço (em dias normais, o mesmo percurso dura entre 5 e 10 minutos). Ou seja, lógico que cheguei MUITO atrasada no escritório. Assim que pus os pés no local de trabalho, vi um sorrisinho maroto de pura satisfação em olhar o horário em que adentrei na empresa... e o que EFETIVAMENTE eu deveria adentrar. Como eu já estava irritada o suficiente, na hora não me toquei nem me irritei - mas pensando bem, agora, estou começando a me irritar (o que me faz praticamente torturar o teclado metralhar letras).

Sem problemas. Irritadíssima, resolvi descarregar toda a minha raiva na digitação e pesquisa na internet para fazer uma petição que tenho prazo pra entregar ao chefe hoje (sim, eu mesma me estipulei esse prazo). Não é um processinho fácil, sabem. Depende de toda a minha concentração, a qual resolveu tirar férias por tempo indeterminado e manda lembranças da gaveta de meias.

Enfim. Agora há pouco, vi que essa colega não estava em seu posto de trabalho habitual, embora estivesse trabalhando. O telefone tocou, e não vi nada demais em puxar a ligação. Atendi o cliente (como normalmente faria), desliguei o telefone, beleza. Teria um recado para passar ao BB (Big Boss) quando ele retornasse ao escritório. Nada fora do controle, concordam?

Foi aí que o cliente, sabe-se lá porque cargas d'água resolveu ligar de novo. Pra perguntar a mesma coisa. A pessôua em questã falou para o cliente que ele havia sido atendido por mim, pois ela viu a hora em que eu puxei a ligação pra minha mesa. Acontece que, menos de 10 minutos depois da ligação do cliente, o BB chegou. Normal, tranquilo, e ela se limitou a falar que o cliente havia ligado perguntando da audiência. Não mencionou que eu havia atendido o cliente, nem nada.

Não tinha problema nenhum em ela ter dado o recado de que atendeu o cliente. O que me deixou possessa é que ela não mencionou que ele havia ligado antes e que eu havia atendido! Se ela falasse isso, não ia ficar chato, feio, irresponsável ou pouco competente da parte dela. Ia parecer que ela passou a ligação pra mim.

Ela não rouba meus clientes (até porque nossos trabalhos/profissões/atribuições são diversas). Não fico chateada por isso, por não ter dado o recado inteiro. O caso é que ela simples e totalmente DESCONSIDEROU a minha atuação profissional, mesmo sabendo que eu havia atendido o cliente! E isso conta muito onde estou. Atender clientes faz parte da profissão, às vezes eu dou perdido neles (quando estou no meio de uma puta petição), mas atendo todos de boa vontade e educação mínima.

Enfim. Além disso, a pessôua em questã também se "aliou" a outro "cuco" do lugar, que é conhecido por ser um FDP que só quer se dar bem por ser parente do BB. A gente sabe bem que, qdo isso acontece no local de trabalho, não resulta em boa coisa.

Ou seja, se antes eu tinha um certo receio, distanciamento, com a pessoa em questão, agora já tá ficando na cara. Pode isso? Quem me garante que essa pessoa é efetivamente confiável?

Sinto falta da minha amiga que ocupava esse posto...

11 April 2011

Hoje eu acordei...

Hoje eu acordei no horário que permite me arrumar e vir pro trabalho, sem atropelos e com folga. Mas, por algum motivo mágico que eu realmente desconheço, não consegui levantar. Fiquei naquela de "mais 5 minutinhos, mais 5 minutinhos" e acordei no horário de sempre. Ou seja, fui a última a chegar.

Eu nem queria vir hoje pro escritório, e nem era por não ter nada pra fazer - até pq, nesses casos, eu acho algo pra fazer. Mas a questão é que a minha cabeça ficava martelando lá dentro "não quero ir, não quero ir, não quero ir", até que meu senso de responsabilidade para com minhas contas falou mais alto e me tirou da cama.

Aí, me arrumei, tomei café e vim pro escritório. Fiquei pensando uma porção de coisas, mas continuo sem vontade de estar aqui, sabe? Preferia ter ficado em casa, na minha cama, com o meu Luque, vendo TV. Tive pesadelos à noite, não lembro como eram, mas certamente eram pesadelos. É como se eu estivesse precisando de um tempo pra pensar.

Eu podia dizer que estou cansada de tudo, mas não estou: gosto da minha vida, das pessoas que estão nela, da academia e tudo o mais. Pensei em dar um tempo na academia por esta semana, mas como a semana q vem já é feriado, vou deixar pra matar academia semana q vem. EU PRECISO NÃO IR PRA ACADEMIA POR UNS DIAS. E nem é pq eu não goste, é que realmente preciso me afastar um pouco.

Acho tb que está na hora de eu seguir meu caminho profissional sozinha, arranjar uns clientes meus, talz. A forma como são conduzidas as coisas em 2 escritórios não me agradou, e isso me faz mal, pq eu acabo trabalhando como se o escritório fosse meu - e não é. Os clientes não são meus, eu não recebo honorários por trabalho realizado.

Talvez seja isso que me incomode. Acho que eu precisava era ter alguém pra desabafar tudo, tudo, tudo, com calma, de preferência na hora do almoço. Só que não tenho esse alguém tão disponível assim, embora tenha vários "alguéns" que se disponibilizariam, de boa vontade, simplesmente pq gostam de mim.

É, o jeito é voltar a trabalhar.

07 April 2011

Cansei

Pois é, cansei de tentar ser amiguinha de todo mundo - fracasso total para uma libriana, como diz meu amor. Esse negócio de tentar ser amiguinha de todo mundo, o tempo todo, é cansativo, inútil e inevitavelmente fadado ao fracasso.

Explico porque(b***a de nova ortografia, eu não sei mais qdo acentuar o "porque") é tão cansativo isso. Vc precisa, o tempo todo, ficar sendo alguém que não seja vc mesmo, já que a outra pessoa não está esperando isso - mas sim, alguém que ela espera que vc seja. Complicado? Eu não acho.

E sabe pq isso acontece? Pelo mesmo motivo pelo qual todos tentamos ser únicos: cada pessoa é DIFERENTE e ÚNICA, com sua personalidade própria, seus sonhos, desejos, qualidades, defeitos e chatices únicos.

Tava pensando nisso hoje de manhã, enquanto vinha pro escritório. Depois de uma reuniãozinha básica, onde foi claramente solicitado pelo BB (Big Boss) que chegássemos todos no horário (a despeito de não morarmos todos no centro, onde o escritório está localizado), começou uma espécie de "gincana" entre nós (todos adultos e bem-resolvidos): o último a chegar é quem passa o dia sendo o "bad guy" do escritório. Para que vcs entendam: não, nós não batemos ponto. Por isso, quem chega por último, acaba sendo meio que mal-visto, pois os demais chegaram antes.

Passei por isso, fui a "bad girl" por uma semana, e agora procuro acordar mais cedo (aaaaaaaaaaaaargggggggggghhhh) para não estar na berlinda da vez. A competição ficou braba, meu amigo. E nem é uma competição agradável, algo que te faz crescer, te instiga a seguir em frente e melhorar seu desempenho. É o tipo de competição que faz vc só querer esfregar na cara do colega da sala ao lado ou em frente que "é melhor que ele/ela". Poutz, onde é que eu fui me enfiar!

Outra coisa ruim de tentar ser amiguinho o tempo todo é que vc espera que os demais façam isso por ti, tb. E se isso não acontece, é mega-frustrante. Vc se sente um nada, dá uma insegurança (que leva ao ciúme e à inveja, assumo), qdo aquela pessoa a quem vc se dispôs ser "amiguinho" não te retribui da maneira esperada. Por incrível que pareça, eu vivo isso. E é um saco. Até vc se recuperar, demora, e até lá, vc convive pensando se é uma pessoa tão ruim assim pra que não gostem de vc.

Mas eu tb tenho minhas pequenas e felizes compensaçõezinhas. Uma delas é a minha nova cunhadinha, namo do meu irmão do meio, que tem sido uma fofa comigo e com o resto da família. É uma pessoa que, se eu conhecesse ANTES do meu irmão, com certeza iria querer que fosse minha amiga e não ia querer que namorasse o meu irmão. Sorte dele que foi ele quem a conheceu primeiro. Enfim.

Minha nova cunhadinha é beeeeeeeeeeeeeeem parecida comigo, tanto é que neste domingo vamos sair juntas, as duas, SEM ELE. Sem namos. Coisa fofa, né? Total "girl program".

Pois é, galera. Vou nessa, que ainda não comecei a trabalhar... E, se eu não trabalho, não recebo o minguado $$$$$. E quer saber? Não preciso ser amiguinha de ninguém aqui, não. Mania de querer ser boazinha! Bonzinho só se f**e no mundo corporativo!

19 August 2010

Jogos

Jogos entre pessoas sempre são uma demonstração de poder. De qualquer tipo de poder. Qdo vc finge que não está a fim de alguém, mesmo estando, é uma forma de poder. Poder no estilo "te-trago-pra-mim-a-hora-que-EU-quiser". Qdo finge não se importar com as coisas que as pessoas fazem, pra que elas te contem o que vc quer/precisa saber, é uma forma de poder.
Eu nunca soube fazer esses joguinhos. Era uma desgraça, qdo caía de amores por alguém, babava total. Não conseguia parar de olhar, não conseguia me fazer de difícil, não conseguia ficar só amiga, não conseguia disfarçar. Nem pra dar gelo em alguém, pra que essa pessoa passe a me valorizar, eu sou boa. Não sei o que é isso. Talvez, o famoso "sincericídio" (imortalizado pela "Fazenda" da Record).
Quando conheci o Fabiano, de cara fiquei doida por ele. Sério. Não consegui fazer charme, não consegui esperar até o segundo encontro pra nada: eu queria beijar, andar de mãos dadas, abraçar ele naquele dia, naquele momento. Até que, na hora de me despedir, falei a real: que queria um beijo dele. Fui atirada, meeeeeeeeeeeeeeerrrrrrrrrrrrrmo. Resultado: quase 5 anos de namoro.
Com as pessoas que quero manter amizade, relacionamento, convivência, também prefiro que seja assim: não gostei, f**a-se, vamos resolver logo. Detesto ter que ficar tentando adivinhar o que passa pela cabeça do outro, o que levou a agir assim ou assado, etc. Esse negócio de "bate-assopra" pra mim é uma perda de tempo, queria que as pessoas parassem com esse negócio de falar pra mulherada se fazer de difícil pq homem gosta é de conquistar. E também que parassem de falar pro machario que mulher quer ser conquistada, se ela ceder muito fácil, é pq não presta, vai com todos, etc.
Tem uma diferencinha básica entre se valorizar e se fazer de difícil: se valorizar, na minha modesta, humilde (e por módico preço) opinião, é vc saber o que quer, e não aceitar qqer coisa/ qqer um só por não se encaixar no padrão que vc mesmo escolheu. Tipo, é fã de morenos de olhos verdes e cabelos compridos encaracolados; mas só aparecem loiros de olhos azuis totalmente mauricinhos. Aí, vc aceita ficar com o último tipo, e assim vai... Ser difícil, pra mim, é a típica atitude que te faz perder tempo: vc tá lá, conversando com o cara, louca pra agarrar, beijar, fazer sabe-se-lá-o-que, mas... vai enrolando, pra ver se ele fica com mais vontade que vc. Criar um mistério é legal, mas ficar dificultando, dificultando, dificultando, me parece perda de tempo. Se o cara é legal, te trata bem, dá inequívocos sinais de que tá a fim, e vc tá a fim tb, vai em frente. Se vc não tá tão a fim assim, chega e fala com jeitinho, pra não perder o amigo. Mas não fica enrolando.
O ruim, pra mim, é quando esses joguinhos acontecem justamente em relações em que não deveriam acontecer. Tipo, pai/mãe/filho; irmão/irmã; namorados; amigos... Quando vc tenta falar as coisas, não deixa o outro pular fora. Pq aí começam os jogos de vingança (eu sei, também faço. Não devia, mas faço). Aquela coisa, "vc me judiou, agora vai ver só". Triste. Mesmo.
Ainda vou tomar jeito, quem sabe deva aprender a fazer esses joguinhos, tb.

05 August 2010

Tem horas q eu não entendo...

Não entendo a mim, não entendo os outros, que dirá as situações. Digamos que o momento esteja difícil. Para ambos. E que ambos comecem a se dar bem, a conversar...

Um dia, ambos verificam que do jeito que está, a situação não vai durar e nem prestar. Se assustam mutuamente. Ambos estão confortáveis com a situação, mas se assustam mesmo assim. Resolvem continuar.

Num belo dia, ou não tão belo assim, começa a surgir uma tensão entre ambos. Algo inexplicável. Algo que somente pode ser vivenciado. Pensamentos (pelo menos, na cabeça de um) surgem. Dúvidas surgem. Ponderações surgem.

E, eis que do nada, sem aviso prévio, a situação é resolvida unilateralmente. Não é uma situação agradável,confortável, bonita. A solução adotada não traz felicidade a ambos. As indagações surgem, mas mudam de foco: por que isso, por que aquilo? O que eu fiz de errado? O que eu fiz de mais? O que eu fiz de menos?

O pior de tudo isso é a insegurança gerada para e por ambos: como será o tratamento no futuro? Qual será o protocolo que deve ser adotado? Como deverão agir em frente aos demais? E entre si, usarão de gentilezas ou voltarão a como era no princípio?

Quero voltar e deixar como estava. Estava bom. Não ia passar daquilo. Mas estava bom. Era uma forma de alívio - pelo menos, para um...

04 May 2010

A nossa vida pelos outros

Todo mundo acha que sabe o que é melhor pros outros. Menos, é óbvio, a gente mesmo. Qualquer coisa que não corresponda à expectativa dos outros sobre a nossa vida, já é motivo de crítica, reclamação, chacota... O pior é quando vem de alguém que respeitamos, amamos, consideramos e, sobretudo, ouvimos.
Aí ficamos pensando se as nossas escolhas estão realmente nos levando para o caminho da felicidade; e se tomarmos o caminho indicado pelos outros, estaremos melhor... Eu juro que fico pensando nessas besteiras.
Aí eu descubro, depois de muito pensar - e, é óbvio, forçar enormemente meus globos oculares a fim de não chorar feito um bezerro desmamado e com MUITA fome - que eu sei exatamente o que quero pra mim, pra minha vida, e que certamente serei a pessoa mais triste, rabugenta e gorda deste lado de cá do mundo caso abra mão do que quero.
Se mais pra frente não der certo, sei lá, vou vender pamonha na praia. Imaginem que linda cena: eu, na praia, um sol que com certeza foi o capeta quem colocou, gorda feito uma boia de baleia (aquelas de Free Willy), vendendo pamonha num isopor encardido e gritando "pamonha, pamonha, pamonha! Pamonhas doce e salgada! Curau e doce de milho verde". Freaking nightmare!
Não, não, é melhor voltar pra realidade, e seguir em frente como sou, de onde estou, sempre acreditando que as MINHAS escolhas, por mais que não pareçam, ainda são as melhores pra mim.

30 April 2010

Mas então...

Eu podia estar peticionando, podia estar estudando, falando com algum cliente, mas estou aqui, lendo os arquivos dos dois blogs mais engraçados que eu já li, o "Homem é tudo Palhaço" (www.tudopalhaco.blogspot.com) e o "Ninguém lê esta Porcaria" (www.vidabizarra.blogspot.com). O pior é que eu já tentei me afastar do vício e não consigo.
Prometo que vou só ler mais uma página de arquivo e volto a trabalhar, juro...

29 November 2009

Hooligans Brasileiros, Paranaenses, Curitibanos

Eu curto futebol. Curto ir ao estádio ver meu time jogar. Até curto assistir, uma vez ou outra, mesa redonda na TV. Torço, assisto jogo, vibro, em uma época cheguei a VIVENCIAR o futebol. Ainda pretendo, algum dia, advogar para algum clube de futebol - principalmente, se esse clube for o Paraná Clube (PrC).
Então, você deve estar se perguntando, por que o título de Hooligans? E eu explico: sexta-feira, dia 27/11, vi de perto, no terminal do Capão Raso, em torno das 7 ou 7 e meia da noite, uma cena típica daqueles marginais que se dizem torcedores: os hooligans.
Quando eu era pequena, ouvia diversas histórias sobre as brigas que aconteciam nos Atletibas. Não eram lendas urbanas, sempre alguém conhecia alguém que tinha sofrido uma violência por torcer para outro time. Tudo era motivo: ser coxa, ser atleticano, estar com uniforme da organizada, ter o adesivo do time colado na pasta do colégio, falar que torcia para um ou para outro time... Tudo era motivo. Eu tinha medo. Até hoje tenho de, por um azar do destino, passar perto de algum louco varrido que não torça pro PrC e, por eu estar vestindo as cores erradas, me dar mal.
No último dia 27/11, fiquei indignada e revoltada por conta de uma "suposta" briga de torcidas. O que mais me chamou a atenção e enojou foi o fato de que não eram torcidas adversárias: as duas torcidas que se enfrentavam abertamente no terminal do Capão Raso torciam para o meu time, o Paraná Clube.
Eram mais ou menos seis e vinte quando peguei o Circular Sul no terminal do Boqueirão, e em uma determinada altura, entrou um rapaz com o uniforme do Paraná. Intimamente, eu sorri. Acho que até pensei "que bom, um paranista". Continuei no ônibus, e mais ou menos na altura do terminal do Portão, esse paranista pegou o celular, e perguntou para um amigo onde "ia ser o fervo". Aí, me toquei de que provavelmente teria jogo do Tricolor naquele dia.
Chegando ao terminal no Capão Raso, ouvi um foguetório e, quando desci do ônibus, me assustei com a quantidade de torcedores paranistas lá. Mas mesmo assim, me senti tranquila, afinal, eu também sou paranista. Enquanto eu andava para o tubo onde pegaria o Colombo/CIC, notei alguns seguranças correndo pelo terminal, gritando, apontando para determinada direção... E vi que, do outro lado do terminal, estavam mais alguns torcedores do PrC.
Não, amigos, não eram poucos torcedores. Era uma MASSA de torcedores. Dos dois lados, o que eu estava e o outro lado. Foi quando me bateu o medo. Medo de ser paranista e ser confundida com eles. Medo de ser paranista e eles acharem que eu NÃO ERA paranista. Medo de apanhar. Medo de sofrer alguma violência. Isso porque as duas torcidas (pelo que eu pude entender, "Zona Norte" e "Zona Sul") estavam se provocando mutuamente.
Para isso eu nunca tinha me preparado psicologicamente. Quando há torcidas do Coritiba e do Atlético em um mesmo terminal, em dia de jogo, eu sei o que fazer: fico na minha, não provoco, não olho diretamente para eles, não uso o meu ar de desafio. E, se o pau começar a comer, dou um jeito de fugir. Mas, o principal, é que nunca, em tempo algum, nem sob tortura, eu falo que sou paranista, nesse caso.
Agora, quando são duas torcidas que deveriam apoiar o MESMO time, se provocando, chamando pra briga (porque era o que eles estavam fazendo), eu juro que não sabia o que fazer: além de fugir, o que eu faço? Falo que também sou paranista ou deixo pensarem que torço pra qualquer outro time (sei lá, o América e o XV de Piracicaba seriam boas opções)? Não me entra na cabeça, por nenhuma lógica torta que seja, esse tipo de rivalidade.
Aliás, tenho em mente algumas sugestões para tentar acabar de vez com essas brigas: ficha na polícia para os desordeiros, e punição com multa pros clubes e jogadores toda vez que isso acontecer. Mas não qualquer multa: além de uma multa braba, as torcidas dos clubes que se envolverem em briga antes e depois do jogo estarão PROIBIDAS de assistirem aos próximos 5 jogos do time nos estádios, mesmo que não seja seu o mando de campo. Perdem as torcidas, perdem os clubes, perdem os jogadores, perde o futebol... mas salvam-se vidas, integridades físicas, tranquilidade, tudo mais.
Fiquei revoltada porque vi no Capão Raso, gente assustada com as torcidas se enfrentando, e tendo que ser contidas com cassetetes por seguranças. Era gente que não tinha nada a ver com o pato; que estavam voltando do trabalho (como eu); que voltavam com seus filhos; que voltavam (ou iam) para a aula; gente idosa... Todos na mesma situação: assustados com a possibilidade de apanhar, de ser agredidos, de sofrer qualquer dano. E isso, gente, não tem como as torcidas remediarem.
Por isso, peço a você, que está lendo este texto agora, que abrace mais uma causa em favor da não-violência: chega de brigas intra-torcidas. Chega de guerras entre torcidas. Chega de tentar mostrar no grito e no braço que seu time é melhor; que sua torcida é melhor e domina. Se não por você, por algum conhecido seu. Já ouvi diversas histórias escabrosas, que não foram divulgadas na TV, por conta dessas gangues que se fantasiam de torcedores, e se escondem sob uma máscara de torcida organizada.
Peço aos dirigentes de torcidas organizadas que realmente ORGANIZEM as torcidas. Para que ninguém, dentro ou fora delas, seja atingido por meia dúzia de marginais que pode até ser que torçam pelo mesmo time que vocês, mas que com certeza, estendem sua fama de desordeiros ao resto de uma "organização" que faz com que o futebol se torne um espetáculo mais bonito.
E se você conhece um cara que ama encontrar com a torcida organizada pra brigar... o que eu posso dizer? Esse aí só vai se mancar que briga de torcida não faz o time crescer quando ver alguém próximo (amigo, parente, vizinho) morrer de uma maneira estúpida, justamente por conta de uma discussão no bar sobre o jogo do último final de semana...

05 October 2009

Quando o Bloqueio é uma M...

Acho ridícula essa história de bloquear sites nos locais de trabalho. Tudo bem em relação a bloquear sites pornográficos - tem cara sem noção do quanto é constrangedor ir na mesa do colega para falar de algum projeto e dar de cara com uma bunda que ocupa quase toda a tela. Mas daí a bloquear sites, blogs, MSN, tudo que não esteja relacionado ao trabalho... Acho besteira mesmo.
E acho isso por acreditar que, com uma boa conversa - até uma boa lavada - tudo se resolve. Ou seja, deixando claro desde o início que a visitação a sites não relacionados ao trabalho da empresa é permitido, porém, não se tolera que tais visitas atrapalhem o fluxo produtivo do funcionário, vale muito mais a pena não bloquear.
Principalmente se era permitido e passou a ser bloqueado. Ninguém, em tempo algum, consegue passar as 8 (ou 6, ou 10, sei lá) horas do dia sem dar uma desanuviada na mente. Eu sou assim. Às vezes, estou mega concentrada em uma coisa. De repente, o cérebro dá uma pane total. Do nada. Isso começou a acontecer com uma frequência tal que passei a notar que, nessas horas, as idéias precisam passear no bosque enquanto seu lobo não vem. Pq depois do passeio no bosque, as idéias ficam muito, mas muito melhores e mais rápidas.
Eu notei que, em apenas uma semana de bloqueio, meu pensamento já não está mais tão rápido, ligeiro e certeiro quanto na época de acesso livre a todo e qualquer site. Sério.
Porque, quanto mais eu foco no trabalho, pura e simplesmente, mais minha mente se nega terminantemente a terminar o que começou. Pra meu desespero.
Ou seja, eu preciso de uma válvula de escape para poder produzir melhor. Pode até parecer conversa de quem mata trabalho, mas eu sei como funciono. E acho que muita gente poderia trabalhar bem melhor se fosse adotada a política "Vcs são adultos, estão aqui a trabalho, mas eu sei que não são máquinas e por isso podem acessar os outros sites; mas não abusem".
Por isso, sou favorável ao não bloqueio de sites. Sou a favor de, se isso atrapalhar o bom rendimento do funcionário, colocar limites - mas não proibir geral. Isso não só não adianta, como tb deixa o funcionário desmotivado pra continuar trabalhando. Experiência própria.

07 July 2009

Estou lendo "Moonwalk"...

...E, só para constar, é incrível como uma única imagem consegue transmitir tantos sentimentos. Falei da imagem no clipe "You're not Alone", em que o Michael parecia demonstrar uma solidão quase palpável (tá, não falei bonito asssim, mas foi essa a idéia que a imagem sempre me passou).
Acabei de ler duas passagens do livro Moonwalk (não, eu não tinha lido o livro ainda) e coincidentemente metade das coisas que escrevi hoje, antes do seu funeral, estavam no livro. É como se eu soubesse de antemão o que ele sentia.
Gostaria de poder ter conhecido Michael Joseph. Sério. Por cada olhar que ele transmitiu em entrevistas; por cada demonstração de força em seus passos de dança; por cada expressão de sua vida em suas músicas.
Infelizmente, não deu tempo. Mas com certeza, algum dia, iremos nos encontrar, Michael. Porque vc sempre estará, de alguma forma, perto de nós - e nós estaremos perto de você.

Tributo a Michael Jackson (1958-2009)

Eu sei que parece batido, que é óbvio e que milhões de outros fãs (a maioria, bem mais fãs do que eu), irão fazer a mesma coisa em seus sites, blogs, orkuts, twitters e mesas de bar, pelo mundo inteiro. Inclusive, muito melhor do que eu - que não acompanhei a carreira de Michael Jackson desde o início.
E nem tinha como eu fazer isso, já que não era nem nascida na época; e nunca me interessei em fazer o "túnel do tempo" de Michael Jackson. Pra mim, ele existia, era o máximo, ponto. Fim de conversa.
A lembrança mais remota de MJ em minha vida é também a mais óbvia: o videoclip de "Thriller", sendo exibido pela 1ª vez em TV aberta no Brasil. Lembro como se fosse hoje: domingo à noite, Fantástico rolando na TV, e o tradicional videoclip que encerraria o programa. Naquele domingo em especial, meus pais deixaram que eu fosse dormir fora do horário, para ver o clip - apesar da minha mãe achar que eu me assustaria e teria pesadelos à noite. Eu tinha entre 6 e 8 anos.
Fiquei impaciente durante o programa todo, e quanto mais chamadas do clipe eram feitas, mais eu queria vê-lo. Esse videoclipe me marcou muito, muito mesmo: fiquei assustada, devo ter tido pesadelos; e até hoje, quase 30 anos depois, só consigo assistir a "Thriller" com a luz acesa (certo, ataque de risos merecidos).
Mas, infelizmente, ele se foi. Quero dizer, não exatamente "ele". Falo da parte física, palpável; pois os inúmeros shows, músicas, polêmicas, entrevistas, etc, vão mantê-lo perto e bem vivo - enquanto houver uma única pessoa que se lembrar do artista, do performer fantástico que ele foi/é.
E hoje, quase 2 semanas após sua partida, com toda a repercussão, a cobertura pela mídia, e até mesmo com as atitudes de algumas das pessoas próximas a MJ (talvez, alguns familiares); fico me perguntando: se Michael estivesse aqui, ao nosso lado, fisicamente, ao lado de cada um de seus fãs, o que nos diria sobre tudo isso?
Talvez ele olhasse para tudo, para o memorial que está sendo transmitido neste momento, sentisse o carinho e o real pesar de seus fãs (se é que não está realmente vendo e sentindo!), e pensasse: "OK, that's just another show, let's go!". Mas só se ele considerasse esse único fato, isoladamente.
Eu acho realmente que Michael não iria ver nada isoladamente. Não parecia ser uma coisa típica dele, ver cada ponto isoladamente. Com certeza, ele iria ver o que estão fazendo com seu corpo, com seus filhos, com sua morte... e dizer: "Stop it! Stop it now! They're my children, it's my body, it's my pain! Oh, God, Oh God, Oh God... Don't let them do it to me, to my family! Please, protect my kids, protect my family, protect myself...".
Michael pediria para respeitarem sua dor em deixar sua família e seus fãs assim; para respeitarem a dor dos fãs; para respeitarem sua morte. Será que seria isso que ele diria?
Será que todo esse circo era o que a pessoa Michael Jackson queria em torno de sua morte, de seu funeral, enfim, em torno de tudo que ele construiu? Porque o que se passa é digno do performer Michael Jackson. E do homem Michael Joseph Jackson? Seria esse seu desejo?
A imagem que tenho dele (tanto faz, o ídolo ou o homem), ao mesmo tempo que é bonita visualmente, é triste essencialmente. Sabe aquela música "You're Not Alone"? Lembra do clip, que ele filmou quando estava casado com a Lisa Marie Presley? Tem uma cena em que ele passa andando, com a camisa preta aberta, em frente a vários fotógrafos, com flashes espocando.
E MJ ali, aparentemente sem se dar conta dos flashes, transmitindo uma sensação incrível de solidão, sem ninguém.
Essa imagem parece transmitir toda a vida dele, desde que começou com os The Jacksons (pensei que eles sempre haviam sido os Jackson 5, mas não). A impressão que tive quando vi essa cena pela primeira vez, o pensamento que me passou pela cabeça foi "Meu Deus, ele sempre viveu assim". Sério.
Mesmo com milhares de pessoas o rodeando, querendo chegar perto dele (seja lá por qual motivo fosse); e ele ali, sentindo-se só, como se não tivesse um porto seguro, um local só dele, um colo onde chorar, um abraço para onde voltar.
Espero, sinceramente, Michael, que você encontre após sua morte, a paz, a segurança, a felicidade que talvez não tenha encontrado em vida.
"Rest in Peace".

27 March 2009

Ambientalistas...

Eu sou a favor do meio-ambiente, pra que ele não se torne apenas meio. Sou favorável à reciclagem do lixo; da economia de luz e água; da pesquisa de veículos menos poluentes; de menos agrotóxicos na comida - e, por consequência, no solo e nas águas; sou contra o desmatamento ilegal; sou contra a matança desenfreada de animais; adoro orgânicos (embora sejam caros para o meu bolso); tudo isso.
Só não entendo muitos ambientalistas. Juro. Estava lembrando do que minha mãe falou, há uns dias/semanas atrás: "antes, quando os pacotes de mercado eram de papel, a gente precisava mudar pras sacolas de plástico para economizar as árvores. Agora, que as sacolas de mercado são de plástico, a gente precisa usar pacotes de papel pra evitar o desmatamento. Vai entender essa gente". Parece realmente um descompasso, um contra-senso, uma contradição.
Antes, a gente deixava de usar pacotes de papel (que, aliás, rasgavam facilmente e eram uma porcaria de carregar) para evitar o desmatamento, pois uma árvore só poderia geral "x" pacotes de mercado e, para atender a demanda dos mercados, era preciso derrubar X (elevado à 20ª potência) árvores. E olha que eram pacotes de papel pardo, sem passar por todo aquele processo que deixa o papel branquinho, bonitinho, etc.
Depois disso, passou-se a usar as sacolas plásticas nossas conhecidas, que são bastante úteis, diga-se de passagem (e enquanto ambientalistas fanáticos não vêm me trucidar). Mas, de um tempo pra cá, as nossas amiguinhas são acusadas de ajudar na degredação do meio ambiente; já que demoram mais tempo (agora eu não lembro exatamente o lapso temporal) que o papel para se decompor na natureza. E voltamos à campanha do "usem sacolas de papel"; que por sinal, não aguentam o peso de duas garrafas pet de 2 litros de refrigerante (também vilões na luta pelo meio ambiente).
Daí vem vc me dizer "por que razão, então, não utilizamos aquelas sacolas de algodão? Práticas, duradouras, bonitinhas, e ecologicamente corretas?". Eu te dou uma excelente razão para não comprá-las.
O caso é que, para mim, está parecendo que querem te induzir a consumir cada vez mais. Ou seja, antes, lááá atrás, quando a pessoa ia à mercearia, ao mercadinho, à bodega, ia já com a sua sacolinha que levava de casa. Depois, para que as pessoas vissem como não precisariam carregar "só" o que coubesse na sacola, passaram a fornecer os pacotes de mercado; daí pras sacolas plásticas foi um pulo e - voltamos aos nossos tempos ecologicamente corretos. Afinal, é difícil encontrar, nos dias de hoje (embora não impossível) quem ainda tenha em casa as sacolas próprias para mercearia... E como as sacolas de algodão "ecologicamente corretas" estão ali, na mão, mesmo... O que são R$ 2,00 a mais no total da compra, não é mesmo?
A questão é que, pelo menos por enquanto, vc vai descarregar as compras do carro, vai tirar a sacola e NÃO VAI lembrar, imediatamente, de recolocá-la no carro. O que vai te levar, nas próximas compras, a dar um tapa na cabeça, na fila do mercado, e falar "putz, esqueci a sacola em casa!". E aí, o que vc faz? Compra NOVA sacola "ecologicamente correta" para guardar as compras da vez, acrescentando "apenas" mais R$ 2,00 na conta da semana.
Agora, imagina isso por mês. São em média R$ 8,00 em sacolas que vc gastou. Imagina mais 10 pessoas na mesma situação que vc (só dez, não quero ser chata). São R$ 80,00 a mais pro mercado... Pra eles R$ 80,00 não faz diferença em um mês. Agora imagina esses R$ 80,00 em um ano!!! E imagina que tem mais de 1000 mercados em uma cidade como Curitiba! Olha só a economia que as sacolas "ecologicamente corretas" geraram!
Se vc opta pelas sacolas ecologicamente corretas, sou a favor. Mas tenha em mente que não é apenas o meio ambiente que elas estão procurando salvar.

01 March 2009

Terapia Doidasticamente Feita em Frente ao Computador

Quando a gente é criança, não tem muito essa de guardar sentimentos. E eu era assim: se sentia raiva, explodia mesmo, até chorava; se estava feliz, ria, contava pra todo mundo, achava todo mundo bonito e legal; se estava triste, me trancava no quarto chorando, tentando colocar pra fora toda a tristeza que me abatia. Mas nunca tentava entender esses sentimentos.
À medida que se vai crescendo, começa a história de guardar sentimentos, de não querer que alguns saibam o que estamos sentindo, de tentar entender o que se passa conosco... E é justamente aí quando começam os problemas. Não por tentar entender ou guardar os sentimentos, mas por não expressá-los da maneira correta e na hora correta. E isso ninguém nos ensina.
É perfeitamente aceitável (e até esperado) que, quando morre uma pessoa querida, a gente fique triste e derrame algumas lágrimas. O que os outros não aceitam é que, passado um tempo (sejam semanas, meses ou anos) de vez em quando bata aquela saudade, e vc comece a chorar sem muita explicação.
Vou te contar... Isso é a coisa mais idiota na face da terra que a humanidade já inventou. E conto o pq: em 2006, uma tia minha, de quem eu gostava muito (mas muito MESMO), morreu de repente. Do nada. E até hoje eu sinto a falta dela, por um motivo muito simples: por mais que eu errasse, por mais besteiras que eu fizesse, por mais que eu a magoasse (e, Deus do céu, eu sei que fiz isso), ela sempre estava lá. De braços abertos, sempre pronta pra me abrir aquele sorriso, e me aceitar e gostar de mim, me achando uma das pessoas mais importantes da vida dela, por ser exatamente do jeitinho que sou. Ela não achava que eu era perfeita, e acho que não se incomodava muito com isso. Mas o ponto crucial para mim é que, mesmo eu sabendo disso tudo, ela ainda assim demonstrava o quanto eu era importante pra ela.
A gente sabe que mãe e pai querem o nosso bem. Sabe que eles nos aceitam, mesmo tendo consciência de todos os nossos defeitos, e que somos talvez as pessoas mais importantes que eles têm na vida. Mas eu sempre senti falta dessa demonstração que a minha tia me dava. Eu sei bem o quanto eles me querem bem e o quanto querem que eu seja uma pessoa feliz, importante, bem colocada... Mas acho que já estou tão magoada, tão triste, que não consigo enxergar as demonstrações que, mesmo não sendo perfeita, não tem importância.
Vcs vão pensar que eu estou sendo criança, que estou sendo imatura e mimada por essa minha atitude. Mas uma coisa é certa: estou começando a ficar muito cansada, mas cansada mesmo, de tentar demonstrar o quanto eu posso ser uma pessoa legal, bem sucedida, e feliz, e quando faço algo com que os meus pais não concordem, não aceitem, achem errado, parece que cometi um crime federal, sem direito a indulto. Me sinto julgada por uma ação, e não pela pessoa que eu sou.
Me sinto sempre no fio da navalha: não posso dar um deslize. Não posso tomar uma atitude que os contrarie. Não posso usar um corte de cabelo que eles não aprovem. Não posso gostar de pessoas que eles não considerem perfeitas. Na verdade, muitas vezes sinto que não posso tomar minhas próprias decisões.
Eu guardo, guardo, guardo e guardo cada vez mais esses sentimentos, e isso vai crescendo dentro de mim. Ao invés de explodir, eu guardo. Não quero demonstrar que sou fraca e que às vezes eu quero um colo pra chorar, chorar, chorar e continuar chorando até o peito doer. Mas não quero que ninguém me dê resposta alguma, eu quero simplesmente que a pessoa me escute e fique lá, esteja lá, demonstrando que gosta de mim e que não tem problema nenhum eu chorar. Que não tem problema nenhum eu não ser perfeita, que tudo bem eu errar às vezes e que uma vez ou outra eu vou fazer escolhas erradas, mas que vou me levantar, seguir em frente e tudo vai se ajeitar. De um jeito ou de outro.
Mas eu sempre sinto que tenho que ser a Srta Perfeição, tenho que ser bonita, magra, elegante, bem articulada, discreta, bem colocada profissionalmente em um concurso público, mesmo sem gostar do que faço (pq ganho bem, e isso deve bastar), ter uma pessoa ao meu lado que me sustente financeiramente - ou até não ter ninguém, o que deve ser melhor; chegar em casa no horário, não sair, não conversar com ninguém (pq ninguém nesse mundo é digno de confiança); usar roupas chiques mas que custem pouco; falar pouco, quase nada, fazer piadas na hora certa, e o principal, não dar trabalho para ninguém.
Chorar no ombro ou no colo implica em dar trabalho para alguém. Então não sou perfeita. A impressão que tenho é que basta um errinho mínimo para que tudo o que eu faça, todos os dias (e que nunca é o suficiente) perca todo o seu valor. Basta eu comer um pouquinho a mais, para me tornar uma pessoa digna apenas e tão-somente de pena por ser esganada e balofona. Basta gastar com uma bobagenzinha que eu queria, pra que me torne uma gastadeira irrecuperável e caloteira em potencial. Basta eu chorar de tristeza ou saudade ou raiva para ser um fardo pesado na vida de todos.
Às vezes eu acho que não deveria ter nascido, que vim foi de teimosa. Ainda me lembro das palavras ditas uma vez, quando eu tinha uns 15 anos: "Fui burra de engravidar, e quando fiquei sabendo, a burra aqui ainda ficou feliz". Isso me machuca tanto, tanto, que todos os dias eu penso se sou um erro da natureza (não com essas palavras); e também que não quero ter filhos para não passar toda essa carga errada adiante.
Estou tão cansada da minha vida, tão cansada de viver, que não tenho mais ânimo para sair, me divertir, comer, sei lá. Tudo me cansa. Tudo me deprime. Não vejo graça em mais nada, estou voltando ao automático: acordar, me arrumar, ir para o trabalho, trabalhar com carinha feliz, voltar para casa, fazer carinha feliz, comer qualquer coisa, ouvir reclamação, tomar banho, dormir. Estou voltando ao automático. Hoje também vou estar no automático: sair, comer, ver as coisas, conversar um pouco, voltar pra casa, tomar banho, ver o BBB e dormir. E amanhã começa tudo outra vez...

17 February 2009

Enquanto isso, numa internet próxima de vc...

É engraçado como a internet, o e-mail, o orkut e tantas outras coisas mudam a vida da gente.
Antes eu não conseguia passar um dia sem ler, responder e encaminhar meus e-mails; não podia passar um dia (que dirá uma semana!) sem ver meu orkut; e deixar de postar no meu blog, deixar de visitar meus sites e blogs favoritos...

E isso foi perdendo espaço e importância de três - digo, dois anos pra cá. Os emails bonitinhos começaram a ser repetitivos, ou seja: cada vez que vejo um e-mail com o assunto "Lindo", "Vc vai amar", "Muito Fofo", é a senha para eu ligar o automático e deletar o e-mail, sem dó nem piedade - e, via de regra, sem ler. Já li tantas vezes que Jesus me ama; que o menino sabia que ia morrer e disse isso aos pais e irmãos; que o cachorrinho era manco e foi comprado por um menino manco, que isso já não me atinge mais.

Agora, só passo adiante uma ou outra piada; um ou outro vídeo; uma ou outra mensagem. E tudo no CCO, para evitar que algum e-mail mal-intencionado invada minha conta, azede o leite e queime o HD. Duros tempos, duros tempos...

Antigamente (putz, antigamente eu falava antigamente quando algo tinha mais de DEEEEZ ANOS), não ler o e-mail de alguém significava quase uma ofensa pessoal: a pessoa tirava uma parcela do próprio tempo, pesquisando nos próprios e-mails uma belíssima e construtiva mensagem sobre a miséria no mundo, e eu retribuía simplesmente deletando a mensagem??? Não, meus amigos: eu também entupia as caixas de e-mail dos meus contatos (sim, porque quando eu abri a minha primeira conta de e-mail, tinha vários contatos!) com mensagens edificantes, belíssimas e extremamente carregadas.

Hoje em dia, dou uma rápida olhada na página do Hotmail: tem o clipezinho indicando anexo? Dependendo do assunto, eu não leio, não abro, não encaminho, deleto e não me sinto culpada por isso. Ou seja, não me estresso mais com isso.

Orkut tb já teve papel mais importante na minha vida. Cheguei a entrar em quase 300 comunidades, das mais bizarras às mais sérias. Agora, não. Metade das quase 150 são bizarras, e uma boa parte é séria - mas todas revelam um pouco do que sou.
Hoje em dia, o Orkut não é nada mais do que mais um modo de saber notícias de amigos e parentes distantes. Ainda fico decepcionada quando não tem uma quantidade enoooooooooorme de recados na minha página, e não tem comentários nas fotos, mas mesmo assim, não me estresso. Aquela coisa de "quer saber? Já foi".

Quando diziam que a internet ia dominar o mundo, eu juro que acreditava: era site de tudo, blog de todo jeito, tudoaomesmotempoagora. Agora estou vendo que não é bem assim, já que uso a internet mais pra trabalhar e comunicação (realmente!) do que para me divertir.

Foi a mesma coisa quando surgiu a televisão: diziam que o cinema ia acabar. A internet ia acabar com os livros. A internet ia manter todos muito mais em casa. E quer saber? Nada disso acontece realmente. Pq todo mundo convive muito bem, hoje em dia, com a sua vida real e a sua vida virtual - até mesmo os que são bitolados em internet... Até mesmo os viciados em computador.

Só sinto falta mesmo do micro, da internet, quando estou no ônibus: infelizmente, as minhas melhores idéias para textos surgem justamente enquanto estou me equilibrando para me manter em pé.