07 April 2011

Cansei

Pois é, cansei de tentar ser amiguinha de todo mundo - fracasso total para uma libriana, como diz meu amor. Esse negócio de tentar ser amiguinha de todo mundo, o tempo todo, é cansativo, inútil e inevitavelmente fadado ao fracasso.

Explico porque(b***a de nova ortografia, eu não sei mais qdo acentuar o "porque") é tão cansativo isso. Vc precisa, o tempo todo, ficar sendo alguém que não seja vc mesmo, já que a outra pessoa não está esperando isso - mas sim, alguém que ela espera que vc seja. Complicado? Eu não acho.

E sabe pq isso acontece? Pelo mesmo motivo pelo qual todos tentamos ser únicos: cada pessoa é DIFERENTE e ÚNICA, com sua personalidade própria, seus sonhos, desejos, qualidades, defeitos e chatices únicos.

Tava pensando nisso hoje de manhã, enquanto vinha pro escritório. Depois de uma reuniãozinha básica, onde foi claramente solicitado pelo BB (Big Boss) que chegássemos todos no horário (a despeito de não morarmos todos no centro, onde o escritório está localizado), começou uma espécie de "gincana" entre nós (todos adultos e bem-resolvidos): o último a chegar é quem passa o dia sendo o "bad guy" do escritório. Para que vcs entendam: não, nós não batemos ponto. Por isso, quem chega por último, acaba sendo meio que mal-visto, pois os demais chegaram antes.

Passei por isso, fui a "bad girl" por uma semana, e agora procuro acordar mais cedo (aaaaaaaaaaaaargggggggggghhhh) para não estar na berlinda da vez. A competição ficou braba, meu amigo. E nem é uma competição agradável, algo que te faz crescer, te instiga a seguir em frente e melhorar seu desempenho. É o tipo de competição que faz vc só querer esfregar na cara do colega da sala ao lado ou em frente que "é melhor que ele/ela". Poutz, onde é que eu fui me enfiar!

Outra coisa ruim de tentar ser amiguinho o tempo todo é que vc espera que os demais façam isso por ti, tb. E se isso não acontece, é mega-frustrante. Vc se sente um nada, dá uma insegurança (que leva ao ciúme e à inveja, assumo), qdo aquela pessoa a quem vc se dispôs ser "amiguinho" não te retribui da maneira esperada. Por incrível que pareça, eu vivo isso. E é um saco. Até vc se recuperar, demora, e até lá, vc convive pensando se é uma pessoa tão ruim assim pra que não gostem de vc.

Mas eu tb tenho minhas pequenas e felizes compensaçõezinhas. Uma delas é a minha nova cunhadinha, namo do meu irmão do meio, que tem sido uma fofa comigo e com o resto da família. É uma pessoa que, se eu conhecesse ANTES do meu irmão, com certeza iria querer que fosse minha amiga e não ia querer que namorasse o meu irmão. Sorte dele que foi ele quem a conheceu primeiro. Enfim.

Minha nova cunhadinha é beeeeeeeeeeeeeeem parecida comigo, tanto é que neste domingo vamos sair juntas, as duas, SEM ELE. Sem namos. Coisa fofa, né? Total "girl program".

Pois é, galera. Vou nessa, que ainda não comecei a trabalhar... E, se eu não trabalho, não recebo o minguado $$$$$. E quer saber? Não preciso ser amiguinha de ninguém aqui, não. Mania de querer ser boazinha! Bonzinho só se f**e no mundo corporativo!

19 August 2010

Jogos

Jogos entre pessoas sempre são uma demonstração de poder. De qualquer tipo de poder. Qdo vc finge que não está a fim de alguém, mesmo estando, é uma forma de poder. Poder no estilo "te-trago-pra-mim-a-hora-que-EU-quiser". Qdo finge não se importar com as coisas que as pessoas fazem, pra que elas te contem o que vc quer/precisa saber, é uma forma de poder.
Eu nunca soube fazer esses joguinhos. Era uma desgraça, qdo caía de amores por alguém, babava total. Não conseguia parar de olhar, não conseguia me fazer de difícil, não conseguia ficar só amiga, não conseguia disfarçar. Nem pra dar gelo em alguém, pra que essa pessoa passe a me valorizar, eu sou boa. Não sei o que é isso. Talvez, o famoso "sincericídio" (imortalizado pela "Fazenda" da Record).
Quando conheci o Fabiano, de cara fiquei doida por ele. Sério. Não consegui fazer charme, não consegui esperar até o segundo encontro pra nada: eu queria beijar, andar de mãos dadas, abraçar ele naquele dia, naquele momento. Até que, na hora de me despedir, falei a real: que queria um beijo dele. Fui atirada, meeeeeeeeeeeeeeerrrrrrrrrrrrrmo. Resultado: quase 5 anos de namoro.
Com as pessoas que quero manter amizade, relacionamento, convivência, também prefiro que seja assim: não gostei, f**a-se, vamos resolver logo. Detesto ter que ficar tentando adivinhar o que passa pela cabeça do outro, o que levou a agir assim ou assado, etc. Esse negócio de "bate-assopra" pra mim é uma perda de tempo, queria que as pessoas parassem com esse negócio de falar pra mulherada se fazer de difícil pq homem gosta é de conquistar. E também que parassem de falar pro machario que mulher quer ser conquistada, se ela ceder muito fácil, é pq não presta, vai com todos, etc.
Tem uma diferencinha básica entre se valorizar e se fazer de difícil: se valorizar, na minha modesta, humilde (e por módico preço) opinião, é vc saber o que quer, e não aceitar qqer coisa/ qqer um só por não se encaixar no padrão que vc mesmo escolheu. Tipo, é fã de morenos de olhos verdes e cabelos compridos encaracolados; mas só aparecem loiros de olhos azuis totalmente mauricinhos. Aí, vc aceita ficar com o último tipo, e assim vai... Ser difícil, pra mim, é a típica atitude que te faz perder tempo: vc tá lá, conversando com o cara, louca pra agarrar, beijar, fazer sabe-se-lá-o-que, mas... vai enrolando, pra ver se ele fica com mais vontade que vc. Criar um mistério é legal, mas ficar dificultando, dificultando, dificultando, me parece perda de tempo. Se o cara é legal, te trata bem, dá inequívocos sinais de que tá a fim, e vc tá a fim tb, vai em frente. Se vc não tá tão a fim assim, chega e fala com jeitinho, pra não perder o amigo. Mas não fica enrolando.
O ruim, pra mim, é quando esses joguinhos acontecem justamente em relações em que não deveriam acontecer. Tipo, pai/mãe/filho; irmão/irmã; namorados; amigos... Quando vc tenta falar as coisas, não deixa o outro pular fora. Pq aí começam os jogos de vingança (eu sei, também faço. Não devia, mas faço). Aquela coisa, "vc me judiou, agora vai ver só". Triste. Mesmo.
Ainda vou tomar jeito, quem sabe deva aprender a fazer esses joguinhos, tb.

05 August 2010

Tem horas q eu não entendo...

Não entendo a mim, não entendo os outros, que dirá as situações. Digamos que o momento esteja difícil. Para ambos. E que ambos comecem a se dar bem, a conversar...

Um dia, ambos verificam que do jeito que está, a situação não vai durar e nem prestar. Se assustam mutuamente. Ambos estão confortáveis com a situação, mas se assustam mesmo assim. Resolvem continuar.

Num belo dia, ou não tão belo assim, começa a surgir uma tensão entre ambos. Algo inexplicável. Algo que somente pode ser vivenciado. Pensamentos (pelo menos, na cabeça de um) surgem. Dúvidas surgem. Ponderações surgem.

E, eis que do nada, sem aviso prévio, a situação é resolvida unilateralmente. Não é uma situação agradável,confortável, bonita. A solução adotada não traz felicidade a ambos. As indagações surgem, mas mudam de foco: por que isso, por que aquilo? O que eu fiz de errado? O que eu fiz de mais? O que eu fiz de menos?

O pior de tudo isso é a insegurança gerada para e por ambos: como será o tratamento no futuro? Qual será o protocolo que deve ser adotado? Como deverão agir em frente aos demais? E entre si, usarão de gentilezas ou voltarão a como era no princípio?

Quero voltar e deixar como estava. Estava bom. Não ia passar daquilo. Mas estava bom. Era uma forma de alívio - pelo menos, para um...

04 May 2010

A nossa vida pelos outros

Todo mundo acha que sabe o que é melhor pros outros. Menos, é óbvio, a gente mesmo. Qualquer coisa que não corresponda à expectativa dos outros sobre a nossa vida, já é motivo de crítica, reclamação, chacota... O pior é quando vem de alguém que respeitamos, amamos, consideramos e, sobretudo, ouvimos.
Aí ficamos pensando se as nossas escolhas estão realmente nos levando para o caminho da felicidade; e se tomarmos o caminho indicado pelos outros, estaremos melhor... Eu juro que fico pensando nessas besteiras.
Aí eu descubro, depois de muito pensar - e, é óbvio, forçar enormemente meus globos oculares a fim de não chorar feito um bezerro desmamado e com MUITA fome - que eu sei exatamente o que quero pra mim, pra minha vida, e que certamente serei a pessoa mais triste, rabugenta e gorda deste lado de cá do mundo caso abra mão do que quero.
Se mais pra frente não der certo, sei lá, vou vender pamonha na praia. Imaginem que linda cena: eu, na praia, um sol que com certeza foi o capeta quem colocou, gorda feito uma boia de baleia (aquelas de Free Willy), vendendo pamonha num isopor encardido e gritando "pamonha, pamonha, pamonha! Pamonhas doce e salgada! Curau e doce de milho verde". Freaking nightmare!
Não, não, é melhor voltar pra realidade, e seguir em frente como sou, de onde estou, sempre acreditando que as MINHAS escolhas, por mais que não pareçam, ainda são as melhores pra mim.

30 April 2010

Mas então...

Eu podia estar peticionando, podia estar estudando, falando com algum cliente, mas estou aqui, lendo os arquivos dos dois blogs mais engraçados que eu já li, o "Homem é tudo Palhaço" (www.tudopalhaco.blogspot.com) e o "Ninguém lê esta Porcaria" (www.vidabizarra.blogspot.com). O pior é que eu já tentei me afastar do vício e não consigo.
Prometo que vou só ler mais uma página de arquivo e volto a trabalhar, juro...

29 November 2009

Hooligans Brasileiros, Paranaenses, Curitibanos

Eu curto futebol. Curto ir ao estádio ver meu time jogar. Até curto assistir, uma vez ou outra, mesa redonda na TV. Torço, assisto jogo, vibro, em uma época cheguei a VIVENCIAR o futebol. Ainda pretendo, algum dia, advogar para algum clube de futebol - principalmente, se esse clube for o Paraná Clube (PrC).
Então, você deve estar se perguntando, por que o título de Hooligans? E eu explico: sexta-feira, dia 27/11, vi de perto, no terminal do Capão Raso, em torno das 7 ou 7 e meia da noite, uma cena típica daqueles marginais que se dizem torcedores: os hooligans.
Quando eu era pequena, ouvia diversas histórias sobre as brigas que aconteciam nos Atletibas. Não eram lendas urbanas, sempre alguém conhecia alguém que tinha sofrido uma violência por torcer para outro time. Tudo era motivo: ser coxa, ser atleticano, estar com uniforme da organizada, ter o adesivo do time colado na pasta do colégio, falar que torcia para um ou para outro time... Tudo era motivo. Eu tinha medo. Até hoje tenho de, por um azar do destino, passar perto de algum louco varrido que não torça pro PrC e, por eu estar vestindo as cores erradas, me dar mal.
No último dia 27/11, fiquei indignada e revoltada por conta de uma "suposta" briga de torcidas. O que mais me chamou a atenção e enojou foi o fato de que não eram torcidas adversárias: as duas torcidas que se enfrentavam abertamente no terminal do Capão Raso torciam para o meu time, o Paraná Clube.
Eram mais ou menos seis e vinte quando peguei o Circular Sul no terminal do Boqueirão, e em uma determinada altura, entrou um rapaz com o uniforme do Paraná. Intimamente, eu sorri. Acho que até pensei "que bom, um paranista". Continuei no ônibus, e mais ou menos na altura do terminal do Portão, esse paranista pegou o celular, e perguntou para um amigo onde "ia ser o fervo". Aí, me toquei de que provavelmente teria jogo do Tricolor naquele dia.
Chegando ao terminal no Capão Raso, ouvi um foguetório e, quando desci do ônibus, me assustei com a quantidade de torcedores paranistas lá. Mas mesmo assim, me senti tranquila, afinal, eu também sou paranista. Enquanto eu andava para o tubo onde pegaria o Colombo/CIC, notei alguns seguranças correndo pelo terminal, gritando, apontando para determinada direção... E vi que, do outro lado do terminal, estavam mais alguns torcedores do PrC.
Não, amigos, não eram poucos torcedores. Era uma MASSA de torcedores. Dos dois lados, o que eu estava e o outro lado. Foi quando me bateu o medo. Medo de ser paranista e ser confundida com eles. Medo de ser paranista e eles acharem que eu NÃO ERA paranista. Medo de apanhar. Medo de sofrer alguma violência. Isso porque as duas torcidas (pelo que eu pude entender, "Zona Norte" e "Zona Sul") estavam se provocando mutuamente.
Para isso eu nunca tinha me preparado psicologicamente. Quando há torcidas do Coritiba e do Atlético em um mesmo terminal, em dia de jogo, eu sei o que fazer: fico na minha, não provoco, não olho diretamente para eles, não uso o meu ar de desafio. E, se o pau começar a comer, dou um jeito de fugir. Mas, o principal, é que nunca, em tempo algum, nem sob tortura, eu falo que sou paranista, nesse caso.
Agora, quando são duas torcidas que deveriam apoiar o MESMO time, se provocando, chamando pra briga (porque era o que eles estavam fazendo), eu juro que não sabia o que fazer: além de fugir, o que eu faço? Falo que também sou paranista ou deixo pensarem que torço pra qualquer outro time (sei lá, o América e o XV de Piracicaba seriam boas opções)? Não me entra na cabeça, por nenhuma lógica torta que seja, esse tipo de rivalidade.
Aliás, tenho em mente algumas sugestões para tentar acabar de vez com essas brigas: ficha na polícia para os desordeiros, e punição com multa pros clubes e jogadores toda vez que isso acontecer. Mas não qualquer multa: além de uma multa braba, as torcidas dos clubes que se envolverem em briga antes e depois do jogo estarão PROIBIDAS de assistirem aos próximos 5 jogos do time nos estádios, mesmo que não seja seu o mando de campo. Perdem as torcidas, perdem os clubes, perdem os jogadores, perde o futebol... mas salvam-se vidas, integridades físicas, tranquilidade, tudo mais.
Fiquei revoltada porque vi no Capão Raso, gente assustada com as torcidas se enfrentando, e tendo que ser contidas com cassetetes por seguranças. Era gente que não tinha nada a ver com o pato; que estavam voltando do trabalho (como eu); que voltavam com seus filhos; que voltavam (ou iam) para a aula; gente idosa... Todos na mesma situação: assustados com a possibilidade de apanhar, de ser agredidos, de sofrer qualquer dano. E isso, gente, não tem como as torcidas remediarem.
Por isso, peço a você, que está lendo este texto agora, que abrace mais uma causa em favor da não-violência: chega de brigas intra-torcidas. Chega de guerras entre torcidas. Chega de tentar mostrar no grito e no braço que seu time é melhor; que sua torcida é melhor e domina. Se não por você, por algum conhecido seu. Já ouvi diversas histórias escabrosas, que não foram divulgadas na TV, por conta dessas gangues que se fantasiam de torcedores, e se escondem sob uma máscara de torcida organizada.
Peço aos dirigentes de torcidas organizadas que realmente ORGANIZEM as torcidas. Para que ninguém, dentro ou fora delas, seja atingido por meia dúzia de marginais que pode até ser que torçam pelo mesmo time que vocês, mas que com certeza, estendem sua fama de desordeiros ao resto de uma "organização" que faz com que o futebol se torne um espetáculo mais bonito.
E se você conhece um cara que ama encontrar com a torcida organizada pra brigar... o que eu posso dizer? Esse aí só vai se mancar que briga de torcida não faz o time crescer quando ver alguém próximo (amigo, parente, vizinho) morrer de uma maneira estúpida, justamente por conta de uma discussão no bar sobre o jogo do último final de semana...

05 October 2009

Quando o Bloqueio é uma M...

Acho ridícula essa história de bloquear sites nos locais de trabalho. Tudo bem em relação a bloquear sites pornográficos - tem cara sem noção do quanto é constrangedor ir na mesa do colega para falar de algum projeto e dar de cara com uma bunda que ocupa quase toda a tela. Mas daí a bloquear sites, blogs, MSN, tudo que não esteja relacionado ao trabalho... Acho besteira mesmo.
E acho isso por acreditar que, com uma boa conversa - até uma boa lavada - tudo se resolve. Ou seja, deixando claro desde o início que a visitação a sites não relacionados ao trabalho da empresa é permitido, porém, não se tolera que tais visitas atrapalhem o fluxo produtivo do funcionário, vale muito mais a pena não bloquear.
Principalmente se era permitido e passou a ser bloqueado. Ninguém, em tempo algum, consegue passar as 8 (ou 6, ou 10, sei lá) horas do dia sem dar uma desanuviada na mente. Eu sou assim. Às vezes, estou mega concentrada em uma coisa. De repente, o cérebro dá uma pane total. Do nada. Isso começou a acontecer com uma frequência tal que passei a notar que, nessas horas, as idéias precisam passear no bosque enquanto seu lobo não vem. Pq depois do passeio no bosque, as idéias ficam muito, mas muito melhores e mais rápidas.
Eu notei que, em apenas uma semana de bloqueio, meu pensamento já não está mais tão rápido, ligeiro e certeiro quanto na época de acesso livre a todo e qualquer site. Sério.
Porque, quanto mais eu foco no trabalho, pura e simplesmente, mais minha mente se nega terminantemente a terminar o que começou. Pra meu desespero.
Ou seja, eu preciso de uma válvula de escape para poder produzir melhor. Pode até parecer conversa de quem mata trabalho, mas eu sei como funciono. E acho que muita gente poderia trabalhar bem melhor se fosse adotada a política "Vcs são adultos, estão aqui a trabalho, mas eu sei que não são máquinas e por isso podem acessar os outros sites; mas não abusem".
Por isso, sou favorável ao não bloqueio de sites. Sou a favor de, se isso atrapalhar o bom rendimento do funcionário, colocar limites - mas não proibir geral. Isso não só não adianta, como tb deixa o funcionário desmotivado pra continuar trabalhando. Experiência própria.

07 July 2009

Estou lendo "Moonwalk"...

...E, só para constar, é incrível como uma única imagem consegue transmitir tantos sentimentos. Falei da imagem no clipe "You're not Alone", em que o Michael parecia demonstrar uma solidão quase palpável (tá, não falei bonito asssim, mas foi essa a idéia que a imagem sempre me passou).
Acabei de ler duas passagens do livro Moonwalk (não, eu não tinha lido o livro ainda) e coincidentemente metade das coisas que escrevi hoje, antes do seu funeral, estavam no livro. É como se eu soubesse de antemão o que ele sentia.
Gostaria de poder ter conhecido Michael Joseph. Sério. Por cada olhar que ele transmitiu em entrevistas; por cada demonstração de força em seus passos de dança; por cada expressão de sua vida em suas músicas.
Infelizmente, não deu tempo. Mas com certeza, algum dia, iremos nos encontrar, Michael. Porque vc sempre estará, de alguma forma, perto de nós - e nós estaremos perto de você.

Tributo a Michael Jackson (1958-2009)

Eu sei que parece batido, que é óbvio e que milhões de outros fãs (a maioria, bem mais fãs do que eu), irão fazer a mesma coisa em seus sites, blogs, orkuts, twitters e mesas de bar, pelo mundo inteiro. Inclusive, muito melhor do que eu - que não acompanhei a carreira de Michael Jackson desde o início.
E nem tinha como eu fazer isso, já que não era nem nascida na época; e nunca me interessei em fazer o "túnel do tempo" de Michael Jackson. Pra mim, ele existia, era o máximo, ponto. Fim de conversa.
A lembrança mais remota de MJ em minha vida é também a mais óbvia: o videoclip de "Thriller", sendo exibido pela 1ª vez em TV aberta no Brasil. Lembro como se fosse hoje: domingo à noite, Fantástico rolando na TV, e o tradicional videoclip que encerraria o programa. Naquele domingo em especial, meus pais deixaram que eu fosse dormir fora do horário, para ver o clip - apesar da minha mãe achar que eu me assustaria e teria pesadelos à noite. Eu tinha entre 6 e 8 anos.
Fiquei impaciente durante o programa todo, e quanto mais chamadas do clipe eram feitas, mais eu queria vê-lo. Esse videoclipe me marcou muito, muito mesmo: fiquei assustada, devo ter tido pesadelos; e até hoje, quase 30 anos depois, só consigo assistir a "Thriller" com a luz acesa (certo, ataque de risos merecidos).
Mas, infelizmente, ele se foi. Quero dizer, não exatamente "ele". Falo da parte física, palpável; pois os inúmeros shows, músicas, polêmicas, entrevistas, etc, vão mantê-lo perto e bem vivo - enquanto houver uma única pessoa que se lembrar do artista, do performer fantástico que ele foi/é.
E hoje, quase 2 semanas após sua partida, com toda a repercussão, a cobertura pela mídia, e até mesmo com as atitudes de algumas das pessoas próximas a MJ (talvez, alguns familiares); fico me perguntando: se Michael estivesse aqui, ao nosso lado, fisicamente, ao lado de cada um de seus fãs, o que nos diria sobre tudo isso?
Talvez ele olhasse para tudo, para o memorial que está sendo transmitido neste momento, sentisse o carinho e o real pesar de seus fãs (se é que não está realmente vendo e sentindo!), e pensasse: "OK, that's just another show, let's go!". Mas só se ele considerasse esse único fato, isoladamente.
Eu acho realmente que Michael não iria ver nada isoladamente. Não parecia ser uma coisa típica dele, ver cada ponto isoladamente. Com certeza, ele iria ver o que estão fazendo com seu corpo, com seus filhos, com sua morte... e dizer: "Stop it! Stop it now! They're my children, it's my body, it's my pain! Oh, God, Oh God, Oh God... Don't let them do it to me, to my family! Please, protect my kids, protect my family, protect myself...".
Michael pediria para respeitarem sua dor em deixar sua família e seus fãs assim; para respeitarem a dor dos fãs; para respeitarem sua morte. Será que seria isso que ele diria?
Será que todo esse circo era o que a pessoa Michael Jackson queria em torno de sua morte, de seu funeral, enfim, em torno de tudo que ele construiu? Porque o que se passa é digno do performer Michael Jackson. E do homem Michael Joseph Jackson? Seria esse seu desejo?
A imagem que tenho dele (tanto faz, o ídolo ou o homem), ao mesmo tempo que é bonita visualmente, é triste essencialmente. Sabe aquela música "You're Not Alone"? Lembra do clip, que ele filmou quando estava casado com a Lisa Marie Presley? Tem uma cena em que ele passa andando, com a camisa preta aberta, em frente a vários fotógrafos, com flashes espocando.
E MJ ali, aparentemente sem se dar conta dos flashes, transmitindo uma sensação incrível de solidão, sem ninguém.
Essa imagem parece transmitir toda a vida dele, desde que começou com os The Jacksons (pensei que eles sempre haviam sido os Jackson 5, mas não). A impressão que tive quando vi essa cena pela primeira vez, o pensamento que me passou pela cabeça foi "Meu Deus, ele sempre viveu assim". Sério.
Mesmo com milhares de pessoas o rodeando, querendo chegar perto dele (seja lá por qual motivo fosse); e ele ali, sentindo-se só, como se não tivesse um porto seguro, um local só dele, um colo onde chorar, um abraço para onde voltar.
Espero, sinceramente, Michael, que você encontre após sua morte, a paz, a segurança, a felicidade que talvez não tenha encontrado em vida.
"Rest in Peace".

27 March 2009

Ambientalistas...

Eu sou a favor do meio-ambiente, pra que ele não se torne apenas meio. Sou favorável à reciclagem do lixo; da economia de luz e água; da pesquisa de veículos menos poluentes; de menos agrotóxicos na comida - e, por consequência, no solo e nas águas; sou contra o desmatamento ilegal; sou contra a matança desenfreada de animais; adoro orgânicos (embora sejam caros para o meu bolso); tudo isso.
Só não entendo muitos ambientalistas. Juro. Estava lembrando do que minha mãe falou, há uns dias/semanas atrás: "antes, quando os pacotes de mercado eram de papel, a gente precisava mudar pras sacolas de plástico para economizar as árvores. Agora, que as sacolas de mercado são de plástico, a gente precisa usar pacotes de papel pra evitar o desmatamento. Vai entender essa gente". Parece realmente um descompasso, um contra-senso, uma contradição.
Antes, a gente deixava de usar pacotes de papel (que, aliás, rasgavam facilmente e eram uma porcaria de carregar) para evitar o desmatamento, pois uma árvore só poderia geral "x" pacotes de mercado e, para atender a demanda dos mercados, era preciso derrubar X (elevado à 20ª potência) árvores. E olha que eram pacotes de papel pardo, sem passar por todo aquele processo que deixa o papel branquinho, bonitinho, etc.
Depois disso, passou-se a usar as sacolas plásticas nossas conhecidas, que são bastante úteis, diga-se de passagem (e enquanto ambientalistas fanáticos não vêm me trucidar). Mas, de um tempo pra cá, as nossas amiguinhas são acusadas de ajudar na degredação do meio ambiente; já que demoram mais tempo (agora eu não lembro exatamente o lapso temporal) que o papel para se decompor na natureza. E voltamos à campanha do "usem sacolas de papel"; que por sinal, não aguentam o peso de duas garrafas pet de 2 litros de refrigerante (também vilões na luta pelo meio ambiente).
Daí vem vc me dizer "por que razão, então, não utilizamos aquelas sacolas de algodão? Práticas, duradouras, bonitinhas, e ecologicamente corretas?". Eu te dou uma excelente razão para não comprá-las.
O caso é que, para mim, está parecendo que querem te induzir a consumir cada vez mais. Ou seja, antes, lááá atrás, quando a pessoa ia à mercearia, ao mercadinho, à bodega, ia já com a sua sacolinha que levava de casa. Depois, para que as pessoas vissem como não precisariam carregar "só" o que coubesse na sacola, passaram a fornecer os pacotes de mercado; daí pras sacolas plásticas foi um pulo e - voltamos aos nossos tempos ecologicamente corretos. Afinal, é difícil encontrar, nos dias de hoje (embora não impossível) quem ainda tenha em casa as sacolas próprias para mercearia... E como as sacolas de algodão "ecologicamente corretas" estão ali, na mão, mesmo... O que são R$ 2,00 a mais no total da compra, não é mesmo?
A questão é que, pelo menos por enquanto, vc vai descarregar as compras do carro, vai tirar a sacola e NÃO VAI lembrar, imediatamente, de recolocá-la no carro. O que vai te levar, nas próximas compras, a dar um tapa na cabeça, na fila do mercado, e falar "putz, esqueci a sacola em casa!". E aí, o que vc faz? Compra NOVA sacola "ecologicamente correta" para guardar as compras da vez, acrescentando "apenas" mais R$ 2,00 na conta da semana.
Agora, imagina isso por mês. São em média R$ 8,00 em sacolas que vc gastou. Imagina mais 10 pessoas na mesma situação que vc (só dez, não quero ser chata). São R$ 80,00 a mais pro mercado... Pra eles R$ 80,00 não faz diferença em um mês. Agora imagina esses R$ 80,00 em um ano!!! E imagina que tem mais de 1000 mercados em uma cidade como Curitiba! Olha só a economia que as sacolas "ecologicamente corretas" geraram!
Se vc opta pelas sacolas ecologicamente corretas, sou a favor. Mas tenha em mente que não é apenas o meio ambiente que elas estão procurando salvar.

01 March 2009

Terapia Doidasticamente Feita em Frente ao Computador

Quando a gente é criança, não tem muito essa de guardar sentimentos. E eu era assim: se sentia raiva, explodia mesmo, até chorava; se estava feliz, ria, contava pra todo mundo, achava todo mundo bonito e legal; se estava triste, me trancava no quarto chorando, tentando colocar pra fora toda a tristeza que me abatia. Mas nunca tentava entender esses sentimentos.
À medida que se vai crescendo, começa a história de guardar sentimentos, de não querer que alguns saibam o que estamos sentindo, de tentar entender o que se passa conosco... E é justamente aí quando começam os problemas. Não por tentar entender ou guardar os sentimentos, mas por não expressá-los da maneira correta e na hora correta. E isso ninguém nos ensina.
É perfeitamente aceitável (e até esperado) que, quando morre uma pessoa querida, a gente fique triste e derrame algumas lágrimas. O que os outros não aceitam é que, passado um tempo (sejam semanas, meses ou anos) de vez em quando bata aquela saudade, e vc comece a chorar sem muita explicação.
Vou te contar... Isso é a coisa mais idiota na face da terra que a humanidade já inventou. E conto o pq: em 2006, uma tia minha, de quem eu gostava muito (mas muito MESMO), morreu de repente. Do nada. E até hoje eu sinto a falta dela, por um motivo muito simples: por mais que eu errasse, por mais besteiras que eu fizesse, por mais que eu a magoasse (e, Deus do céu, eu sei que fiz isso), ela sempre estava lá. De braços abertos, sempre pronta pra me abrir aquele sorriso, e me aceitar e gostar de mim, me achando uma das pessoas mais importantes da vida dela, por ser exatamente do jeitinho que sou. Ela não achava que eu era perfeita, e acho que não se incomodava muito com isso. Mas o ponto crucial para mim é que, mesmo eu sabendo disso tudo, ela ainda assim demonstrava o quanto eu era importante pra ela.
A gente sabe que mãe e pai querem o nosso bem. Sabe que eles nos aceitam, mesmo tendo consciência de todos os nossos defeitos, e que somos talvez as pessoas mais importantes que eles têm na vida. Mas eu sempre senti falta dessa demonstração que a minha tia me dava. Eu sei bem o quanto eles me querem bem e o quanto querem que eu seja uma pessoa feliz, importante, bem colocada... Mas acho que já estou tão magoada, tão triste, que não consigo enxergar as demonstrações que, mesmo não sendo perfeita, não tem importância.
Vcs vão pensar que eu estou sendo criança, que estou sendo imatura e mimada por essa minha atitude. Mas uma coisa é certa: estou começando a ficar muito cansada, mas cansada mesmo, de tentar demonstrar o quanto eu posso ser uma pessoa legal, bem sucedida, e feliz, e quando faço algo com que os meus pais não concordem, não aceitem, achem errado, parece que cometi um crime federal, sem direito a indulto. Me sinto julgada por uma ação, e não pela pessoa que eu sou.
Me sinto sempre no fio da navalha: não posso dar um deslize. Não posso tomar uma atitude que os contrarie. Não posso usar um corte de cabelo que eles não aprovem. Não posso gostar de pessoas que eles não considerem perfeitas. Na verdade, muitas vezes sinto que não posso tomar minhas próprias decisões.
Eu guardo, guardo, guardo e guardo cada vez mais esses sentimentos, e isso vai crescendo dentro de mim. Ao invés de explodir, eu guardo. Não quero demonstrar que sou fraca e que às vezes eu quero um colo pra chorar, chorar, chorar e continuar chorando até o peito doer. Mas não quero que ninguém me dê resposta alguma, eu quero simplesmente que a pessoa me escute e fique lá, esteja lá, demonstrando que gosta de mim e que não tem problema nenhum eu chorar. Que não tem problema nenhum eu não ser perfeita, que tudo bem eu errar às vezes e que uma vez ou outra eu vou fazer escolhas erradas, mas que vou me levantar, seguir em frente e tudo vai se ajeitar. De um jeito ou de outro.
Mas eu sempre sinto que tenho que ser a Srta Perfeição, tenho que ser bonita, magra, elegante, bem articulada, discreta, bem colocada profissionalmente em um concurso público, mesmo sem gostar do que faço (pq ganho bem, e isso deve bastar), ter uma pessoa ao meu lado que me sustente financeiramente - ou até não ter ninguém, o que deve ser melhor; chegar em casa no horário, não sair, não conversar com ninguém (pq ninguém nesse mundo é digno de confiança); usar roupas chiques mas que custem pouco; falar pouco, quase nada, fazer piadas na hora certa, e o principal, não dar trabalho para ninguém.
Chorar no ombro ou no colo implica em dar trabalho para alguém. Então não sou perfeita. A impressão que tenho é que basta um errinho mínimo para que tudo o que eu faça, todos os dias (e que nunca é o suficiente) perca todo o seu valor. Basta eu comer um pouquinho a mais, para me tornar uma pessoa digna apenas e tão-somente de pena por ser esganada e balofona. Basta gastar com uma bobagenzinha que eu queria, pra que me torne uma gastadeira irrecuperável e caloteira em potencial. Basta eu chorar de tristeza ou saudade ou raiva para ser um fardo pesado na vida de todos.
Às vezes eu acho que não deveria ter nascido, que vim foi de teimosa. Ainda me lembro das palavras ditas uma vez, quando eu tinha uns 15 anos: "Fui burra de engravidar, e quando fiquei sabendo, a burra aqui ainda ficou feliz". Isso me machuca tanto, tanto, que todos os dias eu penso se sou um erro da natureza (não com essas palavras); e também que não quero ter filhos para não passar toda essa carga errada adiante.
Estou tão cansada da minha vida, tão cansada de viver, que não tenho mais ânimo para sair, me divertir, comer, sei lá. Tudo me cansa. Tudo me deprime. Não vejo graça em mais nada, estou voltando ao automático: acordar, me arrumar, ir para o trabalho, trabalhar com carinha feliz, voltar para casa, fazer carinha feliz, comer qualquer coisa, ouvir reclamação, tomar banho, dormir. Estou voltando ao automático. Hoje também vou estar no automático: sair, comer, ver as coisas, conversar um pouco, voltar pra casa, tomar banho, ver o BBB e dormir. E amanhã começa tudo outra vez...

17 February 2009

Enquanto isso, numa internet próxima de vc...

É engraçado como a internet, o e-mail, o orkut e tantas outras coisas mudam a vida da gente.
Antes eu não conseguia passar um dia sem ler, responder e encaminhar meus e-mails; não podia passar um dia (que dirá uma semana!) sem ver meu orkut; e deixar de postar no meu blog, deixar de visitar meus sites e blogs favoritos...

E isso foi perdendo espaço e importância de três - digo, dois anos pra cá. Os emails bonitinhos começaram a ser repetitivos, ou seja: cada vez que vejo um e-mail com o assunto "Lindo", "Vc vai amar", "Muito Fofo", é a senha para eu ligar o automático e deletar o e-mail, sem dó nem piedade - e, via de regra, sem ler. Já li tantas vezes que Jesus me ama; que o menino sabia que ia morrer e disse isso aos pais e irmãos; que o cachorrinho era manco e foi comprado por um menino manco, que isso já não me atinge mais.

Agora, só passo adiante uma ou outra piada; um ou outro vídeo; uma ou outra mensagem. E tudo no CCO, para evitar que algum e-mail mal-intencionado invada minha conta, azede o leite e queime o HD. Duros tempos, duros tempos...

Antigamente (putz, antigamente eu falava antigamente quando algo tinha mais de DEEEEZ ANOS), não ler o e-mail de alguém significava quase uma ofensa pessoal: a pessoa tirava uma parcela do próprio tempo, pesquisando nos próprios e-mails uma belíssima e construtiva mensagem sobre a miséria no mundo, e eu retribuía simplesmente deletando a mensagem??? Não, meus amigos: eu também entupia as caixas de e-mail dos meus contatos (sim, porque quando eu abri a minha primeira conta de e-mail, tinha vários contatos!) com mensagens edificantes, belíssimas e extremamente carregadas.

Hoje em dia, dou uma rápida olhada na página do Hotmail: tem o clipezinho indicando anexo? Dependendo do assunto, eu não leio, não abro, não encaminho, deleto e não me sinto culpada por isso. Ou seja, não me estresso mais com isso.

Orkut tb já teve papel mais importante na minha vida. Cheguei a entrar em quase 300 comunidades, das mais bizarras às mais sérias. Agora, não. Metade das quase 150 são bizarras, e uma boa parte é séria - mas todas revelam um pouco do que sou.
Hoje em dia, o Orkut não é nada mais do que mais um modo de saber notícias de amigos e parentes distantes. Ainda fico decepcionada quando não tem uma quantidade enoooooooooorme de recados na minha página, e não tem comentários nas fotos, mas mesmo assim, não me estresso. Aquela coisa de "quer saber? Já foi".

Quando diziam que a internet ia dominar o mundo, eu juro que acreditava: era site de tudo, blog de todo jeito, tudoaomesmotempoagora. Agora estou vendo que não é bem assim, já que uso a internet mais pra trabalhar e comunicação (realmente!) do que para me divertir.

Foi a mesma coisa quando surgiu a televisão: diziam que o cinema ia acabar. A internet ia acabar com os livros. A internet ia manter todos muito mais em casa. E quer saber? Nada disso acontece realmente. Pq todo mundo convive muito bem, hoje em dia, com a sua vida real e a sua vida virtual - até mesmo os que são bitolados em internet... Até mesmo os viciados em computador.

Só sinto falta mesmo do micro, da internet, quando estou no ônibus: infelizmente, as minhas melhores idéias para textos surgem justamente enquanto estou me equilibrando para me manter em pé.

18 August 2007

Quando a bola não é redonda...

Achei o texto abaixo nos arquivos (em março de 2005) do blog "Homem é Tudo Palhaço" (www.tudopalhaco.blogspot.com), e aí não resisti: copiei, colo abaixo e comentários na seqüência...

Palhaço boleiro

O Corinthians anunciou esta noite a demissao do tecnico Tite. O nome do substituto nao foi imediatamente definido. O time perdeu para o Sao Paulo no domingo por um a zero. O tecnico carregou na culpa da Juiza ('Mulher nao pode apitar jogo de futebol de alto nivel')

O time joga mal, perde o segundo clássico seguido e o malandro põe a culpa na pobre árbitra.
Assim é mole.

Pior: não só culpa (porque isso eles fazem com todo árbitro) como me sai com esta pérola filosófica do alto de seu profundo conhecimento sobre a condição-feminina-enquanto-assopradora-de-apito.
A imprensa não deu muita bola, mas devia. Comentários como esse revelam a verdadeira natureza das pessoas.

Porque vamos lá ... quando o time vai mal, perde jogos, cai pra segundona ou apresenta um futebol medíocre ou é burocraticamente escalado por um técnico ... bem .. quando isso acontece (e acontece SEMPRE), não vemos nenhum comentarita ou entendido de futebol sair por aí dizendo .. "homens não deviam comandar times de futebol de alto nível".

Compreenderam a diferença?

E antes que chovam críticas .. eu vi o jogo e a árbitra não interferiu no resultado da partida.

14 June 2007

A Princesa e o Dragão

Texto muito bom, muito engraçado, que eu li na comunidade do Orkut "Cabeludos de Curitiba - Festas":


"No alto do castelo, há uma linda princesa - muito carente - que foi ali
trancada, e é guardada por um grande e terrível dragão"...
** HEAVY METAL:
O protagonista chega no castelo numa Harley Davidson, mata o dragão, enche
a cara de cerveja com a princesa e depois transa com ela.

** METAL MELÓDICO:
O protagonista chega no castelo num cavalo alado branco, escapa do dragão,
salva a princesa, fogem para longe e fazem amor.

** THRASH METAL:
O protagonista chega no castelo, duela com o dragão, salva a princesa e
transa com ela.

** POWER METAL:
O protagonista chega brandindo sua espada e trava uma batalha gloriosa
contra o dragão. O dragão sucumbe enquanto ele permanece em pé, banhado
pelo sangue de seu inimigo, sinal de seu triunfo. Resgata a princesa.
Esgota a paciência dela com auto-elogios e transa com ela.

** FOLK METAL:
O protagonista chega acompanhado de vários amigos e duendes tocando
acordeon, alaúde, viola e outros instrumentos estranhos. Fazem o dragão
dormir depois de tanto dançar, e vão embora, sem a princesa, pois a
floresta está cheia de ninfas, elfas e fadas.

** VIKING METAL:
O protagonista chega em um navio, mata o dragão com um machado, assa e
come. Estupra a princesa, pilha o castelo e toca fogo em tudo antes de ir
embora.

** DEATH METAL:
O protagonista chega, mata o dragão, transa com a princesa, mata a princesa
e vai embora.

** BLACK METAL:
Chega de madrugada, dentro da neblina. Mata o dragão e empala em frente ao
castelo. Sodomiza a princesa, a corta com uma faca e bebe o seu sangue em
um ritual até matá-la. Depois descobre que ela não era mais virgem e a
empala junto com o dragão.

** GORE:
Chega, mata o dragão. Sobe no castelo, transa com a princesa e a mata.
Depois transa com ela de novo. Queima o corpo da princesa e transa com ele
de novo.

** SPLATTER:
Chega, mata o dragão, abre-o com um bisturi. Sodomiza a princesa com as
tripas do dragão. Abre buracos nela com o bisturi e estupra cada um dos
buracos. Tira os globos oculares da princesa e estupra as órbitas. Depois
mata a princesa, faz uma autópsia, tira fotos, e lança um album cuja capa é
uma das fotos.

** DOOM METAL:
Chega no castelo, olha o tamanho do dragão, fica deprimido e se mata. O
dragão come o cadáver do protagonista e depois come a princesa.

** WHITE METAL:
Chega no castelo, exorciza o dragão, converte a princesa e usa o castelo
para sediar mais uma "Igreja Universal do Reino de Deus".

** NEW METAL:
Chega no castelo se achando o bonzão e dizendo o quanto é bom de briga.
Quer provar para todos que também é foda e é capaz de salvar a princesa.
Acha que é capaz de vencer o dragão; perde feio e leva o maior cacete. O
protagonista New Metal toma um prozak e vai gravar um disco "The Best Of".

** GRUNGE:
Chega drogado, escapa do dragão e encontra a princesa. Conta para ela sobre
a sua infância triste. A princesa dá um soco na cara dele e vai procurar o
protagonista Heavy Metal. O protagonista grunge sofre uma overdose de
heroína.

** ROCK N'ROLL CLÁSSICO:
Chega de moto fumando um baseado e oferece para o dragão, que logo fica seu
amigo. Depois acampa com a princesa numa parte mais afastada do jardim e
depois de muito sexo, drogas e rock n roll, tem uma overdose de LSD e morre
sufocado no próprio vômito.

** PUNK ROCK:
Cospe no dragão, joga uma pedra nele e depois foge. Pixa o muro do castelo
com um "A" de anarquia. Faz um moicano na princesa e depois abre uma
barraquinha de fanzines no saguão do castelo.

** EMOCORE:
Chega ao castelo e conta ao dragão o quanto gosta da princesa. O dragão
fica com pena e o deixa passar. Após entrar no castelo ele descobre que a
princesa fugiu com o protagonista Heavy Metal. Escreve uma música de letra
emotiva contando como foi abandonado pela sua amada e como o mundo é
injusto.

** GRUNGE:
Chega no castelo e tem uma overdose de heroína.

** PROGRESSIVO:
Chega, toca um solo virtuoso de guitarra de 26 minutos. O dragão se mata de
tanto tédio. Chega até a princesa e toca outro solo que explora todas as
técnicas de atonalismo em compassos ternários compostos aprendidas no
último ano de conservatório. A princesa foge e vai procurar o protagonista
Heavy Metal.

** HARD ROCK:
Chega em um conversível vermelho, com duas loiras peitudas e tomando Jack
Daniel's. Mata o dragão com uma faca e faz uma orgia com a princesa e as
loiras.

** GLAM ROCK: (esta é a minha preferida...)
Chega no castelo. O dragão rí tanto quando o vê que o deixa passar. Ele
entra no castelo, rouba o hair dresser e o batom da princesa. Depois a
convence a pintar o castelo de rosa e a fazer luzes nos cabelos.

** Agradecimento especial à TATHYANA, que postou o texto na comunidade e, infelizmente, desconhece a autoria... Thanks, Tathy! **

11 June 2007

Amados Cabeludos...

Eu sou uma profunda, assumida e irremediável "maria-shampoo". Ou seja, passou por mim um par de calças masculinas, acompanhado de uma bela e vasta cabeleira, automaticamente adquire minha admiração sincera. Sério.

Curto cabeludos desde... deixa eu pensar... acho que desde os meus 12 anos - 12 ou 14, não tenho bem certeza. O fato é que, qdo vi pela primeira vez um cabeludo, assim, de pertinho, nunca mais consegui desvincular do meu ser a admiração que tenho por esses rapazes.

Cabeludos são, para as maria-shampoo, aqueles homens que nos fazem virar a cabeça na rua, sem o menor pudor ou vergonha. São aqueles homens que às vezes seguimos, só para perguntar o nome. São aqueles homens que queremos levar pra algum lugar (qualquer lugar)para ficar junto - e só (mas não NECESSARIAMENTE ficar junto).

Podem ter barba ou não; estar de madeixas soltas ou amarradas; com cabelos lisos ou cacheados; loiros, ruivos ou morenos - sempre vão agradar. Talvez só queimem o filme (um pouco) se a cabeleira estiver gordurenta e/ou mal-cheirosa, o que faz muita mulher viajar e pensar em afagar aqueles fios quando estão limpinhos, cheirosos, sedosos, macios... Olha só, até de cabelos sujos os cabeludos podem fazer sucesso (mas aí nada é garantido).

As marias-shampoo começam a se interessar pelos "Rapunzel" da vida geralmente, entre os 13 e os 16 anos. Se passar dessa idade, dificilmente as mulheres vão sentir o sex-appeal que os cabeludos têm e a "paixão" que despertam (mas não é nada impossível). Sabe-se lá porquê! E o mais engraçado é que as maria-shampoo podem até se sentir atraídas por homens de cabelos curtos, se relacionar com eles e serem fiéis - mas que o pescocinho vai virar e o olhão brilhar ao ver um cabeludo, ah, isso vai.

Já ouvi falar que as mulheres que preferem os cabeludos o fazem porque buscam, na realidade, uma mulher para se relacionar afetivamente e, como não têm coragem para assumir esse lado lésbico, se contentam com os homens cabeludos - ** PAUSA PARA A SUA MERECIDA GARGALHADA, e para que eu pare de rir tb... **

Não se pode esquecer que há DOIS tipos de marias-shampoo: as que querem um cabeludo, qualquer cabeludo, não interessa qual, a qualquer custo, em qualquer hora e lugar. E há, lógico, o segundo tipo, no qual me enquadro: amam os cabeludos sinceramente, querem um cabeludo para chamar de seu, MAS não é qualquer cabeludo.

As marias-shampoo do grupo 1 - aquelas que querem porque querem um cabeludo e ponto - poderiam ser chamadas de shampoonetes (ou outro nome mais adequado, que não me ocorre agora). Isso porque o tempo pode passar, elas podem amadurecer e, num belo dia... descobrirem que não querem tanto assim um homem que tenha o cabelo maior que o delas. Geralmente são adolescentes, e se apaixonaram perdidamente por um astro de cinema, de TV ou da música que tem cabelos compridos - e ao atingir 18 ou 20 anos, ou quando o artista em questão cortar as madeixas, deixarão de gostar taaaaaaanto de cabeludos. Nada impede que essas marias-shampoo cresçam e passem ao grupo 2.

As marias-shampoo do grupo 2 são o que eu chamaria de VERDADEIRAS MARIAS-SHAMPOO: ao descrever o tipo físico de homem preferido, um dos primeiros itens citados é o cabelo comprido. Podem ter até mais de 50 anos, mas que são eternas admiradoras de cabeludos, ah, disso não há dúvidas... Sempre têm, pelo menos, uma história para contar relacionadas aos "Rapunzel", tendo eles participado de sua vida ou não. Normalmente, não sabem colocar em palavras exatamente o quê as atrai tanto nos cabeludos, mas sabem exatamente o que sentem ao ver um na rua. Querem um cabeludo para chamar de seu - mas não qualquer um, pois sabem que só um cabelo comprido não basta. Até porque cabelo pode cair. Para as verdadeiras marias-shampoo, o cabeludo não é cabeludo por acaso.

Cabeludos têm um não-sei-o-quê, uma aura, um charme que atraem a mulherada. Normalmente, não é só o cabelo comprido que atrai a mulherada: é a postura; é o jeito de falar; é o "tou deixando o cabelo crescer, sim"... Cabeludos normalmente ouvem o mesmo estilo musical, mas não ficam de firula quando encontram alguém que goste de outro tipo de música. Cabeludos normalmente mantém uma conversa com uma mulher na boa, mesmo ela não dando bola pra ele. Cabeludos normalmente não fazem charme pra chamar a atenção (** ok, ok, podem rir do "charme pra chamar" **), mas são MESTRES nisso... Cabeludos que são cabeludos não ficam o tempo todo mexendo no cabelo pra pegar mulher - nem precisam.

Quer saber? Cabeludos são AUTÊNTICOS, BEM-RESOLVIDOS E SIMPLESMENTE O MÁXIMO e, por isso mesmo, a mulherada paga um paaaaaaaaaaau pra eles!

** DEDICADO AO MELHOR CABELUDO QUE JÁ CONHECI: MEU NAMORADO FABIANO; AO SEU AMIGO QUE LEVANTOU A QUESTÃO "POR QUE A MULHERADA PAGA UM PAU PRA CABELUDO?", JONATAS (vulgo Morto); E PRA TODA A GALERA DA COMUNIDADE DO ORKUT "CABELUDOS DE CURITIBA - FESTAS" **

14 May 2007

Dietas...

Engraçado como todo mundo sabe exatamente qual é a dieta correta, mais acertada, mais saudável, mais eficaz (tudo isso junto) que te fará emagrecer e ficar linda - e magra - sem sofrer. E é engraçado como todo mundo sabe disso, e quando vc tenta mostrar que não adianta, que vc não quer aquela dieta, que vc sabe o que é melhor pra vc, a pessoa vai te olhar e dar a entender que não, vc NÃO SABE o que é melhor pra si próprio. Como se fosse preciso que essa pessoa estivesse sempre ali pra te dizer o certo e o errado.
Engraçado como algumas pessoas olham pra vc como se vc tivesse uma doença ou um defeito muito grave e feio - e não como alguém que está, pura e simplesmente, acima do peso.
Mas o pior é quando uma dessas pessoas é justamente alguém que vc ama, admira, respeita e não quer magoar. Sei lá, parece que dói muito mais. Não dói o olhar - dói o fato de vc saber que para ela vc só será uma pessoa melhor se atender a uma situação que ela quer - e não uma situação que vc quer.
Machuca quando essa pessoa tão querida e amada comenta com outras pessoas (não tão amadas e queridas) coisas pessoais suas - tem coisa mais pessoal do que a pessoa saber (OU NÃO!) quantas vezes vc vai ao banheiro no dia, na semana?
Machuca DEMAIS, MUITO MESMO, quando vc fala para essa pessoa que não quer, não gosta de determinada coisa e ela fica ali, insistindo, com o válido argumento de "é bom para vc". E vc se mantém firme na sua posição, se doendo por dentro, pq conhece tão bem essa pessoa que sabe que ela vai ficar pensando que vc está se mantendo firme por birra, pra contrariar, pra ser do contra... E te dá a impressão de que nunca, nem por um momento, ela considerou o fato de que vc realmente SABE o que está fazendo.
Eu cansei de seguir dietas que os outros tentam vender pra mim. Eu cansei de desistir de dietas que os outros acham que não são boas pra mim. E cansei de não poder seguir uma ou outra dieta que os outros passam para mim, pq vou ter que ouvir um monte de outras tantas pessoas que a dieta que estou seguindo não é tão boa, tão saudável, tão eficaz quanto a que elas têm a me oferecer.
Em tempo: podem pegar no meu pé, se um dia eu oferecer uma dieta para vcs.
Gazzy

22 April 2006

Bom Humor...

Mania que a gente tem de rotular tudo. Potinhos, sites, amigos, pessoas, trabalhos, sentimentos, relacionamentos...
Então. A gente tem mania de dizer que fulano tem BOM humor quando ele está sempre alegre, dando risada, mesmo que esteja com uma unha encravada inflamada, dente do siso nascendo e obturação caída, num dia chuvoso e com prova pra qual ele não estudou. Mas será que isso é bom humor?
Eu andei pensando, e estou chegando à conclusão que não é bem assim. Acho que bom humor tb é isso, mas tb é ser sincero com vc mesmo e com os outros e falar, calmo e paciente e educadamente, "não estou legal, não mexe comigo". Isso tb é bom humor.
Também é bom humor vc estar mal e ver uma pessoa especial ou querida ou importante (ou melhor ainda, tudo isso junto) e pensar que não quer ir pro buraco com ela, mas não quer que ela vá sozinha, então resolve fazer de conta que o mundo é cheio de chocolate Alpino (ou o que vc preferir), cerveja, boa música e companhias legais e não deixar esse alguém cair, de jeito nenhum...
Bom humor é contar uma piada ruim e não ficar chateado se ninguém der risada - pq até vc sabe que contar piada não é seu forte.
Bom humor é levar aquele banho, olhar pros lados e xingar o desastrado que fez questão de passar por uma poça dando-lhe outro banho...
Bom humor é assumir a cara amarrada.
Bom humor é saber assumir os erros - ou não admiti-los, quando se sabe que vai ser pior pros outros fazer isso.
Bom humor é ler o post de alguém da família e mandar com um recado "vc escreveu isso".
Eu conheço várias pessoas com esse tipo de bom humor. E vc?

25 November 2005

O que realmente importa

Já tem um tempinho que não escrevo nada aqui, e não é só por preguiça ou falta do que dizer. Tem uma mistura de tudo: preguiça, falta do que e como dizer, outros afazeres, outras pessoas que se tornaram importantes pra mim...
Aí eu fico pensando no que realmente importa na vida: seria ter um emprego bom, rentável? Aliás, tecnicamente falando, o que é realmente um emprego bom?
Fico pensando hoje em dia que o que realmente importa, pra mim ao menos, é justamente não o emprego "bom" ou "rentável". Uma coisa que fica me remoendo muito "lá nas idéia" é o que o Leo Jaime disse uma vez: Se for ruim e durar, vai ser muito ruim, enquanto que, se for bom, acaba durando.
Isso não se aplica somente ao emprego, à profissão. Se aplica aos relacionamentos, tb. Se for bom, ele vai durar. Fico aqui, pensando nas dificuldades que a gente pode enfrentar(ou de repente já está enfrentando) e descubro a cada dia que cada lágrima derramada é uma pedrinha que tropecei. É um pedacinho de estrada que o meu pé já doeu e fez uma bolhinha. Mas sabe o legal disso? É que bolhas cicatrizam. Elas podem demorar para secar, podem demorar depois disso para cicatrizar. Mas sempre cicatrizam. E dificilmente deixam marcas nos pés. aliás, não tenho nenhuma nos pés, causadas por bolhas.
Pra mim, o que realmente importa é estar rodeada das pessoas que amo, que respeito, que admiro. Seja em casa, no trabalho ou em qualquer outro lugar. E volta e meia me sinto assim... Amada! Porque tão importante quanto amar é ser amada - e a cada dia, cada hora, cada minuto, cada segundo, me sinto amando e amada.
Tenho colhido muitos frutos do que plantei. Mas talvez o fruto mais saboroso eu ainda precise esperar um pouco... Vc se incomoda de esperar comigo?

10 October 2005

Lembra daquele livro?

Lembra daquele livro que eu te falei? Que tinha uma passagem muito boa, tentei te mostrar e não achei? Então, ontem à noite eu fui olhar onde tinha copiado o trecho e encontrei. E é engraçado porque, se antes, independente de qualquer coisa eu já sentia isso, AGORA é que vejo o significado pleno dessas palavras que, antes eram apenas um amontoado de letras que passavam uma idéia distante... E que agora se tornaram reais.

"Lembro-me ainda (...) de que não cabia em mim de tanta felicidade. Não era o tipo de felicidade que a gente experimenta quando come ou bebe alguma coisa gostosa, pois esse tipo de felicidade a gente sente só na boca. Não... naquela hora, TODO O MEU CORPO FERVIA DE FELICIDADE."
(O Dia do Coringa, do mesmo autor de "O mundo de Sophia")

05 October 2005

Depois da Tempestade, a Calmaria...

Como tudo na vida, após um período turbulento, os ânimos e as situações se acalmam, as coisas se encaixam e tudo (ou quase tudo) volta aos seus devidos lugares.
E, desta vez, não foi diferente. Aliás, explico: nem sempre tempestades são ruins - isso é fato. Quantas e quantas vezes admirei a beleza, a fúria e a força das tempestades... Principalmente pq, assim que ela acabava, ficava muito mais fácil ver o que deveria permanecer e o que deveria ir embora seguindo o curso das águas, "seguir seu caminho".
Vivi por aproximadamente duas semanas de tempestade. Que me encharcaram a alma, os ossos, acho que até o que tem DENTRO dos ossos. Procurei admirar a veleza, a fúria e a força dessa tempestade, do lado de dentro da casa, através da vidraça. Mas teve uma hora, aquele fatídico momento em que tive que escolher: deixar a tempestade agir na minha vida ou continuar a apenas olhá-la, sem sentir o frio e a sensação molhada de suas águas e também sem sentir a sua força e a sua paixão.
Então, optei por deixar as águas dessa tempestade levar embora o que deveria ser levado embora, o que não fazia mais sentido continuar na minha vida, e trazer algo novo pra mim. E, aos poucos, a tempestade foi passando, levando incertezas, dúvidas, medos, antigas feridas e trazendo uma alegria que já ultrapassou os limites do "saltar aos olhos" que, como alguém me disse, "está que nem um espelho".
Então, depois de duas semanas turbulentas (porém ótimas), finalmente a calmaria baixou na minha vida. EI, EU DISSE A CALMARIA, NÃO A MONOTONIA!!! Aliás, muuuuuuuuuito pelo contrário...

02 October 2005

Mais feliz impossível!

Não só porque vc me perguntou. Não só porque eu disse que ia fazer. Mas também - e principalmente - pq quero que TODOS saibam o quanto vc é especial, e quanto vc me faz feliz e me faz sentir especial.
Quero mostrar a todos a pessoa melhor que me tornei depois que vc entrou na minha vida. Ou que acho que me tornei. Quero que todos saibam como meu sorriso ficou mais fácil e meus olhos mais brilhantes - por causa da forma como vc me trata, da forma que me faz carinho e do jeito que me olha.
Quero que saibam que adoro me perder nesses olhos verdes, tão lindos, e me afundar nesses cabelos... E esse perfume? Como posso passar sem sentir esse perfume pelo menos mais uma vez?
Não sei mais como definir a pessoa maravilhosa que vc é. Apenas consigo sentir o quanto vc é especial e o quanto me faz feliz. E, por favor, quando for ouvir uma música antes de dormir, ouça "Angel" do Aerosmith... Pois estarei ouvindo essa mesma música pensando em vc.

25 September 2005

Hinos da vida

Já notou que, em determinados momentos da sua vida, parece que tem uma música que vira sei lá, um mantra, um hino, um reflexo fiel de como a sua vida está naquele exato momento? Engraçado, porque comigo isso acontece - e muito.
Já tive muitas fases. De ter músicas do NKOTB (fui fã, sim, e daí) até Aerosmith tocando direto no meu rádio simplesmente pq correspondiam à realidade. Sabe aquele filme "Be Cool"? Quando o John Travolta fala pro Steve Tyler que a música que ele fez (que agora não vou lembrar o nome agora) refletia um momento em relação às filhas, que tinham acabado de nascer, meio que tive um estalo: gente, as músicas REALMENTE refletem nosso estado de espírito!!!
E agora vivo isso. Não foi à toa que comprei dois cd's do Leo Jaime recentemente. A maioria das músicas dele está refletindo agora o que estou vivendo (não, não vou dizer quais músicas que aí fica claro demais o que é). Mas já tive, pouquíssimo tempo atrás, a sensação de estar estrelando o videoclip da música November Rain, do Guns n'Roses... Principalmente quando a noiva do Axl morre. Todo aquele desespero, aquela tristeza, aquele tom meio down... Fazer o quê?
Sei que agora estou adorando ouvir meus Leo Jaime (por sinal, podem acessar www.leojaime.com.br), estou curtindo minha nova fase, estou curtindo meus amigos e... enfim... vou ouvir meus hinos atuais.

26 August 2005

Falando de futebol - pela ótica feminina

Não estou aqui pra falar que não entendo lhufas das regras de futebol, e nem tampouco pra explicar porque o fato do Borges não ter sido vendido é tão importante para o ataque paranista neste momento decisivo do campeonato mais competitivo do mundo.
Tá, eu não entendo mesmo muitas das regras de futebol. Mas curto o espetáculo. Gosto de ir ao estádio, ver aqueles 22 homens se matando por uma bola, cada qual mais empenhado em sabe-se lá o que (fazer gol, ser artilheiro, ser o goleiro menos vazado, ser o melhor jogador em campo, ajudar o time, fazer moral com a torcida, tentar ir bem na partida para ir jogar no exterior). Gosto de ver que o cara ao lado está praticamente dando o sangue pra apoiar o time - se pudesse, entrava em campo pra fazer isso. Gosto de ver as cores do meu time, as bandeiras, os hinos, a euforia tomando conta da arquibancada. Gosto do CONJUNTO futebol, não só do futebol em si.
Mas não é isso que me afronta. Não é o fato de muita gente ver o futebol como negócio, onde os jogadores e seus passes maravilhosos estão num mercado. É o fato de mais ninguém se indignar com quem só vê o futebol dessa maneira.
Não vou negar que fiquei feliz quando soube que o Borges (jogador do Paraná Clube) não ia mais pra Espanha. Não vou negar que pensei no pior tipo de vingança que um técnico de futebol poderia adotar nesse caso (se ele fosse louco varrido e despeitado, óbvio): deixar o Borges no banco, só pra ele ver o que é bom pra tosse. Mas não vou negar, principalmente, a raiva que me deu, durante toda a semana, em saber que quando o meu time está escalando a montanha que pode, sim, levá-lo a um título tão nobre, tão suado, tão sofrido e tão reconhecido como o de Campeão Brasileiro... a diretoria vende o jogador. Vende a alma dos torcedores. Vende a esperança de tantos tricolores que, como eu, esperam há um bom tempo para comemorar (e já estamos comemorando, notem bem!) um título, um reconhecimento nacional.
E também me afronta a postura de certos jornalistas. Ou que se dizem jornalistas. Ou que pensam que são jornalistas. Principalmente os do eixo Rio-São Paulo.
Não é nada pessoal contra os referidos estados, juro. Mas sempre que vejo um programa esportivo que vem de lá, é um tal de tentar a todo custo espezinhar, humilhar, depreciar, diminuir a glória e a garra dos times (note-se: não dos jogadores) de qualquer outro estado... Como se não fôssemos merecedores de sonhar com o título. Como se não pudéssemos sonhar também. Como se não fosse aceitável que qualquer outro time, que não o desse eixo, fosse bom o suficiente para disputar uma final de campeonato e... vencer.
Por favor, se vc, como eu, AMA esse espetáculo chamado FUTEBOL, com todas as suas cores e dores (mas esse é um outro assunto, para um outro tópico, em uma outra data), faça como eu: fique indignado com o NEGÓCIO futebol que nos impõem - eu sei, eu sei, o business faz parte do negócio, mas nem por isso eles têm o direito de vender a "nossa" alma por conta disso. Faça o que estiver ao seu alcance pra pararmos, enquanto é tempo, com o NEGÓCIO futebol. Eu estou aqui, divulgando as minhas idéias. Vc, aí, pode repassá-las e dizer que são suas. Ou pode tb, ir ao estádio e aplaudir os jogadores. Chamá-los de mercenários quando realmente o forem (e eu acho, sim, que Renaldo e Ilan foram mercenários). Reclamar da diretoria quando se fizer necessário. E aplaudi-la, quando houver mérito. O que não é mais possível é essa postura passiva diante do que estão fazendo com os times, os jogadores, os torcedores.
Estou tentando fazer a minha parte...

24 August 2005

Putz, que coisa!

Sei exatamente sb o que vou escrever. Só não sei como. Qual a melhor forma de escrever sb algo tão íntimo e que não sei se a pessoa para quem quero "demonstrar" o que vou escrever vai ler? Ainda: como descrever isso e não expor a pessoa ao que chamo de "prostituição de sentimentos"? Difícil, difícil...
Eu posso falar do que vivo. Do que sinto. Nada além disso.
Posso apenas dizer, meu amigo, que vc foi o sopro de ar novo que entrou na minha vida e que agora não consigo mais imaginar como ela vai ser sem a sua presença - ainda que à distância. Posso dizer que por mais que eu não admita, me preocupo contigo sim, se vc está bem ou não - tanto física, quanto emocionalmente. Posso dizer que te fazer bem e te fazer sentir bem me faz um bem enorme. Posso dizer que agora estou rindo por dentro das nossas conversas que não querem dizer nada, são só abobrinhas, mas que a gente sabe que no fundo, no fundo, têm uma certa razão de ser.
Não, não era só isso que eu queria dizer. Tem muito mais. Mas eu simplesmente não sei falar e nem o porquê, só sei sentir que essa AMIZADE vai durar muito... E ainda vamos dar muitas risadas juntos...
Vá lá, deita na grama e dorme, que as joaninhas estão mais próximas de ti do que de mim.

31 July 2005

Teste atrás de teste...

Hoje encontrei um blog com um moooooooooonte de testes pra fazer... Eis o resultados de alguns!!!Ah! E prestigiem o blog, vale a pena!
Bj, Gazzy.



Que brinquedo oldstyle você ama?






Qual personagem dos anos 80 você adora?






Qual Muppet Baby você é?


17 July 2005

Eu ESTOU gorda e NÃO SOU feliz assim.

Este é um post dedicado a todas aquelas pessoas que, por um motivo ou por outro, por um tempo curto ou não, que se sentem mal dentro da própria pele. Eu estou passando por um momento assim.
Estou gorda. Ponto. Váááááááááários quilos acima do meu peso normal, toneladas acima do que considero ideal. E pensar que até uma ou duas semanas atrás, eu fingia pra mim mesma que nem ligava pra isso...
Começa assim: vc engorda um, dois quilos. Nem liga, nem sente, e isso REALMENTE não te incomoda (atenção, isso não é válido para quem tem bulimia ou anorexia ou os dois juntos). Afinal, a calça só fica "um pouquinho" apertada, o jeans ainda fecha e vc deixa de usar uma ou duas blusas com aquela saia maravilhosa. Nada que faça o mundo parar. De repente, sua numeração mudou, subiu um número e vc: 1) cria vergonha na cara, fecha a boca e volta pro seu manequim habitual; 2) aceita passivamente essa situação (o que foi o meu caso).
O problema maior não é vc passar do 38 para o 40, ou do 40 para o 42. O problema é que, ultrapassado o limite do primeiro manequim maior, provavelmente vc vai passar para os seguintes mais rápido do que imagina e, quando se der conta, estará na casa do 48. Sabe aquele lance "já que deixou entrar um boi, deixa entrar a boiada"? Mais ou menos por aí. Isso não é bom.
Não que não existam pessoas gordas queridas, que se sintam felizes com o próprio corpo e que não vivam obcecadas com dietas. Ao contrário. Mas, infelizmente, eu não sou uma delas.
Explico. Sou uma pessoa que, assumidamente, gosta de chamar a atenção pela beleza. Por estar bem-vestida. Bem maquiada. Perfumada. Sim, nesse item, eu sou bem paty, bem fútil. Gosto de chamar a atenção. Mas pelo lado bom, lógico. Gosto de atrair olhares, saber que, olhando numa direção, vou ser correspondida. E não olhada com pena, tipo "coitada da gordinha, vou dar uma olhadinha pra ela ganhar a noite". Eu sei como é, pq já fiz isso. É repugnante, eu sei, mas fazer o quê? Em tempo: juro que acho alguns gordinhos o máximo da sensualidade, lindos de morrer e me sentiria honrada em ficar com eles. Inclusive namorei um - tenho fotos pra comprovar, até hoje acho ele bonito fisicamente (e é uma pessoa ótima, pra ajudar).
Infelizmente, o mundo fashion, hoje em dia, é voltado para pessoas que pesam até 60 quilos. Não estou reclamaaaaaaaaaando, apenas constatando um fato. é muito mais difícil encontrar roupas que fiquem bem em pessoas de 65 quilos para cima do que para pessoas abaixo dessa linha de peso. As roupas vendidas nas lojas para pessoas "GMGM" (gorda, muito gorda mesmo) não são roupas que ressaltem a beleza delas (na minha opinião): ao contrário, são estampas feias, com cara de avós, modelagem padrão e cores que dificilmente as pessoas GMGM gostam. Sei disso pq sempre que entro numa dessas lojas saio decepcionada.
Enfim, agora tomei uma atitude: comecei uma dieta, entrei pra academia... Vamos ver onde vou parar... É difícil, mas sei que vou conseguir, pq já consegui uma vez.
Torçam por mim.

10 July 2005

O Presente Ideal

Ano-Novo, Carnaval, Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Natal... Isso sem contar os aniversários, batizados, formaturas, casamentos, noivados, amigos-secretos... Ufa! Não há um único dia no ano em que vc não precise dar, nem que seja um único presente, seja pelo motivo que for.
E olha que achar o presente ideal nem sempre é fácil. Primeiro, pq o presente tem que agradar o outro. Segundo, pq tem que transmitir todo o sentimento bom, maravilhoso e especial que vc tem por aquela pessoa. Além disso, não dá pra pular a questão do preço. Vai que vc gasta uma grana federal num presente pra alguém e esse alguém não gosta???
Passei por essa experiência ontem. Meu amigo veio de Floripa pra comemorar o aniversário aqui, e como faz tempo que não nos víamos, eu não tinha a mais pálida idéia do que comprar. É aquele lance: vc vê uma coisa, acha legal, preço legal, boa qualidade e... fica lá, parado, pq não sabe se a pessoa vai gostar, se vai usar, se vai servir, se ... E por aí vai. Diversos "se". E vc lá, no olha-escolhe-leva-não-leva.
Presente não se dá por obrigação. Presente se dá porque quer. São os mais difíceis de se comprar. Porque eles têm que ser os melhores, os mais perfeitos, os mais bem recebidos, os mais gostosos, lindos... E foi por isso tudo que ontem eu, mais uma vez, recorri à sempre providencial ajuda de mamãe. Nada como um bom conselho de mamãe para ajudar nessas horas.
Conselhos que mamãe me deu ontem e que levarei pra vida inteira quando se tratar de presentes desse calibre:
1. Tenha em mente pra quem é o presente: isso facilita muuuuuuito na hora. O quão bem vc conhece a pessoa? Muito? Pouco? Quase nada?Tão bem q poderiam morar juntos pelo resto de suas vidas? O nível de pessoalidade do presente varia de acordo com os itens acima.
2. Estabeleça um preço máximo: claro que vc não vai ser sovina e contar até os míseros três centavos da compra. Flexibilize esse preço, mas se mantenha fiel a ele. Evita gastos desnecessários, rombos "inexplicáveis" na conta bancária e - pior de tudo - a pessoa não gostar e vc ter que segurar a onda e não dizer o quanto aquilo foi caro!
3. Tenha em mente a data: Tem presente que só serve pra namorado. Tem presente que só serve pra formatura. Tem presente que só serve pra quem é casado. E por aí vai. Presente de aniversário não pode ser um marcador de página alusivo à profissão (isso é presente de formatura!), mas se vc tem pouca intimidade (ou, como foi o meu caso, faz tempo que não vê a pessoa e não sabe mais do que ela gosta) ou simplesmente não tem idéia do que comprar, posso facilitar um pouquinho a sua vida... Evite a seção de lingerie, pijamas, chinelos(a menos que queira levá-los no final da festa com vc!) e roupas fashion. Sério. Perfumes e maquiagem, então... Vc corre o sério risco de ser mal-interpretado, não agradar ou ter a desagradável sensação que o presente vai ficar no fundo do armário pelos próximos... 250 anos!
4. Por fim, pense no q vc quer dizer com o presente: Não basta o parabéns? Se joga e manda o recado... sutilmente.

30 June 2005

Eu me permito ficar cansada...

Eu me permito ficar cansada. De estudar, de dormir, de trabalhar, de escrever aqui no blog, dos amigos, dos paqueras, do que eu gosto e do que eu não gosto (neste último caso, eu me canso rapidinho). Só tenho que aprender a não deixar que esse "cansaço" me paralise e me impeça de crescer.
Acho que cansar é natural do ser humano. De repente, as coisas entram numa rotina louca, parece que a roda prende e não há Inri Cristo que faça o carro levitar e sair do lugar.
Aí, de repente, vc se pega dando conselhos pra uma pessoa sb como ela não deve desistir e começar pegando leve. E descobre que esses conselhos vc devia dar é pra ti mesmo, e não os põe em prática sabe-se lá o porquê.
Então, o lance é curtir esse lance de "cansaço". Lógico que dá vontade de jogar pro alto, e dizer "putz, tou cansado/cansada disso tudo". O problema é que enquanto vc tá falando isso, não cresce, não aparece e nem pára de fazer o que tá fazendo.
Vamos fazer o seguinte... Aproveita o cansaço. Ele é bom e faz crescer.

21 June 2005

Me lembrei de uma coisa hoje...

Engraçado como a memória da gente é ativada com coisas aparentemente "nada a ver". De vero. Cheiros, sons, iluminação, até um pedaço de pano nos fazem reviver sentimentos que não deveriam "voltar", já que os fatos que desencadearam efetivamente não vão acontecer de novo, como naquele filme "Feitiço do Tempo" (espero que seja esse o título, odeio perder tempo pesquisando dados só pra postar aqui). Deve ser a tal da memória afetiva.
Quer um exemplo? Muitas coisas e pessoas que encontro no orkut trazem pra mim claros sentimentos que eu achava, na real, estarem mortos, enterrados e putrefatos. Tipo, a euforia em saber que eu tinha/tenho um irmão dos tempos do colégio - mesmo que ele não me considere assim, sempre vai estar desse jeito no meu coração - , a alegria ao mesmo tempo petrificante e borbulhante por ouvir Sweet Child O'Mine, uma saudade inexplicável de coisas que não vão voltar...
Engraçado como isso acontece. Eu sinto exatamente a mesma coisa que sentia naquela época, mesmo tendo mudado tanto - afinal, segundo grau, faculdade, pós, trabalho, namoro iniciado e terminado, resoluções tomadas, tudo isso influencia...
Então, pros meus amigos das antigas, quando tudo o que eu queria na vida era pegar meu tênis All Star azul de cano alto, colocar um buballoo de morango na boca, abraçar bem forte um amigo cheirando a Quasar... vai o meu abraço, com os melhores sentimentos que estou sentido agora!
Aliás, o que vc vê/sente/ouve que te faz lembrar de mim?
(Amore: acredite se quiser, pra lembrar de ti, basta sentir o cheiro de um cappuccino... era o que eu sempre estava bebendo quando ligava pra ti, há poucos anos atrás!)

17 June 2005

Odeio homem que come pelas beiradas!

Hoje de manhã, quando eu estava indo pro serviço, apareceram váááárias idéias de posts - aliás, muito obrigada a todos que perguntaram se eu já estava melhor: como eu disse, fui dar uma passadinha no inferno e já voltei...
Com certeza, esse é o meu assunto mais... "palpitante" do momento. Já deve ter acontecido com a maioria das pessoas: vc conhece uma pessoa, acha ela interessante, bonita (sim, eu falo fisicamente, esse lance de "beleza interior" já está superado pra mim), tenta entabular uma conversa... E aí, ou ela percebe que vc está lá, de quatro por ela, babando, ou então vc desfraldou uma bandeira disso.
Os caminhos que podem ser seguidos daí em diante são muitos... Mas o que mais tenho trilhado atualmente é aquele em que a pessoa que nem vem pra cima, nem desata, nem te deixa seguir caminho, enfim, vai te cozinhando em banho-maria e "comendo pelas beiradas", tentando ganhar o que quer (aliás, nem precisa ser gênio pra saber o que) no cansaço.
E olha que eu não faço a linha jogo-duro, não! Mas o cara que não chega perto com vontade, decidido e ao mesmo tempo gentil, já faz algum tempinho que não consegue nada comigo. Aí, é a minha vez de ir cozinhando o dito-cujo em banho-maria.
Nada pior pro cara que tentar "comer pelas beiradas": quando chega na parte boa da coisa, o prato já esfriou, virou uma meleca, está mole e (arggggggggggggggh!) melado. Sim, pq o açúcar vai estar concentrado no meio.
Não defendo aqui o "ir metendo a colher" no meio do prato e degustando logo de prima, óbvio que o cara vai queimar a língua. Mas tem que saber ir mexendo o doce um pouco aqui e um pouco ali, pra não esfriar demais...
Como eu sempre digo, queridos amigos: quem espera sempre cansa... E, às vezes, foi embora e vc nem notou.
(P.S.: não, eu não escrevi este post claramente, pq é pra galera pensar mesmo se dá pra aplicar na própria vida...)

13 June 2005

Dá licença, vou dar uma passadinha no inferno e volto já

Em resposta, respeito, admiração, carinho e homenagem às minhas amigas Andréa (que liberou o nome) e Karinassa (que volta e meia comenta aqui e me deixa toda prosa), resolvi criar este post.
Quando eu digo "dá licença, vou dar uma passadinha no inferno e volto já" é pq realmente nos próximos 7 dias vou ficar aqui, me martirizando, pensando pq o ser das galáxias não ligou, pq ele iria ligar, pq eu ainda acredito nele, pq eu ainda aceito falar com ele e - pecado mortaaaaaaaaaaaaal! - pq ainda falo do que sinto pra ele se, afinal de contas, eu sei que nada disso vai adiantar. Ele vai continuar me fazendo sofrer, vai continuar me ligando, vai continuar me machucando e eu continuo deixando. Não, o problema não é ele: sou eu, que burramente ainda acho q tem jeito de ficarmos juntos (doce ilusão infantil, ** pausa para a sua merecida gargalhada **).
Karinassa: sim, eu disse q não posso perder ele de vista, q não quero q ele saia da minha vida (burra eu, burra eu, burra eu!!!). Pode bater q eu mereço...

10 June 2005

Estou tão cansada...

Tão cansada desta minha vida... Às vezes tenho a impressão de que nada dá certo. Mais um final de semana que passou e não acrescentou NADA à minha vida. Mais um domingo como outros

09 June 2005

Tenho cara de palhaça???

Hoje o post é uma terapia express. Sim, pq acabei de assinar o meu certificado de palhaça do ano. Eu fico um tempããããão pra me livrar de um indivíduo. Faço de tudo pra esquecer, pra me desligar, pra tocar a vida pra frente - afinal, a fila anda, concorda? Então. Estou lá, toda bela e formosa (acho), vivendo a minha vidinha de sempre, fazendo novos amigos, tentando ter outras paixões, ou mesmo reatar antigas paixões, estudando, trabalhando, reclamando, escrevendo aqui de vez em quando, enfim, estou VIVENDO, quando do nada, de repente, sem mandar AR, toca o telefone. Meu telefone tocar é uma raridade. Assim, eu corro pra atender. O número não está na minha agenda, e por um impulso eu ligo de volta. E quem é do outro lado da linha??? Sim, o fantasma vindo diretamente do além, das chamas do inferno, aquele-que-não-deve-ser-nominado-R. O pior: sou tão fraca que não consigo nem dar um fora convincente.
Eu estava quietinha, pensando em como era bom não ter que atender telefonemas de madrugada... Em como era bom ter o coração leve - não estou dizendo livre... Em como era bom ser alguém que podia se dar ao luxo de não pensar em ninguém. Tinha até deletado a figura do meu Orkut e tava toda orgulhosa de mim mesma.
Aí, hj aparece o ser. Liga e me faz gastar em torno de R$ 20,00 em créditos. Tenho q comprar mais amanhã, por falar nisso. Tenta me convencer de que não está comprometido. Tenta me convencer de que sou importante pra ele, de que sou especial (sem falar diretamente, óbvio). Tenta me fazer parecer uma bruxa, e não acredita que eu não QUERO mais a pessoa - dele - na minha vida. E faz a pergunta fatal: "você quer que eu suma da tua vida?". Meu cérebro gritando alucinado SIIIIIIIIIIIIIIIIIM, e o meu coração, muito burramente, dizendo NÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOO. E o que eu falo??? Não, eu não quero que vc suma da minha vista. Vou ter que dar mais uma passadinha no inferno, sofrer as torturas que a alma me impõe, pra finalmente me redimir e poder me livrar totalmente da figura. Torçam por mim.
Droga, pq as coisas não são mais simples?

26 May 2005

Traz pra mim uma calça 44, uma 46, uma 48 e uma 50!

Eis aqui a reportagem que me fez tentar por TRÊS VEZES (sim, três vezes) consecutivas postar aqui - é um complô contra as calças 44? Achei link, etc, etc, etc. Perdi post, larguei mão, tentei colocar de novo... Mas sem chance. Desta vez, vai!!!! Aliás, em tempo: o link do texto abaixo está no final do mesmo... Opinião em post a ser redigido - embora este aqui diga tudo!!!
"Manifesto pelas calças 44 (mas 44 mesmo) Em tempos de ressaca fashion fomos investigar um dos mistérios do mundo dos provadores. por que será que algumas calças 44 só cabem em quem veste 40?
Usar manequim 44 é uma coisa difícil. Não, queridas, não estamos falando do horror de estar alguns quilos acima do peso que o mundo julga ideal. Até porque a gente acha isso uma balela! Usar 44 não é fácil por uma única razão: você vai dar duro para comprar uma calça jeans. Várias grifes simplesmente não trabalham com essa numeração. Outras fabricam 44 que mal cabem em meninas que vestem 40. Nesta edição, resolvemos investigar o fenômeno.As grifes que encerram sua numeração no 42 argumentam que não fabricam 44 porque “não vende”. Será? Como eles sabem que não vende se não fabricam? Para investigar se o tamanho 44 de fato é 44 decidimos fazer um test drive. Convidamos a senhorita X, que veste 44, e a senhorita Y, que usa 42. As duas experimentaram várias calças, todas 44. O veredicto: só três couberam na senhorita X. Curiosamente, as três eram gringas: Levi’s, Diesel e Canal Jeans.Socorro, virei uma popozuda!Na hora de experimentar uma calça da King... choque! Os modelos nem passaram dos joelhos da senhorita X e quase não couberam na senhorita Y, que ficou com bunda de popozuda. Fomos perguntar o porquê dessa distorção para o estilista da grife, Amauri Cálina. A explicação dele deixou a gente um pouco assustada: “Tento eliminar o máximo possível o quadril, toda aquela curvatura lateral. Acho que mulher não curte, e eu também não”. O problema é que mulher normal tem culote! Como o 44 da King é quase um 40, pedimos um modelo 46 pra ver se servia na senhorita X. E descobrimos que eles não fabricam esse tamanho. A explicação de Amauri de novo deu medo: “O público que quero atingir não corresponde a essa modelagem”.Com as calças da Les Filós aconteceu uma coisa ainda mais estranha. Recebemos três modelos para testar, todos 44. A senhorita X ficou perfeita com uma delas, mas a outra não serviu. A senhorita Y foi fazer a contraprova e quase caiu dura: nem nela a calça entrou. Como pode uma mesma grife fabricar calças do mesmo número, mas de tamanhos tão diferentes? Segundo Cláudia Zemel, estilista da marca, “as calças variam de tamanho de acordo com o modelo”. Pra gente, essa variação está um pouco exagerada.Já estávamos entrando em desespero. Até que apareceram um jeans da Levi’s e outro da Diesel que salvaram nossa vida: ficaram largos na senhorita Y e perfeitos na senhorita X. Ficamos um pouco felizes, mas, ao mesmo tempo, meio tristes. Putz, a Levi’s, como todo mundo sabe, é americana. E eles têm manequim 46! O Brasil podia fazer igual, não?"



(P.S.: como é que essa estilistazinha sabe do que eu gosto ou não? Ela veio me perguntar? Perguntou pra vc, pra sua vizinha, pra sua mãe?) Outra coisa: eu não visto conceito, visto a ROUPA!!!

20 May 2005

Lembra da Lôraburra????

Estou falando da música do Gabriel o Pensador. É, aquela que vc cantava tanto pra sua amiguinha loira que, dependendo da sua inclinação sexual (desculpem, falar em "opção" me parece meio fora do contexto), ou vc morria de inveja ou queria pegar e não conseguia.
Aí, esses dias eu fiquei aqui pensando, pensando, pensando em como eu podia escrever sobre o assunto - até pq, como já falei antes, as melhores idéias vêm quando eu estou num ônibus lotado. E juro que tentei achar algumas frases que não soassem muito preconceituosas.
Primeiro, pq "lôraburra"? Pq o preconceito justamente com as loiras? Parece coisa de gente despeitada, e muita gente só cantava a música justamente por isso: pq estava despeitada. É muito mais fácil agredir quem a gente nem sabe como age do que tentar entender algumas atitudes. De qqer forma, na época, o que mais tinha era loira gostosa que não se importava de ser chamada de burra (vai fazer isso hoje em dia).
Aí, no final da música, o Pensador esclarecia que tinha muita "lôraburra" morena, ruiva, japonesa... Mas como esse pedaço falado ficou meio abafado pelo refrão, quase ninguém prestava atenção. Ficou que só as loiras são burras.
Mas pensa bem, musicalmente, "lôraburra" é mais melódico. Loiras, não me matem, eu realmente tentei colocar outras tonalidades de cabelo na música, mas não tem a mesma força. Se serve de consolo, "ninguém chuta cachorro que sabe que está morto".
O lance é encarar o lôraburra na brincadeira, como faz minha amiga H.: falou qualquer coisa que dê a entender que ela é bobinha, na hora ela fala "desculpa, é que eu sou loira"...
Em tempo: sou morena, tive raiva de muitas pessoas loiras e conheci outras loiras fantásticas. Assim, acabei amadurecendo e vendo que a cor do cabelo é... só uma cor do cabelo. Mais: ADORO, AMO SER MORENA!!!

16 May 2005

Dia mensal do SOLTEIRO!!!

Eu e minha amiga Andréa resolvemos criar o Dia Mensal do Solteiro. Cansada de ficar esperando pela boa-vontade dos amigos comprometidos da turma para sair e badalar, fiz a proposta e ela topou.
Sabe aqueles programas que só fazem sentido pra quem tá solteiro? Tipo ir num barzinho, o mais improvável possível, com os amigos, rir alto das piadas sem graça que todo mundo conta e ainda achar isso o máximo. Tipo pegar um DVD - qualquer um, escolhido democraticamente -, ir pra casa de um da galera e sentar no sofá e se matar de rir das atitudes que um e outro volta e meia têm, fazendo guerra de pipoca só pra zoar. Tipo pedir uma pizza em casa e encher o entregador de moeda, pq ela é paga no sistema comunista. Tipo...
O legal do recém-criado "Dia Mensal do Solteiro" é que ele é só pra solteiros MEEEEESMO, não entra ninguém comprometido, não há a obrigação de caçar ninguém - mas nada impede que o solteiro do grupo se desgarre. Além disso, esse Dia acaba estreitando os laços com os amigos comprometidos - afinal, são mais histórias divertidas para compartilhar, mais horas de melhor qualidade passadas juntas e menos mau-humor para ser aturado (sim, pq no meu caso, eu solteira sou um porre).
Enfim, a todos os meus amigos e amigas SOLTEIROS - e que gostam da própria companhia - fica o convite: na próxima semana, feriado, CINEMINHA pros solteiros de plantão! Vamos fazer a nossa "confraria"!
Bj, adoro vcs!
Grasi.

05 May 2005

Muito bom!

Esse texto foi copiado de um site que agora não me lembro, mas veio pra mim através do "Eu falo demais", link ao lado.
Em tempo: arrumei o link do Tio Cristão...
Mais em tempo ainda: depois de anos de frustração por não ter sido sorteada uma única vez no falido - ops, extinto - "Xou da Xuxa" (** pausa para sua merecida gargalhada **), hj tive a felicidade de ter o nome citado no Tribuna no Esporte...
Entonces, era isso. Aliás, o (sic) artigo (sic) do post anterior é verdadeira afronta não só pra quem curte futebol - pra qualquer ser humano normal é uma afronta...
A seguir, o texto pelo qual me estraguei de rir... P.S.: ele não está formatado, mais um pra série "posts corrigidos post scriptum..."

"Março 2003, Reunião do Conselho de Segurança da ONU para leitura do Relatório dos inspetores sobre o desarmamento do Iraque.
12:30 Microfonia.12:31 Koff Anan ao microfone.12:32 Koff Anan pede silencio.12:33 Koff Anan atrapalha-se com o fim.12:34 Koff Anan chama chefe dos inspetores.12:35 Chefe dos inspetores ao microfone.12:36 Chefe dos inspetores dá início à leitura do relatório.12:37 Representante Iraquiano pede a palavra.12:38 Representante Americano pede a palavra.12:39 Chefe dos inspetores pede para prosseguir e após o final da leitura passara a palavra.12:40 Representante Americano protesta.12:41 Koff Anan pede silencio.12:42 Chefe dos inspetores se atrapalha com o fio do microfone.12:43 Chefe dos inspetores dá início à leitura do relatório.12:44 Representante do Britânico pede a palavra.12:45 Representante americano pede Questão de ordem.12:46 Chefe dos inspetores insiste em continuar lendo o relatório mesmo com a barulheira.12:47 Koff Anan pede silencio.12:48 Koff Anan atrapalha-se com o fio.12:49 Chefe dos inspetores ao microfone novamente.12:50 Chefe dos inspetores volta a ler o relatório.12:51 termina a primeira página.12:52 Representante Israelense reclama de problemas com seu fone de ouvido.12:53 Representante Israelense no embalo pede a palavra.12:54 Chefe dos inspetores bufa no microfone.12:55 Koff Anan pede silencio.12:56 Koff Anan volta ao microfone.12:57 Koff Anan apela ao bom senso.12:58 Koff Anan se atrapalha com o fio.12:59 Koff Anan discursa sobre comportamento e compostura.13:00 Koff Anan discursa sobre comportamento e compostura.13:01 Koff Anan discursa sobre comportamento e compostura.13:02 Koff Anan termina a mijada.13:03 Aplausos.13:04 Aplausos de pé.13:05 Representante Israelense pede a palavra.13:06 Representante Israelense se atrapalha com o fio.13:07 Representante Israelense pede a Koff Anan para repetir o discurso pois seu fone estava uma merda.13:08 Representante Israelense reclama de perseguição tecnológica.13:09 Koff Anan ignora o pedido.13:10 Koff Anan passa a palavra ao chefe dos inspetores.13:11 Chefe dos inspetores se atrapalha com o microfone.13:12 Microfonia.13:13 Chefe dos inspetores começa a leitura da segunda página do relatório.13:14 Representante Britânico pede a palavra.13:15 Representante Britânico leva choque ao microfone.13:16 Risadas.13:17 Representante britânico fala.13:18 Silêncio constrangedor.13:19 Palavra volta ao Chefe dos inspetores.13:20 Koff Anan pede a palavra.13:21 Koff Anan pede que as interrupções parem.13:22 Palavra volta ao Chefe dos inspetores.13:23 Chefe dos inspetores se atrapalha com o microfone.13:24 Chefe dos inspetores pede para alguém trocar o microfone.13:25 Silêncio.13:26 Representante Britânico propõe um relatório sobre os microfones13:27 Representante Britânico propõe uma comissão para a troca dos microfones13:28 Representante Chileno ( sim, o Chile tem uma cadeira no conselho ) chega atrasado.13:29 Koff Anan pede a palavra.13:30 Koff Anan recrimina embaixador chileno.13:31 Embaixador Chileno pede a palavra.13:32 Microfonia.13:33 Embaixador chileno justifica seu atraso.13:34 Koff Anan castiga embaixador chileno a manda ele buscar microfone novo.13:35 Embaixador chileno corre até uma ante-sala.13:36 Representante Britânico espera a chegada do microfone.13:37 Representante Britânico faz uma piada.13:38 Silêncio.13:39 Representante Israelense diz que seu fone de ouvido continua ruim, e não entendeu a piada.13:40 Risadas.13:41 Embaixador chileno entra no auditório.13:42 Embaixador chileno troca o microfone.13:43 Microfonia.13:44 Representante Britânico fala.13:45 Representante Francês pede a palavra.13:46 Koff Anan ao novo microfone.13:47 Koff Anan pede novamente cooperação.13:48 Representante Americano pede a palavra13:49 Representante Americano diz que Iraque também não Coopera.13:50 Representante Iraquiano Protesta.13:51 Representante Iraniano protesta.13:52 Representante Iraquiano ao microfone.13:53 Representante Iraquiano pede para que o relatório seja lido e depois votado.13:54 Koff Anan pede silêncio.13:55 Representante Francês pede a palavra.13:56 Koff Anan passa a palavra ao Chefe dos inspetores.13:57 Chefe dos inspetores sua loucamente.13:58 Chefe dos inspetores dá prosseguimento a leitura do relatório.13:59 Paulo Paim pede a palavra.14:00 Silêncio geral.14:01 Seguranças tiram representante Turco do Auditório.14:02 Seguranças voltam com representante Turco.14:03 Seguranças tiram Paulo Paim do Auditório.14:04 Gritos de dor, barulho de ossos quebrando.14:05 Koff Anan pede silêncio.14:06 Palavra volta ao Chefe dos inspetores.14:07 Cônsul Russo pede a palavra. 14:08 Chefe dos inspetores chora.14:09 Chefe dos inspetores chora copiosamente.14:10 Chefe dos inspetores dia que ninguém gosta dele.14:11 Koff Anan abraça Chefe dos inspetores.14:12 Koff Anan enxuga as lágrimas do Chefe dos inspetores.14:13 Chefe dos inspetores volta ao microfone soluçando.14:14 Chefe dos inspetores lendo.14:15 Termino da segunda página.14:16 Representante Francês pede a palavra.14:17 Koff Anan se irrita.14:18 Representante Americano Grita.14:19 Todos gritam.14:20 Todos Gritam.14:21 Silêncio.14:22 Todos Gritam.14:23 Representante turco dá um tiro para o Alto.14:24 Silêncio.14:25 Koff Anan agradece ao representante turco14:26 Representante Israelense protesta.14:27 Cônsul Russo solta o nó da gravata e acende um cigarro.14:28 Representante Francês protesta.14:29 Cônsul Russo bafora na cara do representante francês.14:30 Representante Francês pede a palavra.14:31 Koff Anan pede para que ninguém fume.14:32 Representante Jamaicano (sim, a Jamaica também tem uma cadeira) se retira.14:33 Cônsul Russo fala por cima do chefe de segurança.14:34 Koff Anan pede calma.14:35 Representante Americano levanta e ameaça Cônsul Russo.14:36 Cônsul Russo joga uma caneta no Americano mas acerta o Embaixador Chileno.14:37 Francês se esconde em baixo da mesa.14:38 Iraquiano oportunista se levanta e ataca Israelense.14:39 Representante britânico vira a mesa.14:40 Chefe dos inspetores morde a panturrilha do representante turco.14:41 Cônsul Russo faz francês engolir o microfone.14:42 Quebradeira geral.14:43 dedo no olho.14:44 Microfonia.14:45 Quebradeira e muito barulho.14:46 Embaixador Chinês acorda e veta.

04 May 2005

AAAAARRRRRRRREEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Duas coisas: 1. Eu não escolhi esse template pq é cor-de-rosa. Eu ODEEEEEEIO cor-de-rosa e muitas das coisas que eu associo a essa cor me trazem péssimas lembranças, como por exemplo, o tempo em que eu queria ser como a Barbie e ficava arrasada porque não era loira, alta e magra como ela. (Sabe que eu nunca parei pra pensar se a Barbie é inteligente?) O template é PROVISÓRIO, ainda há alterações a fazer nele - principalmente porque a minha cor preferida é o vermelho, vivo e intenso!
2. O que me deixou realmente irritada foi um "artigo" na net de comportamento que copio/colo a seguir. É o típico artiguinho "Nova Cosmopolitan" que eu citei alguns posts atrás (ou abaixo, se preferirem). Querem saber porque ele me irritou? Pq dá a impressão de que mulher é burra e não sabe se divertir sem um macho do lado. Lógico que muitas das idéias ali colocadas são boas para quem não gosta de futebol - mas notem as sutilezas do texto para nos fazer "caçar homem". Só não vou sublinhar quais pq confio na inteligência de vcs e pq não tenho tempo hábil HOJE para tanto (caso raro de modificação a posteriori do post).
"Futebol: Manual de sobrevivência para mulheresComeçou dia 23 de abril o Campeonato Brasileiro de 2005, vulgo Brasileirão. Motivo de desespero para as mulheres? Claro que não! Quem disse que domingo é dia de homem ir para o bar assistir jogo e mulher ficar em casa ou sair com as amigas? Desculpem, mas sair só com mulher é chato sim. A não ser que elas precisem muito colocar o papo em dia (geralmente sobre eles), mas isso se faz em outros dias - quando os homens vão jogar futebol. Então meninas, fiquem tranqüilas nesses próximos dias do Brasileirão, que nem tudo está perdido. Só peço atenção para as seguintes observações:
1) É importante ter uma amiga para acompanhar você. Sozinha, em dia de jogo, só com homens, a coisa fica complicada.
2) Esse manual não se aplica à final do campeonato (que está muito longe ainda, um menino me falou).
3) Esse manual também não se aplica às meninas que a-do-ram futebol e sabem tudo sobre o time e o campeonato; elas não precisam de manual de sobrevivência.
- Assistindo o jogo na casa de alguémTranquilissimo, pode ir sem problemas. Mas, como avisado antes, leve uma amiga / companheira, porque se tiver só homem a tendência é ser um porre. No final da partida eles vão falar só sobre futebol e ainda vão querer emendar uma balada que você não vai querer ir. Estando você com mais pessoas do sexo feminino, ao final do jogo, pode ter certeza que as mulheres (após os comentários do gol, do impedimento, do juiz e da falta) serão o centro da atenção!
Pergunta: precisa assistir o jogo e vibrar com eles? Resposta: Lóóógico que não! Enquanto eles vêem o jogo, sinta-se em casa e tome as cervejas deles, coma o churrasco que eles preparam e aproveite para colocar a fofoca em dia com as amigas (sobre eles). Caso o time deles perca, pelo menos alguém nessa historia estará alegre! - Assistindo o jogo em um barÉ até divertido ouvir os "uhhhh" "vai, p...a!" e outras sonoridades provenientes dos torcedores em uma mesa de bar. E, assim como a situação anterior, um bar em dia de jogo é lugar de mulher também. Se você estiver com amigos em uma mesa, pode ter certeza que pelo menos um deles nem é tão ligado em futebol e vai conversar com você e suas amigas durante um lance e outro. Se for para o bar só com as amigas, aproveite o intervalo pra dar uma voltinha... Encerrada a partida, eles vão precisar de um tempo só deles para comentar sobre aquelas questões já vistas (a falta, o gol, o pênalti, ...). Ceda esse tempo a eles (todo final de novela a gente comenta também né?), mas depois deixe claro que as mulheres estão na mesa também e que chegou a hora de mudar de assunto. Pergunta: precisa assistir ao jogo e vibrar com eles? Resposta: Lóóógico que não!Pergunta 2: Posso perguntar o que é impedimento? Resposta: Não, perguntas cretinas não! Pode fazer perguntas que você realmente não é obrigada a saber, como: qual o próximo jogo, o que acontece se esse time perder, qual a pontuação, etc. Mas definitivamente o que é impedimento, não!! - Quando eles vão ao EstádioNão, aí você não precisa ir até o estádio. Quer uma dica? Puxe as amigas, vá a um barzinho e siga as instruções na dica nº2. No final do jogo eles vão querer comemorar. Ou não. Mas vocês estarão lá e, caso o time deles perca, pelo menos poderão contar com a sua companhia. "
Fonte: http://www.pepsi.com.br/balada/comportamento.asp

01 May 2005

P.S.

Deixem aqui seus endereços de blogs, pra eu poder linká-los!!!!

Estamos em manutenção...

Pedimos desculpas pelos transtornos. Estamos em manutenção para melhor atendê-los. Em breve, teremos um novo template novinho para vcs...
Grasi.