30 April 2010

Mas então...

Eu podia estar peticionando, podia estar estudando, falando com algum cliente, mas estou aqui, lendo os arquivos dos dois blogs mais engraçados que eu já li, o "Homem é tudo Palhaço" (www.tudopalhaco.blogspot.com) e o "Ninguém lê esta Porcaria" (www.vidabizarra.blogspot.com). O pior é que eu já tentei me afastar do vício e não consigo.
Prometo que vou só ler mais uma página de arquivo e volto a trabalhar, juro...

29 November 2009

Hooligans Brasileiros, Paranaenses, Curitibanos

Eu curto futebol. Curto ir ao estádio ver meu time jogar. Até curto assistir, uma vez ou outra, mesa redonda na TV. Torço, assisto jogo, vibro, em uma época cheguei a VIVENCIAR o futebol. Ainda pretendo, algum dia, advogar para algum clube de futebol - principalmente, se esse clube for o Paraná Clube (PrC).
Então, você deve estar se perguntando, por que o título de Hooligans? E eu explico: sexta-feira, dia 27/11, vi de perto, no terminal do Capão Raso, em torno das 7 ou 7 e meia da noite, uma cena típica daqueles marginais que se dizem torcedores: os hooligans.
Quando eu era pequena, ouvia diversas histórias sobre as brigas que aconteciam nos Atletibas. Não eram lendas urbanas, sempre alguém conhecia alguém que tinha sofrido uma violência por torcer para outro time. Tudo era motivo: ser coxa, ser atleticano, estar com uniforme da organizada, ter o adesivo do time colado na pasta do colégio, falar que torcia para um ou para outro time... Tudo era motivo. Eu tinha medo. Até hoje tenho de, por um azar do destino, passar perto de algum louco varrido que não torça pro PrC e, por eu estar vestindo as cores erradas, me dar mal.
No último dia 27/11, fiquei indignada e revoltada por conta de uma "suposta" briga de torcidas. O que mais me chamou a atenção e enojou foi o fato de que não eram torcidas adversárias: as duas torcidas que se enfrentavam abertamente no terminal do Capão Raso torciam para o meu time, o Paraná Clube.
Eram mais ou menos seis e vinte quando peguei o Circular Sul no terminal do Boqueirão, e em uma determinada altura, entrou um rapaz com o uniforme do Paraná. Intimamente, eu sorri. Acho que até pensei "que bom, um paranista". Continuei no ônibus, e mais ou menos na altura do terminal do Portão, esse paranista pegou o celular, e perguntou para um amigo onde "ia ser o fervo". Aí, me toquei de que provavelmente teria jogo do Tricolor naquele dia.
Chegando ao terminal no Capão Raso, ouvi um foguetório e, quando desci do ônibus, me assustei com a quantidade de torcedores paranistas lá. Mas mesmo assim, me senti tranquila, afinal, eu também sou paranista. Enquanto eu andava para o tubo onde pegaria o Colombo/CIC, notei alguns seguranças correndo pelo terminal, gritando, apontando para determinada direção... E vi que, do outro lado do terminal, estavam mais alguns torcedores do PrC.
Não, amigos, não eram poucos torcedores. Era uma MASSA de torcedores. Dos dois lados, o que eu estava e o outro lado. Foi quando me bateu o medo. Medo de ser paranista e ser confundida com eles. Medo de ser paranista e eles acharem que eu NÃO ERA paranista. Medo de apanhar. Medo de sofrer alguma violência. Isso porque as duas torcidas (pelo que eu pude entender, "Zona Norte" e "Zona Sul") estavam se provocando mutuamente.
Para isso eu nunca tinha me preparado psicologicamente. Quando há torcidas do Coritiba e do Atlético em um mesmo terminal, em dia de jogo, eu sei o que fazer: fico na minha, não provoco, não olho diretamente para eles, não uso o meu ar de desafio. E, se o pau começar a comer, dou um jeito de fugir. Mas, o principal, é que nunca, em tempo algum, nem sob tortura, eu falo que sou paranista, nesse caso.
Agora, quando são duas torcidas que deveriam apoiar o MESMO time, se provocando, chamando pra briga (porque era o que eles estavam fazendo), eu juro que não sabia o que fazer: além de fugir, o que eu faço? Falo que também sou paranista ou deixo pensarem que torço pra qualquer outro time (sei lá, o América e o XV de Piracicaba seriam boas opções)? Não me entra na cabeça, por nenhuma lógica torta que seja, esse tipo de rivalidade.
Aliás, tenho em mente algumas sugestões para tentar acabar de vez com essas brigas: ficha na polícia para os desordeiros, e punição com multa pros clubes e jogadores toda vez que isso acontecer. Mas não qualquer multa: além de uma multa braba, as torcidas dos clubes que se envolverem em briga antes e depois do jogo estarão PROIBIDAS de assistirem aos próximos 5 jogos do time nos estádios, mesmo que não seja seu o mando de campo. Perdem as torcidas, perdem os clubes, perdem os jogadores, perde o futebol... mas salvam-se vidas, integridades físicas, tranquilidade, tudo mais.
Fiquei revoltada porque vi no Capão Raso, gente assustada com as torcidas se enfrentando, e tendo que ser contidas com cassetetes por seguranças. Era gente que não tinha nada a ver com o pato; que estavam voltando do trabalho (como eu); que voltavam com seus filhos; que voltavam (ou iam) para a aula; gente idosa... Todos na mesma situação: assustados com a possibilidade de apanhar, de ser agredidos, de sofrer qualquer dano. E isso, gente, não tem como as torcidas remediarem.
Por isso, peço a você, que está lendo este texto agora, que abrace mais uma causa em favor da não-violência: chega de brigas intra-torcidas. Chega de guerras entre torcidas. Chega de tentar mostrar no grito e no braço que seu time é melhor; que sua torcida é melhor e domina. Se não por você, por algum conhecido seu. Já ouvi diversas histórias escabrosas, que não foram divulgadas na TV, por conta dessas gangues que se fantasiam de torcedores, e se escondem sob uma máscara de torcida organizada.
Peço aos dirigentes de torcidas organizadas que realmente ORGANIZEM as torcidas. Para que ninguém, dentro ou fora delas, seja atingido por meia dúzia de marginais que pode até ser que torçam pelo mesmo time que vocês, mas que com certeza, estendem sua fama de desordeiros ao resto de uma "organização" que faz com que o futebol se torne um espetáculo mais bonito.
E se você conhece um cara que ama encontrar com a torcida organizada pra brigar... o que eu posso dizer? Esse aí só vai se mancar que briga de torcida não faz o time crescer quando ver alguém próximo (amigo, parente, vizinho) morrer de uma maneira estúpida, justamente por conta de uma discussão no bar sobre o jogo do último final de semana...

05 October 2009

Quando o Bloqueio é uma M...

Acho ridícula essa história de bloquear sites nos locais de trabalho. Tudo bem em relação a bloquear sites pornográficos - tem cara sem noção do quanto é constrangedor ir na mesa do colega para falar de algum projeto e dar de cara com uma bunda que ocupa quase toda a tela. Mas daí a bloquear sites, blogs, MSN, tudo que não esteja relacionado ao trabalho... Acho besteira mesmo.
E acho isso por acreditar que, com uma boa conversa - até uma boa lavada - tudo se resolve. Ou seja, deixando claro desde o início que a visitação a sites não relacionados ao trabalho da empresa é permitido, porém, não se tolera que tais visitas atrapalhem o fluxo produtivo do funcionário, vale muito mais a pena não bloquear.
Principalmente se era permitido e passou a ser bloqueado. Ninguém, em tempo algum, consegue passar as 8 (ou 6, ou 10, sei lá) horas do dia sem dar uma desanuviada na mente. Eu sou assim. Às vezes, estou mega concentrada em uma coisa. De repente, o cérebro dá uma pane total. Do nada. Isso começou a acontecer com uma frequência tal que passei a notar que, nessas horas, as idéias precisam passear no bosque enquanto seu lobo não vem. Pq depois do passeio no bosque, as idéias ficam muito, mas muito melhores e mais rápidas.
Eu notei que, em apenas uma semana de bloqueio, meu pensamento já não está mais tão rápido, ligeiro e certeiro quanto na época de acesso livre a todo e qualquer site. Sério.
Porque, quanto mais eu foco no trabalho, pura e simplesmente, mais minha mente se nega terminantemente a terminar o que começou. Pra meu desespero.
Ou seja, eu preciso de uma válvula de escape para poder produzir melhor. Pode até parecer conversa de quem mata trabalho, mas eu sei como funciono. E acho que muita gente poderia trabalhar bem melhor se fosse adotada a política "Vcs são adultos, estão aqui a trabalho, mas eu sei que não são máquinas e por isso podem acessar os outros sites; mas não abusem".
Por isso, sou favorável ao não bloqueio de sites. Sou a favor de, se isso atrapalhar o bom rendimento do funcionário, colocar limites - mas não proibir geral. Isso não só não adianta, como tb deixa o funcionário desmotivado pra continuar trabalhando. Experiência própria.

07 July 2009

Estou lendo "Moonwalk"...

...E, só para constar, é incrível como uma única imagem consegue transmitir tantos sentimentos. Falei da imagem no clipe "You're not Alone", em que o Michael parecia demonstrar uma solidão quase palpável (tá, não falei bonito asssim, mas foi essa a idéia que a imagem sempre me passou).
Acabei de ler duas passagens do livro Moonwalk (não, eu não tinha lido o livro ainda) e coincidentemente metade das coisas que escrevi hoje, antes do seu funeral, estavam no livro. É como se eu soubesse de antemão o que ele sentia.
Gostaria de poder ter conhecido Michael Joseph. Sério. Por cada olhar que ele transmitiu em entrevistas; por cada demonstração de força em seus passos de dança; por cada expressão de sua vida em suas músicas.
Infelizmente, não deu tempo. Mas com certeza, algum dia, iremos nos encontrar, Michael. Porque vc sempre estará, de alguma forma, perto de nós - e nós estaremos perto de você.

Tributo a Michael Jackson (1958-2009)

Eu sei que parece batido, que é óbvio e que milhões de outros fãs (a maioria, bem mais fãs do que eu), irão fazer a mesma coisa em seus sites, blogs, orkuts, twitters e mesas de bar, pelo mundo inteiro. Inclusive, muito melhor do que eu - que não acompanhei a carreira de Michael Jackson desde o início.
E nem tinha como eu fazer isso, já que não era nem nascida na época; e nunca me interessei em fazer o "túnel do tempo" de Michael Jackson. Pra mim, ele existia, era o máximo, ponto. Fim de conversa.
A lembrança mais remota de MJ em minha vida é também a mais óbvia: o videoclip de "Thriller", sendo exibido pela 1ª vez em TV aberta no Brasil. Lembro como se fosse hoje: domingo à noite, Fantástico rolando na TV, e o tradicional videoclip que encerraria o programa. Naquele domingo em especial, meus pais deixaram que eu fosse dormir fora do horário, para ver o clip - apesar da minha mãe achar que eu me assustaria e teria pesadelos à noite. Eu tinha entre 6 e 8 anos.
Fiquei impaciente durante o programa todo, e quanto mais chamadas do clipe eram feitas, mais eu queria vê-lo. Esse videoclipe me marcou muito, muito mesmo: fiquei assustada, devo ter tido pesadelos; e até hoje, quase 30 anos depois, só consigo assistir a "Thriller" com a luz acesa (certo, ataque de risos merecidos).
Mas, infelizmente, ele se foi. Quero dizer, não exatamente "ele". Falo da parte física, palpável; pois os inúmeros shows, músicas, polêmicas, entrevistas, etc, vão mantê-lo perto e bem vivo - enquanto houver uma única pessoa que se lembrar do artista, do performer fantástico que ele foi/é.
E hoje, quase 2 semanas após sua partida, com toda a repercussão, a cobertura pela mídia, e até mesmo com as atitudes de algumas das pessoas próximas a MJ (talvez, alguns familiares); fico me perguntando: se Michael estivesse aqui, ao nosso lado, fisicamente, ao lado de cada um de seus fãs, o que nos diria sobre tudo isso?
Talvez ele olhasse para tudo, para o memorial que está sendo transmitido neste momento, sentisse o carinho e o real pesar de seus fãs (se é que não está realmente vendo e sentindo!), e pensasse: "OK, that's just another show, let's go!". Mas só se ele considerasse esse único fato, isoladamente.
Eu acho realmente que Michael não iria ver nada isoladamente. Não parecia ser uma coisa típica dele, ver cada ponto isoladamente. Com certeza, ele iria ver o que estão fazendo com seu corpo, com seus filhos, com sua morte... e dizer: "Stop it! Stop it now! They're my children, it's my body, it's my pain! Oh, God, Oh God, Oh God... Don't let them do it to me, to my family! Please, protect my kids, protect my family, protect myself...".
Michael pediria para respeitarem sua dor em deixar sua família e seus fãs assim; para respeitarem a dor dos fãs; para respeitarem sua morte. Será que seria isso que ele diria?
Será que todo esse circo era o que a pessoa Michael Jackson queria em torno de sua morte, de seu funeral, enfim, em torno de tudo que ele construiu? Porque o que se passa é digno do performer Michael Jackson. E do homem Michael Joseph Jackson? Seria esse seu desejo?
A imagem que tenho dele (tanto faz, o ídolo ou o homem), ao mesmo tempo que é bonita visualmente, é triste essencialmente. Sabe aquela música "You're Not Alone"? Lembra do clip, que ele filmou quando estava casado com a Lisa Marie Presley? Tem uma cena em que ele passa andando, com a camisa preta aberta, em frente a vários fotógrafos, com flashes espocando.
E MJ ali, aparentemente sem se dar conta dos flashes, transmitindo uma sensação incrível de solidão, sem ninguém.
Essa imagem parece transmitir toda a vida dele, desde que começou com os The Jacksons (pensei que eles sempre haviam sido os Jackson 5, mas não). A impressão que tive quando vi essa cena pela primeira vez, o pensamento que me passou pela cabeça foi "Meu Deus, ele sempre viveu assim". Sério.
Mesmo com milhares de pessoas o rodeando, querendo chegar perto dele (seja lá por qual motivo fosse); e ele ali, sentindo-se só, como se não tivesse um porto seguro, um local só dele, um colo onde chorar, um abraço para onde voltar.
Espero, sinceramente, Michael, que você encontre após sua morte, a paz, a segurança, a felicidade que talvez não tenha encontrado em vida.
"Rest in Peace".

27 March 2009

Ambientalistas...

Eu sou a favor do meio-ambiente, pra que ele não se torne apenas meio. Sou favorável à reciclagem do lixo; da economia de luz e água; da pesquisa de veículos menos poluentes; de menos agrotóxicos na comida - e, por consequência, no solo e nas águas; sou contra o desmatamento ilegal; sou contra a matança desenfreada de animais; adoro orgânicos (embora sejam caros para o meu bolso); tudo isso.
Só não entendo muitos ambientalistas. Juro. Estava lembrando do que minha mãe falou, há uns dias/semanas atrás: "antes, quando os pacotes de mercado eram de papel, a gente precisava mudar pras sacolas de plástico para economizar as árvores. Agora, que as sacolas de mercado são de plástico, a gente precisa usar pacotes de papel pra evitar o desmatamento. Vai entender essa gente". Parece realmente um descompasso, um contra-senso, uma contradição.
Antes, a gente deixava de usar pacotes de papel (que, aliás, rasgavam facilmente e eram uma porcaria de carregar) para evitar o desmatamento, pois uma árvore só poderia geral "x" pacotes de mercado e, para atender a demanda dos mercados, era preciso derrubar X (elevado à 20ª potência) árvores. E olha que eram pacotes de papel pardo, sem passar por todo aquele processo que deixa o papel branquinho, bonitinho, etc.
Depois disso, passou-se a usar as sacolas plásticas nossas conhecidas, que são bastante úteis, diga-se de passagem (e enquanto ambientalistas fanáticos não vêm me trucidar). Mas, de um tempo pra cá, as nossas amiguinhas são acusadas de ajudar na degredação do meio ambiente; já que demoram mais tempo (agora eu não lembro exatamente o lapso temporal) que o papel para se decompor na natureza. E voltamos à campanha do "usem sacolas de papel"; que por sinal, não aguentam o peso de duas garrafas pet de 2 litros de refrigerante (também vilões na luta pelo meio ambiente).
Daí vem vc me dizer "por que razão, então, não utilizamos aquelas sacolas de algodão? Práticas, duradouras, bonitinhas, e ecologicamente corretas?". Eu te dou uma excelente razão para não comprá-las.
O caso é que, para mim, está parecendo que querem te induzir a consumir cada vez mais. Ou seja, antes, lááá atrás, quando a pessoa ia à mercearia, ao mercadinho, à bodega, ia já com a sua sacolinha que levava de casa. Depois, para que as pessoas vissem como não precisariam carregar "só" o que coubesse na sacola, passaram a fornecer os pacotes de mercado; daí pras sacolas plásticas foi um pulo e - voltamos aos nossos tempos ecologicamente corretos. Afinal, é difícil encontrar, nos dias de hoje (embora não impossível) quem ainda tenha em casa as sacolas próprias para mercearia... E como as sacolas de algodão "ecologicamente corretas" estão ali, na mão, mesmo... O que são R$ 2,00 a mais no total da compra, não é mesmo?
A questão é que, pelo menos por enquanto, vc vai descarregar as compras do carro, vai tirar a sacola e NÃO VAI lembrar, imediatamente, de recolocá-la no carro. O que vai te levar, nas próximas compras, a dar um tapa na cabeça, na fila do mercado, e falar "putz, esqueci a sacola em casa!". E aí, o que vc faz? Compra NOVA sacola "ecologicamente correta" para guardar as compras da vez, acrescentando "apenas" mais R$ 2,00 na conta da semana.
Agora, imagina isso por mês. São em média R$ 8,00 em sacolas que vc gastou. Imagina mais 10 pessoas na mesma situação que vc (só dez, não quero ser chata). São R$ 80,00 a mais pro mercado... Pra eles R$ 80,00 não faz diferença em um mês. Agora imagina esses R$ 80,00 em um ano!!! E imagina que tem mais de 1000 mercados em uma cidade como Curitiba! Olha só a economia que as sacolas "ecologicamente corretas" geraram!
Se vc opta pelas sacolas ecologicamente corretas, sou a favor. Mas tenha em mente que não é apenas o meio ambiente que elas estão procurando salvar.

01 March 2009

Terapia Doidasticamente Feita em Frente ao Computador

Quando a gente é criança, não tem muito essa de guardar sentimentos. E eu era assim: se sentia raiva, explodia mesmo, até chorava; se estava feliz, ria, contava pra todo mundo, achava todo mundo bonito e legal; se estava triste, me trancava no quarto chorando, tentando colocar pra fora toda a tristeza que me abatia. Mas nunca tentava entender esses sentimentos.
À medida que se vai crescendo, começa a história de guardar sentimentos, de não querer que alguns saibam o que estamos sentindo, de tentar entender o que se passa conosco... E é justamente aí quando começam os problemas. Não por tentar entender ou guardar os sentimentos, mas por não expressá-los da maneira correta e na hora correta. E isso ninguém nos ensina.
É perfeitamente aceitável (e até esperado) que, quando morre uma pessoa querida, a gente fique triste e derrame algumas lágrimas. O que os outros não aceitam é que, passado um tempo (sejam semanas, meses ou anos) de vez em quando bata aquela saudade, e vc comece a chorar sem muita explicação.
Vou te contar... Isso é a coisa mais idiota na face da terra que a humanidade já inventou. E conto o pq: em 2006, uma tia minha, de quem eu gostava muito (mas muito MESMO), morreu de repente. Do nada. E até hoje eu sinto a falta dela, por um motivo muito simples: por mais que eu errasse, por mais besteiras que eu fizesse, por mais que eu a magoasse (e, Deus do céu, eu sei que fiz isso), ela sempre estava lá. De braços abertos, sempre pronta pra me abrir aquele sorriso, e me aceitar e gostar de mim, me achando uma das pessoas mais importantes da vida dela, por ser exatamente do jeitinho que sou. Ela não achava que eu era perfeita, e acho que não se incomodava muito com isso. Mas o ponto crucial para mim é que, mesmo eu sabendo disso tudo, ela ainda assim demonstrava o quanto eu era importante pra ela.
A gente sabe que mãe e pai querem o nosso bem. Sabe que eles nos aceitam, mesmo tendo consciência de todos os nossos defeitos, e que somos talvez as pessoas mais importantes que eles têm na vida. Mas eu sempre senti falta dessa demonstração que a minha tia me dava. Eu sei bem o quanto eles me querem bem e o quanto querem que eu seja uma pessoa feliz, importante, bem colocada... Mas acho que já estou tão magoada, tão triste, que não consigo enxergar as demonstrações que, mesmo não sendo perfeita, não tem importância.
Vcs vão pensar que eu estou sendo criança, que estou sendo imatura e mimada por essa minha atitude. Mas uma coisa é certa: estou começando a ficar muito cansada, mas cansada mesmo, de tentar demonstrar o quanto eu posso ser uma pessoa legal, bem sucedida, e feliz, e quando faço algo com que os meus pais não concordem, não aceitem, achem errado, parece que cometi um crime federal, sem direito a indulto. Me sinto julgada por uma ação, e não pela pessoa que eu sou.
Me sinto sempre no fio da navalha: não posso dar um deslize. Não posso tomar uma atitude que os contrarie. Não posso usar um corte de cabelo que eles não aprovem. Não posso gostar de pessoas que eles não considerem perfeitas. Na verdade, muitas vezes sinto que não posso tomar minhas próprias decisões.
Eu guardo, guardo, guardo e guardo cada vez mais esses sentimentos, e isso vai crescendo dentro de mim. Ao invés de explodir, eu guardo. Não quero demonstrar que sou fraca e que às vezes eu quero um colo pra chorar, chorar, chorar e continuar chorando até o peito doer. Mas não quero que ninguém me dê resposta alguma, eu quero simplesmente que a pessoa me escute e fique lá, esteja lá, demonstrando que gosta de mim e que não tem problema nenhum eu chorar. Que não tem problema nenhum eu não ser perfeita, que tudo bem eu errar às vezes e que uma vez ou outra eu vou fazer escolhas erradas, mas que vou me levantar, seguir em frente e tudo vai se ajeitar. De um jeito ou de outro.
Mas eu sempre sinto que tenho que ser a Srta Perfeição, tenho que ser bonita, magra, elegante, bem articulada, discreta, bem colocada profissionalmente em um concurso público, mesmo sem gostar do que faço (pq ganho bem, e isso deve bastar), ter uma pessoa ao meu lado que me sustente financeiramente - ou até não ter ninguém, o que deve ser melhor; chegar em casa no horário, não sair, não conversar com ninguém (pq ninguém nesse mundo é digno de confiança); usar roupas chiques mas que custem pouco; falar pouco, quase nada, fazer piadas na hora certa, e o principal, não dar trabalho para ninguém.
Chorar no ombro ou no colo implica em dar trabalho para alguém. Então não sou perfeita. A impressão que tenho é que basta um errinho mínimo para que tudo o que eu faça, todos os dias (e que nunca é o suficiente) perca todo o seu valor. Basta eu comer um pouquinho a mais, para me tornar uma pessoa digna apenas e tão-somente de pena por ser esganada e balofona. Basta gastar com uma bobagenzinha que eu queria, pra que me torne uma gastadeira irrecuperável e caloteira em potencial. Basta eu chorar de tristeza ou saudade ou raiva para ser um fardo pesado na vida de todos.
Às vezes eu acho que não deveria ter nascido, que vim foi de teimosa. Ainda me lembro das palavras ditas uma vez, quando eu tinha uns 15 anos: "Fui burra de engravidar, e quando fiquei sabendo, a burra aqui ainda ficou feliz". Isso me machuca tanto, tanto, que todos os dias eu penso se sou um erro da natureza (não com essas palavras); e também que não quero ter filhos para não passar toda essa carga errada adiante.
Estou tão cansada da minha vida, tão cansada de viver, que não tenho mais ânimo para sair, me divertir, comer, sei lá. Tudo me cansa. Tudo me deprime. Não vejo graça em mais nada, estou voltando ao automático: acordar, me arrumar, ir para o trabalho, trabalhar com carinha feliz, voltar para casa, fazer carinha feliz, comer qualquer coisa, ouvir reclamação, tomar banho, dormir. Estou voltando ao automático. Hoje também vou estar no automático: sair, comer, ver as coisas, conversar um pouco, voltar pra casa, tomar banho, ver o BBB e dormir. E amanhã começa tudo outra vez...

17 February 2009

Enquanto isso, numa internet próxima de vc...

É engraçado como a internet, o e-mail, o orkut e tantas outras coisas mudam a vida da gente.
Antes eu não conseguia passar um dia sem ler, responder e encaminhar meus e-mails; não podia passar um dia (que dirá uma semana!) sem ver meu orkut; e deixar de postar no meu blog, deixar de visitar meus sites e blogs favoritos...

E isso foi perdendo espaço e importância de três - digo, dois anos pra cá. Os emails bonitinhos começaram a ser repetitivos, ou seja: cada vez que vejo um e-mail com o assunto "Lindo", "Vc vai amar", "Muito Fofo", é a senha para eu ligar o automático e deletar o e-mail, sem dó nem piedade - e, via de regra, sem ler. Já li tantas vezes que Jesus me ama; que o menino sabia que ia morrer e disse isso aos pais e irmãos; que o cachorrinho era manco e foi comprado por um menino manco, que isso já não me atinge mais.

Agora, só passo adiante uma ou outra piada; um ou outro vídeo; uma ou outra mensagem. E tudo no CCO, para evitar que algum e-mail mal-intencionado invada minha conta, azede o leite e queime o HD. Duros tempos, duros tempos...

Antigamente (putz, antigamente eu falava antigamente quando algo tinha mais de DEEEEZ ANOS), não ler o e-mail de alguém significava quase uma ofensa pessoal: a pessoa tirava uma parcela do próprio tempo, pesquisando nos próprios e-mails uma belíssima e construtiva mensagem sobre a miséria no mundo, e eu retribuía simplesmente deletando a mensagem??? Não, meus amigos: eu também entupia as caixas de e-mail dos meus contatos (sim, porque quando eu abri a minha primeira conta de e-mail, tinha vários contatos!) com mensagens edificantes, belíssimas e extremamente carregadas.

Hoje em dia, dou uma rápida olhada na página do Hotmail: tem o clipezinho indicando anexo? Dependendo do assunto, eu não leio, não abro, não encaminho, deleto e não me sinto culpada por isso. Ou seja, não me estresso mais com isso.

Orkut tb já teve papel mais importante na minha vida. Cheguei a entrar em quase 300 comunidades, das mais bizarras às mais sérias. Agora, não. Metade das quase 150 são bizarras, e uma boa parte é séria - mas todas revelam um pouco do que sou.
Hoje em dia, o Orkut não é nada mais do que mais um modo de saber notícias de amigos e parentes distantes. Ainda fico decepcionada quando não tem uma quantidade enoooooooooorme de recados na minha página, e não tem comentários nas fotos, mas mesmo assim, não me estresso. Aquela coisa de "quer saber? Já foi".

Quando diziam que a internet ia dominar o mundo, eu juro que acreditava: era site de tudo, blog de todo jeito, tudoaomesmotempoagora. Agora estou vendo que não é bem assim, já que uso a internet mais pra trabalhar e comunicação (realmente!) do que para me divertir.

Foi a mesma coisa quando surgiu a televisão: diziam que o cinema ia acabar. A internet ia acabar com os livros. A internet ia manter todos muito mais em casa. E quer saber? Nada disso acontece realmente. Pq todo mundo convive muito bem, hoje em dia, com a sua vida real e a sua vida virtual - até mesmo os que são bitolados em internet... Até mesmo os viciados em computador.

Só sinto falta mesmo do micro, da internet, quando estou no ônibus: infelizmente, as minhas melhores idéias para textos surgem justamente enquanto estou me equilibrando para me manter em pé.

18 August 2007

Quando a bola não é redonda...

Achei o texto abaixo nos arquivos (em março de 2005) do blog "Homem é Tudo Palhaço" (www.tudopalhaco.blogspot.com), e aí não resisti: copiei, colo abaixo e comentários na seqüência...

Palhaço boleiro

O Corinthians anunciou esta noite a demissao do tecnico Tite. O nome do substituto nao foi imediatamente definido. O time perdeu para o Sao Paulo no domingo por um a zero. O tecnico carregou na culpa da Juiza ('Mulher nao pode apitar jogo de futebol de alto nivel')

O time joga mal, perde o segundo clássico seguido e o malandro põe a culpa na pobre árbitra.
Assim é mole.

Pior: não só culpa (porque isso eles fazem com todo árbitro) como me sai com esta pérola filosófica do alto de seu profundo conhecimento sobre a condição-feminina-enquanto-assopradora-de-apito.
A imprensa não deu muita bola, mas devia. Comentários como esse revelam a verdadeira natureza das pessoas.

Porque vamos lá ... quando o time vai mal, perde jogos, cai pra segundona ou apresenta um futebol medíocre ou é burocraticamente escalado por um técnico ... bem .. quando isso acontece (e acontece SEMPRE), não vemos nenhum comentarita ou entendido de futebol sair por aí dizendo .. "homens não deviam comandar times de futebol de alto nível".

Compreenderam a diferença?

E antes que chovam críticas .. eu vi o jogo e a árbitra não interferiu no resultado da partida.

14 June 2007

A Princesa e o Dragão

Texto muito bom, muito engraçado, que eu li na comunidade do Orkut "Cabeludos de Curitiba - Festas":


"No alto do castelo, há uma linda princesa - muito carente - que foi ali
trancada, e é guardada por um grande e terrível dragão"...
** HEAVY METAL:
O protagonista chega no castelo numa Harley Davidson, mata o dragão, enche
a cara de cerveja com a princesa e depois transa com ela.

** METAL MELÓDICO:
O protagonista chega no castelo num cavalo alado branco, escapa do dragão,
salva a princesa, fogem para longe e fazem amor.

** THRASH METAL:
O protagonista chega no castelo, duela com o dragão, salva a princesa e
transa com ela.

** POWER METAL:
O protagonista chega brandindo sua espada e trava uma batalha gloriosa
contra o dragão. O dragão sucumbe enquanto ele permanece em pé, banhado
pelo sangue de seu inimigo, sinal de seu triunfo. Resgata a princesa.
Esgota a paciência dela com auto-elogios e transa com ela.

** FOLK METAL:
O protagonista chega acompanhado de vários amigos e duendes tocando
acordeon, alaúde, viola e outros instrumentos estranhos. Fazem o dragão
dormir depois de tanto dançar, e vão embora, sem a princesa, pois a
floresta está cheia de ninfas, elfas e fadas.

** VIKING METAL:
O protagonista chega em um navio, mata o dragão com um machado, assa e
come. Estupra a princesa, pilha o castelo e toca fogo em tudo antes de ir
embora.

** DEATH METAL:
O protagonista chega, mata o dragão, transa com a princesa, mata a princesa
e vai embora.

** BLACK METAL:
Chega de madrugada, dentro da neblina. Mata o dragão e empala em frente ao
castelo. Sodomiza a princesa, a corta com uma faca e bebe o seu sangue em
um ritual até matá-la. Depois descobre que ela não era mais virgem e a
empala junto com o dragão.

** GORE:
Chega, mata o dragão. Sobe no castelo, transa com a princesa e a mata.
Depois transa com ela de novo. Queima o corpo da princesa e transa com ele
de novo.

** SPLATTER:
Chega, mata o dragão, abre-o com um bisturi. Sodomiza a princesa com as
tripas do dragão. Abre buracos nela com o bisturi e estupra cada um dos
buracos. Tira os globos oculares da princesa e estupra as órbitas. Depois
mata a princesa, faz uma autópsia, tira fotos, e lança um album cuja capa é
uma das fotos.

** DOOM METAL:
Chega no castelo, olha o tamanho do dragão, fica deprimido e se mata. O
dragão come o cadáver do protagonista e depois come a princesa.

** WHITE METAL:
Chega no castelo, exorciza o dragão, converte a princesa e usa o castelo
para sediar mais uma "Igreja Universal do Reino de Deus".

** NEW METAL:
Chega no castelo se achando o bonzão e dizendo o quanto é bom de briga.
Quer provar para todos que também é foda e é capaz de salvar a princesa.
Acha que é capaz de vencer o dragão; perde feio e leva o maior cacete. O
protagonista New Metal toma um prozak e vai gravar um disco "The Best Of".

** GRUNGE:
Chega drogado, escapa do dragão e encontra a princesa. Conta para ela sobre
a sua infância triste. A princesa dá um soco na cara dele e vai procurar o
protagonista Heavy Metal. O protagonista grunge sofre uma overdose de
heroína.

** ROCK N'ROLL CLÁSSICO:
Chega de moto fumando um baseado e oferece para o dragão, que logo fica seu
amigo. Depois acampa com a princesa numa parte mais afastada do jardim e
depois de muito sexo, drogas e rock n roll, tem uma overdose de LSD e morre
sufocado no próprio vômito.

** PUNK ROCK:
Cospe no dragão, joga uma pedra nele e depois foge. Pixa o muro do castelo
com um "A" de anarquia. Faz um moicano na princesa e depois abre uma
barraquinha de fanzines no saguão do castelo.

** EMOCORE:
Chega ao castelo e conta ao dragão o quanto gosta da princesa. O dragão
fica com pena e o deixa passar. Após entrar no castelo ele descobre que a
princesa fugiu com o protagonista Heavy Metal. Escreve uma música de letra
emotiva contando como foi abandonado pela sua amada e como o mundo é
injusto.

** GRUNGE:
Chega no castelo e tem uma overdose de heroína.

** PROGRESSIVO:
Chega, toca um solo virtuoso de guitarra de 26 minutos. O dragão se mata de
tanto tédio. Chega até a princesa e toca outro solo que explora todas as
técnicas de atonalismo em compassos ternários compostos aprendidas no
último ano de conservatório. A princesa foge e vai procurar o protagonista
Heavy Metal.

** HARD ROCK:
Chega em um conversível vermelho, com duas loiras peitudas e tomando Jack
Daniel's. Mata o dragão com uma faca e faz uma orgia com a princesa e as
loiras.

** GLAM ROCK: (esta é a minha preferida...)
Chega no castelo. O dragão rí tanto quando o vê que o deixa passar. Ele
entra no castelo, rouba o hair dresser e o batom da princesa. Depois a
convence a pintar o castelo de rosa e a fazer luzes nos cabelos.

** Agradecimento especial à TATHYANA, que postou o texto na comunidade e, infelizmente, desconhece a autoria... Thanks, Tathy! **

11 June 2007

Amados Cabeludos...

Eu sou uma profunda, assumida e irremediável "maria-shampoo". Ou seja, passou por mim um par de calças masculinas, acompanhado de uma bela e vasta cabeleira, automaticamente adquire minha admiração sincera. Sério.

Curto cabeludos desde... deixa eu pensar... acho que desde os meus 12 anos - 12 ou 14, não tenho bem certeza. O fato é que, qdo vi pela primeira vez um cabeludo, assim, de pertinho, nunca mais consegui desvincular do meu ser a admiração que tenho por esses rapazes.

Cabeludos são, para as maria-shampoo, aqueles homens que nos fazem virar a cabeça na rua, sem o menor pudor ou vergonha. São aqueles homens que às vezes seguimos, só para perguntar o nome. São aqueles homens que queremos levar pra algum lugar (qualquer lugar)para ficar junto - e só (mas não NECESSARIAMENTE ficar junto).

Podem ter barba ou não; estar de madeixas soltas ou amarradas; com cabelos lisos ou cacheados; loiros, ruivos ou morenos - sempre vão agradar. Talvez só queimem o filme (um pouco) se a cabeleira estiver gordurenta e/ou mal-cheirosa, o que faz muita mulher viajar e pensar em afagar aqueles fios quando estão limpinhos, cheirosos, sedosos, macios... Olha só, até de cabelos sujos os cabeludos podem fazer sucesso (mas aí nada é garantido).

As marias-shampoo começam a se interessar pelos "Rapunzel" da vida geralmente, entre os 13 e os 16 anos. Se passar dessa idade, dificilmente as mulheres vão sentir o sex-appeal que os cabeludos têm e a "paixão" que despertam (mas não é nada impossível). Sabe-se lá porquê! E o mais engraçado é que as maria-shampoo podem até se sentir atraídas por homens de cabelos curtos, se relacionar com eles e serem fiéis - mas que o pescocinho vai virar e o olhão brilhar ao ver um cabeludo, ah, isso vai.

Já ouvi falar que as mulheres que preferem os cabeludos o fazem porque buscam, na realidade, uma mulher para se relacionar afetivamente e, como não têm coragem para assumir esse lado lésbico, se contentam com os homens cabeludos - ** PAUSA PARA A SUA MERECIDA GARGALHADA, e para que eu pare de rir tb... **

Não se pode esquecer que há DOIS tipos de marias-shampoo: as que querem um cabeludo, qualquer cabeludo, não interessa qual, a qualquer custo, em qualquer hora e lugar. E há, lógico, o segundo tipo, no qual me enquadro: amam os cabeludos sinceramente, querem um cabeludo para chamar de seu, MAS não é qualquer cabeludo.

As marias-shampoo do grupo 1 - aquelas que querem porque querem um cabeludo e ponto - poderiam ser chamadas de shampoonetes (ou outro nome mais adequado, que não me ocorre agora). Isso porque o tempo pode passar, elas podem amadurecer e, num belo dia... descobrirem que não querem tanto assim um homem que tenha o cabelo maior que o delas. Geralmente são adolescentes, e se apaixonaram perdidamente por um astro de cinema, de TV ou da música que tem cabelos compridos - e ao atingir 18 ou 20 anos, ou quando o artista em questão cortar as madeixas, deixarão de gostar taaaaaaanto de cabeludos. Nada impede que essas marias-shampoo cresçam e passem ao grupo 2.

As marias-shampoo do grupo 2 são o que eu chamaria de VERDADEIRAS MARIAS-SHAMPOO: ao descrever o tipo físico de homem preferido, um dos primeiros itens citados é o cabelo comprido. Podem ter até mais de 50 anos, mas que são eternas admiradoras de cabeludos, ah, disso não há dúvidas... Sempre têm, pelo menos, uma história para contar relacionadas aos "Rapunzel", tendo eles participado de sua vida ou não. Normalmente, não sabem colocar em palavras exatamente o quê as atrai tanto nos cabeludos, mas sabem exatamente o que sentem ao ver um na rua. Querem um cabeludo para chamar de seu - mas não qualquer um, pois sabem que só um cabelo comprido não basta. Até porque cabelo pode cair. Para as verdadeiras marias-shampoo, o cabeludo não é cabeludo por acaso.

Cabeludos têm um não-sei-o-quê, uma aura, um charme que atraem a mulherada. Normalmente, não é só o cabelo comprido que atrai a mulherada: é a postura; é o jeito de falar; é o "tou deixando o cabelo crescer, sim"... Cabeludos normalmente ouvem o mesmo estilo musical, mas não ficam de firula quando encontram alguém que goste de outro tipo de música. Cabeludos normalmente mantém uma conversa com uma mulher na boa, mesmo ela não dando bola pra ele. Cabeludos normalmente não fazem charme pra chamar a atenção (** ok, ok, podem rir do "charme pra chamar" **), mas são MESTRES nisso... Cabeludos que são cabeludos não ficam o tempo todo mexendo no cabelo pra pegar mulher - nem precisam.

Quer saber? Cabeludos são AUTÊNTICOS, BEM-RESOLVIDOS E SIMPLESMENTE O MÁXIMO e, por isso mesmo, a mulherada paga um paaaaaaaaaaau pra eles!

** DEDICADO AO MELHOR CABELUDO QUE JÁ CONHECI: MEU NAMORADO FABIANO; AO SEU AMIGO QUE LEVANTOU A QUESTÃO "POR QUE A MULHERADA PAGA UM PAU PRA CABELUDO?", JONATAS (vulgo Morto); E PRA TODA A GALERA DA COMUNIDADE DO ORKUT "CABELUDOS DE CURITIBA - FESTAS" **

14 May 2007

Dietas...

Engraçado como todo mundo sabe exatamente qual é a dieta correta, mais acertada, mais saudável, mais eficaz (tudo isso junto) que te fará emagrecer e ficar linda - e magra - sem sofrer. E é engraçado como todo mundo sabe disso, e quando vc tenta mostrar que não adianta, que vc não quer aquela dieta, que vc sabe o que é melhor pra vc, a pessoa vai te olhar e dar a entender que não, vc NÃO SABE o que é melhor pra si próprio. Como se fosse preciso que essa pessoa estivesse sempre ali pra te dizer o certo e o errado.
Engraçado como algumas pessoas olham pra vc como se vc tivesse uma doença ou um defeito muito grave e feio - e não como alguém que está, pura e simplesmente, acima do peso.
Mas o pior é quando uma dessas pessoas é justamente alguém que vc ama, admira, respeita e não quer magoar. Sei lá, parece que dói muito mais. Não dói o olhar - dói o fato de vc saber que para ela vc só será uma pessoa melhor se atender a uma situação que ela quer - e não uma situação que vc quer.
Machuca quando essa pessoa tão querida e amada comenta com outras pessoas (não tão amadas e queridas) coisas pessoais suas - tem coisa mais pessoal do que a pessoa saber (OU NÃO!) quantas vezes vc vai ao banheiro no dia, na semana?
Machuca DEMAIS, MUITO MESMO, quando vc fala para essa pessoa que não quer, não gosta de determinada coisa e ela fica ali, insistindo, com o válido argumento de "é bom para vc". E vc se mantém firme na sua posição, se doendo por dentro, pq conhece tão bem essa pessoa que sabe que ela vai ficar pensando que vc está se mantendo firme por birra, pra contrariar, pra ser do contra... E te dá a impressão de que nunca, nem por um momento, ela considerou o fato de que vc realmente SABE o que está fazendo.
Eu cansei de seguir dietas que os outros tentam vender pra mim. Eu cansei de desistir de dietas que os outros acham que não são boas pra mim. E cansei de não poder seguir uma ou outra dieta que os outros passam para mim, pq vou ter que ouvir um monte de outras tantas pessoas que a dieta que estou seguindo não é tão boa, tão saudável, tão eficaz quanto a que elas têm a me oferecer.
Em tempo: podem pegar no meu pé, se um dia eu oferecer uma dieta para vcs.
Gazzy

22 April 2006

Bom Humor...

Mania que a gente tem de rotular tudo. Potinhos, sites, amigos, pessoas, trabalhos, sentimentos, relacionamentos...
Então. A gente tem mania de dizer que fulano tem BOM humor quando ele está sempre alegre, dando risada, mesmo que esteja com uma unha encravada inflamada, dente do siso nascendo e obturação caída, num dia chuvoso e com prova pra qual ele não estudou. Mas será que isso é bom humor?
Eu andei pensando, e estou chegando à conclusão que não é bem assim. Acho que bom humor tb é isso, mas tb é ser sincero com vc mesmo e com os outros e falar, calmo e paciente e educadamente, "não estou legal, não mexe comigo". Isso tb é bom humor.
Também é bom humor vc estar mal e ver uma pessoa especial ou querida ou importante (ou melhor ainda, tudo isso junto) e pensar que não quer ir pro buraco com ela, mas não quer que ela vá sozinha, então resolve fazer de conta que o mundo é cheio de chocolate Alpino (ou o que vc preferir), cerveja, boa música e companhias legais e não deixar esse alguém cair, de jeito nenhum...
Bom humor é contar uma piada ruim e não ficar chateado se ninguém der risada - pq até vc sabe que contar piada não é seu forte.
Bom humor é levar aquele banho, olhar pros lados e xingar o desastrado que fez questão de passar por uma poça dando-lhe outro banho...
Bom humor é assumir a cara amarrada.
Bom humor é saber assumir os erros - ou não admiti-los, quando se sabe que vai ser pior pros outros fazer isso.
Bom humor é ler o post de alguém da família e mandar com um recado "vc escreveu isso".
Eu conheço várias pessoas com esse tipo de bom humor. E vc?

25 November 2005

O que realmente importa

Já tem um tempinho que não escrevo nada aqui, e não é só por preguiça ou falta do que dizer. Tem uma mistura de tudo: preguiça, falta do que e como dizer, outros afazeres, outras pessoas que se tornaram importantes pra mim...
Aí eu fico pensando no que realmente importa na vida: seria ter um emprego bom, rentável? Aliás, tecnicamente falando, o que é realmente um emprego bom?
Fico pensando hoje em dia que o que realmente importa, pra mim ao menos, é justamente não o emprego "bom" ou "rentável". Uma coisa que fica me remoendo muito "lá nas idéia" é o que o Leo Jaime disse uma vez: Se for ruim e durar, vai ser muito ruim, enquanto que, se for bom, acaba durando.
Isso não se aplica somente ao emprego, à profissão. Se aplica aos relacionamentos, tb. Se for bom, ele vai durar. Fico aqui, pensando nas dificuldades que a gente pode enfrentar(ou de repente já está enfrentando) e descubro a cada dia que cada lágrima derramada é uma pedrinha que tropecei. É um pedacinho de estrada que o meu pé já doeu e fez uma bolhinha. Mas sabe o legal disso? É que bolhas cicatrizam. Elas podem demorar para secar, podem demorar depois disso para cicatrizar. Mas sempre cicatrizam. E dificilmente deixam marcas nos pés. aliás, não tenho nenhuma nos pés, causadas por bolhas.
Pra mim, o que realmente importa é estar rodeada das pessoas que amo, que respeito, que admiro. Seja em casa, no trabalho ou em qualquer outro lugar. E volta e meia me sinto assim... Amada! Porque tão importante quanto amar é ser amada - e a cada dia, cada hora, cada minuto, cada segundo, me sinto amando e amada.
Tenho colhido muitos frutos do que plantei. Mas talvez o fruto mais saboroso eu ainda precise esperar um pouco... Vc se incomoda de esperar comigo?

10 October 2005

Lembra daquele livro?

Lembra daquele livro que eu te falei? Que tinha uma passagem muito boa, tentei te mostrar e não achei? Então, ontem à noite eu fui olhar onde tinha copiado o trecho e encontrei. E é engraçado porque, se antes, independente de qualquer coisa eu já sentia isso, AGORA é que vejo o significado pleno dessas palavras que, antes eram apenas um amontoado de letras que passavam uma idéia distante... E que agora se tornaram reais.

"Lembro-me ainda (...) de que não cabia em mim de tanta felicidade. Não era o tipo de felicidade que a gente experimenta quando come ou bebe alguma coisa gostosa, pois esse tipo de felicidade a gente sente só na boca. Não... naquela hora, TODO O MEU CORPO FERVIA DE FELICIDADE."
(O Dia do Coringa, do mesmo autor de "O mundo de Sophia")

05 October 2005

Depois da Tempestade, a Calmaria...

Como tudo na vida, após um período turbulento, os ânimos e as situações se acalmam, as coisas se encaixam e tudo (ou quase tudo) volta aos seus devidos lugares.
E, desta vez, não foi diferente. Aliás, explico: nem sempre tempestades são ruins - isso é fato. Quantas e quantas vezes admirei a beleza, a fúria e a força das tempestades... Principalmente pq, assim que ela acabava, ficava muito mais fácil ver o que deveria permanecer e o que deveria ir embora seguindo o curso das águas, "seguir seu caminho".
Vivi por aproximadamente duas semanas de tempestade. Que me encharcaram a alma, os ossos, acho que até o que tem DENTRO dos ossos. Procurei admirar a veleza, a fúria e a força dessa tempestade, do lado de dentro da casa, através da vidraça. Mas teve uma hora, aquele fatídico momento em que tive que escolher: deixar a tempestade agir na minha vida ou continuar a apenas olhá-la, sem sentir o frio e a sensação molhada de suas águas e também sem sentir a sua força e a sua paixão.
Então, optei por deixar as águas dessa tempestade levar embora o que deveria ser levado embora, o que não fazia mais sentido continuar na minha vida, e trazer algo novo pra mim. E, aos poucos, a tempestade foi passando, levando incertezas, dúvidas, medos, antigas feridas e trazendo uma alegria que já ultrapassou os limites do "saltar aos olhos" que, como alguém me disse, "está que nem um espelho".
Então, depois de duas semanas turbulentas (porém ótimas), finalmente a calmaria baixou na minha vida. EI, EU DISSE A CALMARIA, NÃO A MONOTONIA!!! Aliás, muuuuuuuuuito pelo contrário...

02 October 2005

Mais feliz impossível!

Não só porque vc me perguntou. Não só porque eu disse que ia fazer. Mas também - e principalmente - pq quero que TODOS saibam o quanto vc é especial, e quanto vc me faz feliz e me faz sentir especial.
Quero mostrar a todos a pessoa melhor que me tornei depois que vc entrou na minha vida. Ou que acho que me tornei. Quero que todos saibam como meu sorriso ficou mais fácil e meus olhos mais brilhantes - por causa da forma como vc me trata, da forma que me faz carinho e do jeito que me olha.
Quero que saibam que adoro me perder nesses olhos verdes, tão lindos, e me afundar nesses cabelos... E esse perfume? Como posso passar sem sentir esse perfume pelo menos mais uma vez?
Não sei mais como definir a pessoa maravilhosa que vc é. Apenas consigo sentir o quanto vc é especial e o quanto me faz feliz. E, por favor, quando for ouvir uma música antes de dormir, ouça "Angel" do Aerosmith... Pois estarei ouvindo essa mesma música pensando em vc.

25 September 2005

Hinos da vida

Já notou que, em determinados momentos da sua vida, parece que tem uma música que vira sei lá, um mantra, um hino, um reflexo fiel de como a sua vida está naquele exato momento? Engraçado, porque comigo isso acontece - e muito.
Já tive muitas fases. De ter músicas do NKOTB (fui fã, sim, e daí) até Aerosmith tocando direto no meu rádio simplesmente pq correspondiam à realidade. Sabe aquele filme "Be Cool"? Quando o John Travolta fala pro Steve Tyler que a música que ele fez (que agora não vou lembrar o nome agora) refletia um momento em relação às filhas, que tinham acabado de nascer, meio que tive um estalo: gente, as músicas REALMENTE refletem nosso estado de espírito!!!
E agora vivo isso. Não foi à toa que comprei dois cd's do Leo Jaime recentemente. A maioria das músicas dele está refletindo agora o que estou vivendo (não, não vou dizer quais músicas que aí fica claro demais o que é). Mas já tive, pouquíssimo tempo atrás, a sensação de estar estrelando o videoclip da música November Rain, do Guns n'Roses... Principalmente quando a noiva do Axl morre. Todo aquele desespero, aquela tristeza, aquele tom meio down... Fazer o quê?
Sei que agora estou adorando ouvir meus Leo Jaime (por sinal, podem acessar www.leojaime.com.br), estou curtindo minha nova fase, estou curtindo meus amigos e... enfim... vou ouvir meus hinos atuais.

26 August 2005

Falando de futebol - pela ótica feminina

Não estou aqui pra falar que não entendo lhufas das regras de futebol, e nem tampouco pra explicar porque o fato do Borges não ter sido vendido é tão importante para o ataque paranista neste momento decisivo do campeonato mais competitivo do mundo.
Tá, eu não entendo mesmo muitas das regras de futebol. Mas curto o espetáculo. Gosto de ir ao estádio, ver aqueles 22 homens se matando por uma bola, cada qual mais empenhado em sabe-se lá o que (fazer gol, ser artilheiro, ser o goleiro menos vazado, ser o melhor jogador em campo, ajudar o time, fazer moral com a torcida, tentar ir bem na partida para ir jogar no exterior). Gosto de ver que o cara ao lado está praticamente dando o sangue pra apoiar o time - se pudesse, entrava em campo pra fazer isso. Gosto de ver as cores do meu time, as bandeiras, os hinos, a euforia tomando conta da arquibancada. Gosto do CONJUNTO futebol, não só do futebol em si.
Mas não é isso que me afronta. Não é o fato de muita gente ver o futebol como negócio, onde os jogadores e seus passes maravilhosos estão num mercado. É o fato de mais ninguém se indignar com quem só vê o futebol dessa maneira.
Não vou negar que fiquei feliz quando soube que o Borges (jogador do Paraná Clube) não ia mais pra Espanha. Não vou negar que pensei no pior tipo de vingança que um técnico de futebol poderia adotar nesse caso (se ele fosse louco varrido e despeitado, óbvio): deixar o Borges no banco, só pra ele ver o que é bom pra tosse. Mas não vou negar, principalmente, a raiva que me deu, durante toda a semana, em saber que quando o meu time está escalando a montanha que pode, sim, levá-lo a um título tão nobre, tão suado, tão sofrido e tão reconhecido como o de Campeão Brasileiro... a diretoria vende o jogador. Vende a alma dos torcedores. Vende a esperança de tantos tricolores que, como eu, esperam há um bom tempo para comemorar (e já estamos comemorando, notem bem!) um título, um reconhecimento nacional.
E também me afronta a postura de certos jornalistas. Ou que se dizem jornalistas. Ou que pensam que são jornalistas. Principalmente os do eixo Rio-São Paulo.
Não é nada pessoal contra os referidos estados, juro. Mas sempre que vejo um programa esportivo que vem de lá, é um tal de tentar a todo custo espezinhar, humilhar, depreciar, diminuir a glória e a garra dos times (note-se: não dos jogadores) de qualquer outro estado... Como se não fôssemos merecedores de sonhar com o título. Como se não pudéssemos sonhar também. Como se não fosse aceitável que qualquer outro time, que não o desse eixo, fosse bom o suficiente para disputar uma final de campeonato e... vencer.
Por favor, se vc, como eu, AMA esse espetáculo chamado FUTEBOL, com todas as suas cores e dores (mas esse é um outro assunto, para um outro tópico, em uma outra data), faça como eu: fique indignado com o NEGÓCIO futebol que nos impõem - eu sei, eu sei, o business faz parte do negócio, mas nem por isso eles têm o direito de vender a "nossa" alma por conta disso. Faça o que estiver ao seu alcance pra pararmos, enquanto é tempo, com o NEGÓCIO futebol. Eu estou aqui, divulgando as minhas idéias. Vc, aí, pode repassá-las e dizer que são suas. Ou pode tb, ir ao estádio e aplaudir os jogadores. Chamá-los de mercenários quando realmente o forem (e eu acho, sim, que Renaldo e Ilan foram mercenários). Reclamar da diretoria quando se fizer necessário. E aplaudi-la, quando houver mérito. O que não é mais possível é essa postura passiva diante do que estão fazendo com os times, os jogadores, os torcedores.
Estou tentando fazer a minha parte...

24 August 2005

Putz, que coisa!

Sei exatamente sb o que vou escrever. Só não sei como. Qual a melhor forma de escrever sb algo tão íntimo e que não sei se a pessoa para quem quero "demonstrar" o que vou escrever vai ler? Ainda: como descrever isso e não expor a pessoa ao que chamo de "prostituição de sentimentos"? Difícil, difícil...
Eu posso falar do que vivo. Do que sinto. Nada além disso.
Posso apenas dizer, meu amigo, que vc foi o sopro de ar novo que entrou na minha vida e que agora não consigo mais imaginar como ela vai ser sem a sua presença - ainda que à distância. Posso dizer que por mais que eu não admita, me preocupo contigo sim, se vc está bem ou não - tanto física, quanto emocionalmente. Posso dizer que te fazer bem e te fazer sentir bem me faz um bem enorme. Posso dizer que agora estou rindo por dentro das nossas conversas que não querem dizer nada, são só abobrinhas, mas que a gente sabe que no fundo, no fundo, têm uma certa razão de ser.
Não, não era só isso que eu queria dizer. Tem muito mais. Mas eu simplesmente não sei falar e nem o porquê, só sei sentir que essa AMIZADE vai durar muito... E ainda vamos dar muitas risadas juntos...
Vá lá, deita na grama e dorme, que as joaninhas estão mais próximas de ti do que de mim.